Professor que manteve por 38 anos uma mulher em condições de trabalho análogos à escravidão é demitido de instituição de ensino

Uma notícia está sendo destaque nesta segunda-feira (08). O professor universitário Dalton César Milagres Rigueira, acusado de manter a mulher Madalena Gordiano, de 38 anos, em um regime de trabalho análogo a escravidão, é demitido da Fepam (Fundação Educacional de Patos de Minas). Ele atuava como professor nos cursos de veterinária e zootecnia.

Dalton César já havia sido afastado em dezembro do ano passado, logo após o caso se tornar público. Desde então, ele responde na Justiça trabalhista. A família do professor colocou o apartamento a venda para pagar a indenização à Madalena, que ainda está no aguardo da decisão em Uberaba.

Madalena e a família Risgueira começar a negociar no mês passado. A família do professor pretendia entregar o apartamento a mulher, avaliado em R$600mil. Porém, o imóvel possui uma dívida de R$190mil, que já está parcelada. Madalena recusou, afinal, o valor ficaria muito abaixo do indicado e que mesmo depois da quitação do financiamento, ela ficaria com apenas R$200 mil.

A ação que está em andamento é para o pagamento do período em que Madalena trabalhou para a família, sem receber alguma remuneração. A equipe jurídica de Madalena ainda avalia a possibilidade de um processo por danos morais. Além disso, Dalton César fez empréstimo no nome da mulher, e pode ainda responder por estelionatário.

Madalena foi resgatada no ano passado, após denuncias de vizinhos. Trabalhando para a família desde criança sem receber qualquer remuneração, Madalena era privada de direitos básicos, como de cuidado com a própria higiene. Depois de enviar bilhetes para vizinhos pedindo dinheiro para comprar sabonetes, por exemplo, o caso chegou a polícia. Madalena, chegou, inclusive, a se casar com o tio da esposa de Dalton em 2001, em um casamento armado pela família Risgueira. Ao falecer, o marido de Madalena deixou para ela duas pensões, avaliadas juntas em R$8mil. Porém, essa pensão não ficava sobre o controle de Madalena, e sim dos patrões, que usavam para financiar os próprios custos e contrair empréstimos.

Agora, o próximo entre os dois lados acontecerá na próxima semana, na Procuradoria Geral do Trabalho de Patos de Minas, para que se encontre um acordo, pois, no último que aconteceu quinta-feira (04), acabou sem um acordo selado.

Da Redação do Acontece na Bahia

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Professor de primário é demitido após tatuar os olhos de preto

A história de um professor se tornou alvo de polêmica após resolver fazer uma mudança que é considerada pela maioria das pessoas como algo bem drástico. Sylvain Helaine tem 35 anos e é professor do primário. Ele acabou perdendo o emprego depois que decidiu fazer uma tatuagem dentro olho.

O professor pintou os olhos de preto e sua nova aparência não agradou muito as crianças para quem lecionava. Durante uma entrevista concedida ao portal de notícias Mirror, Sylvain disse que a sua aparência deixou uma criança de três anos com pesadelos. Fato que fez com que o pai fosse reclamar do docente no colégio.

O professor francês é conhecido como Freaky Hoody no mundo da tattoo. Ele tem várias tatuagens pelo corpo, inclusive na língua. De acordo com Sylvain, a maioria das crianças costumava ficar chocada no primeiro dia de aula, mas depois se habituavam e enxergavam além da aparência. “Todos os meus alunos e seus pais sempre foram legais comigo porque basicamente eles me conheciam”, explicou o docente.

O último procedimento realizado pelo francês demorou mais de 400 horas para poder ser finalizado. Foi quando a parte branca dos olhos foi pintada de preto. O docente contou que no último ano estava trabalhando em um jardim de infância que fica no subúrbio de Paris e foi quando um dos pais reclamou sobre sua aparência. O pai da criança contou que o menino de três anos teve pesadelo depois que o viu. Vale ressaltar que ele não dava aula para o estudante.

Passado algum tempo, o professor recebeu a notícia que não lecionaria mais para os alunos da instituição. O francês disse que ficou muito triste com a decisão dos diretores, pois ama o seu trabalho. Ele frisou que deseja mostrar aos estudantes como devem aprender a lidar com as diferenças.

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