Em liminar, STF suspende a entrega de uma criança adotada há 6 anos para avó paterna biológica

Uma notícia está chamando a atenção do povo nesta segunda-feira (01). Isso porque em uma liminar feita pelo STF, a entrega de uma criança adotada, à avó biológica é suspensa, em Minas Gerais.

Tudo começou em 2014 quando a criança foi adotada por um casal. A advogada Larissa Jardim, mãe adotiva, em entrevista ao G1 contou que na época que estava tentando uma adoção, a criança estava em uma casa de acolhimento pois haviam varias denuncias contra a família biológica:

“Eram no sentido de negligência, maus tratos, mãe usava drogas ilícitas e álcool. A criança não era bem alimentada, condição precária de higiene. A mãe a expunha a homens aos quais ela se relacionava. Deixava a criança sozinha com eles. A avó chegou a dizer, na época, que era até melhor ela ser adotada porque não estava bem cuidada”. Além disso, o pai biológico foi condenado pelo homicídio do próprio pai, avô da criança.

Porém, a avó paterna sempre tentou a guarda da criança e, segundo ela, desde a adoção nunca mais encontrou a neta, que sempre via enquanto ela estava no acolhimento. Entre várias idas e vindas nas decisões judiciais sobre quem a criança ficaria, na semanada passada, a Justiça de Minas Gerais manteve o entendimento de que a criança fosse devolvida a família biológica. Agora, a decisão de devolver a menina a avó foi suspensa:

“Essa decisão suspende o retorno dela para família de origem até que seja julgado o mérito do recurso”, disse a coordenadora do GAABH, Vanici Veronesi.

Esse caso já causou grande comoção nacional. De uma lado está a família adotiva que já até conseguiu uma petição online , onde reuniu mais de 350 mil assinaturas para que a menina ficasse com eles. E do outro lado está a avó paterna que luta pela menina desde 2015 e que, segunda ela, enquanto a garota estava no acolhimento, nunca a deixou de visitar, mas que depois da adoção, nunca mais a viu. Em entrevista ao G1 a avó chegou a dizer:

“Essa adoção foi de um jeito estranho, nunca nem vi esse casal, nunca me deixaram ver a menina, perdi contato completamente. Desde o início eu procuro meus direitos para ter minha neta de volta”
“Todo mundo sabia que eu queria a menina, sou responsável. Justiça foi injusta. Ela é doida comigo, tenho certeza. Só quero minha neta”

O pai biológico da menina está em liberdade, e segundo a avó da garota, ele mora em outra casa e não teria como cuidar da criança, por isso passaria para ela a guarda sem problemas. Ainda segundo ela, a mãe biológica sumiu:

“Minha neta é meu coração. Quando era bem pequena ela ficava muito aqui em casa, dava banho nela, comidinha. Ela é tudo para mim”.

Os pais adotivos agora tentarão entregar o abaixo-assinado ao Conselho Nacional de Justiça.

Da Redação do Acontece na Bahia

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