“Todos têm que ser igual”: Médico é preso depois de negar atendimento prioritário a delegado da cidade

Um médico da região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, foi preso por negar atendimento prioritário ao delegado da cidade, que estava com Covid-19.

O médico Fábio Marlon Martins França negou passar o delegado Alex Rodrigues na frente dos demais pacientes. Os dois iniciaram uma discussão no hospital por conta da negativa e tempos depois o delegado retornou a unidade de saúde na companhia de agentes e deu voz de prisão ao médico.

“Eu acho que qualquer um na minha situação não aceitaria ser preso ilegalmente. Foi um excesso, foi um abuso, foi humilhante”, contou o médico.

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) afirmou que o profissional havia sido preso por exercício ilegal da medicina, desacato e lesão corporal. Entretanto, Fabio possui cadastro e trabalha por meio do programa Mais Médicos, do governo federal. O programa abre brecha e autoriza atendimentos nesse tipo de caso, desde que executados em postos de saúde.

O juiz responsável pelo caso, o Fernando Oliveira Samuel, liberou o médico e afirmou que o delegado abusou do poder. “Ao que parece, [o delegado] pode realmente ter abusado de suas funções públicas”, escreveu o magistrado na decisão.

Fabio já trabalha há cinco anos na unidade de Cavalcante. “Todos têm que ser igual. Não é porque a pessoa tem um cargo melhor que vai passar por cima de pessoas que estão ali querendo atendimento, esperando sua vez. Isso eu não vou aceitar jamais. Se esse é o preço para eu cumprir, que me prenda novamente”, disse ele.

 

Da Redação do Acontece na Bahia

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Guanambi: Delegado é afastado depois de associar o crime em que mãe e filha foram vítimas com as roupas que as duas vestiam

O delegado Rhudson Barcelos, responsável por investigar a morte de mãe e filha em Guanambi, foi afastado do caso depois de comentar sobre a roupa que as duas estavam vestindo no dia do crime. Com falas machista, o delegado relaciona o crime bárbaro às roupas que as duas usavam.

“Pelo que ficou subentendido e a gente apurou até o momento, não houve premeditação nesse crime. Ele não tinha a intenção de praticar o estupro específico com as vítimas. Foi uma questão de coincidência, porque quando ele saiu do trabalho, por volta de meio dia, ele andando pela avenida se deparou com as duas, com aquelas roupas de malhação, de caminhada, obviamente chamando atenção. Ele disse que daí começou a ter desejo sexual de estuprá-las e as seguiu. Passou por elas, estacionou e ficou esperando”, afirmou o delegado à imprensa.

Alcione Malheiros Teixeira Ribeiro, 42 anos, e Ana Júlia Teixeira Fernandes, 16 anos, foram brutalmente assassinadas no último domingo (12) depois de ser abordadas e obrigadas a entrar em um matagal enquanto caminhavam numa rodovia para encontrar com um parente. O homem suspeito do crime foi preso e confessou a autoria.

A fala do delegado gerou revolta e motivou um protesto em frente à delegacia. Assim, a Polícia Civil decidiu trocar o delegado. Como o autor do crime, o Marco Aurélio da Silva, de 36 anos, foi preso, o novo delegado investigará se houve outros envolvidos no caso.

 

Da Redação do Acontece na Bahia

 

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Ao atuar em dia de folga, delegado Marcelo Hercos morre depois ser atingido em abordagem a suspeitos

Uma triste notícia é manchete nos principais meios de comunicação neste domingo (17). O delegado da Polícia Civil de Sergipe, Marcelo Hercos, de 42 anos, faleceu na madrugada deste domingo, em Aracaju. O agente estava internado desde o dia 21 de setembro em razão de ter sido atingido por disparos de arma de fogo durante uma abordagem a suspeitos.

O delegado Marcelo foi atingido no momento em que abordou três homens suspeitos de passar cédulas falsas em um posto de combustível, na Zona de Expansão de Aracaju. Marcelo era Titular da 7ª Delegacia Metropolitana, no Conjunto Jardim, em Nossa Senhora do Socorro.

O agente abordou os suspeitos mesmo estando de folga, segundo informou a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). Os criminosos reagiram a abordagem e um deles conseguiu tomar a arma do delegado que foi atingido por três disparos. Os criminosos fugiram em seguida.

Marcelo foi encaminhado em estado grave para o Hospital João Alves Filho, e passou por cirurgia. Os disparos atingiram o ombro, o duodeno e o estômago do delegado de polícia. O agente chegou a ter o quadro de saúde estabilizado, e foi transferido no dia 24 de setembro para o Hospital São Lucas, onde teve a morte confirmada nesta madrugada.

Foram presos, em Aracaju, quatro envolvidos na ação criminosa. Dois deles foram presos no dia seguinte ao crime, na região do Robalo. O terceiro criminoso, responsável pelos disparos, se entregou à polícia no dia 23 de setembro, em Salvador (BA). O quarto acusado, responsável pelo aluguel do veículo utilizado no crime, foi preso no dia 24, também em Salvador.

O secretário de Segurança Pública, João Eloy de Menezes, lamentou a morte do delegado. “A partida do jovem e talentoso delegado deixa uma lacuna na Polícia Civil, mas que sua história de coragem, destemor e de grandes serviços prestados ao povo de Sergipe jamais serão esquecidos”.

A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Sergipe (Adepol/SE), destacou o trabalho prestado pelo delegado Marcelo e se solidarizou com a família. “Em razão do cumprimento de seu exercício profissional, compromisso e dedicação pela missão a ele confiada, o delegado Marcelo Hercos foi vítima da violência. Desejamos forças aos parentes e amigos nesse momento tão difícil”. Marcelo Hercos estava na Polícia Civil de Sergipe desde o dia 26 de dezembro de 2006.

Da Redação do Acontece na Bahia

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Delegado responsável por investigar filho mais novo de Bolsonaro é substituído após decisão do Diretor-geral da PF

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais neste sábado (9). O diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, substituiu o chefe da superintendência no Distrito Federal, Hugo de Barros Correia, responsável pelo inquérito das fake news e que investigava Jair Renan, o filho do presidente Bolsonaro. A decisão do diretor-geral da PF aconteceu nessa sexta-feira (8).

À frente de algumas apurações delicadas e relevantes para o Planalto, Hugo comanda os inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre fake news, um sobre organização criminosa dos atos antidemocráticos e outro da live com ataques às urnas eletrônicas feita por Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes está na relatoria destes inquéritos.

Hugo Correia não comandava estas investigações como superintendente, mas era o responsável pelo núcleo que apura os casos. O filho 04 de Bolsonaro, Jair Renan, é investigado pela superintendência do DF na operação que apura desvios de recursos no Ministério da Saúde. Nesse sentido, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19 tem voltado a atenção para a investigação contra o filho do presidente Bolsonaro. A CPI teve acesso a documentos que mostram que o filho de Bolsonaro pediu ajuda de um lobista para abrir uma empresa privada em Brasília.

O diretor-geral da PF deve substituir Hugo de Barros Correia por um delegado do Rio de Janeiro, porém o nome ainda não foi divulgado.

Da redação do Acontece na Bahia

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