Após caso em bar, Delegado Da Cunha, conhecido nas redes, volta ser investigado: “Estava afastado das funções”

O delegado mais conhecido do Brasil voltou à pauta neste sábado (9). Dessa vez, Da Cunha voltou a ser investigado após um caso ocorrido num bar.

Desde o mês de Julho, o delegado Da Cunha foi afastado da sua função na Polícia Civil. Conhecido por mostrar a carreira policial nas redes, Da Cunha acabou investigado pela corregedoria por crimes contra a honra e abuso de autoridade. Agora, mais uma investigação começou sobre a conduta dele.

De acordo com o portal Record, o advogado do dono de um bar, Tremembé, na zona norte de São Paulo, afirmou que Da Cunha, mesmo fora da função, fez gravações e teria o homem com uma arma, o revistado e o denunciado por manter máquinas caça-níqueis no estabelecimento. Então, Da Cunha e sua equipe teria feito imagens da situação. Pouco depois disso, o dono do bar resolveu ligar para a Polícia Militar.

Ao chegar no local, agentes da polícia civil apreenderam a arma de Da Cunha e também levaram as máquinas caça-níqueis que operavam no bar. Da Cunha foi ouvido como testemunha na ocorrência relacionada ao jogo de azar e terá a sua conduta investigada.

Da Redação do Acontece na Bahia.

 

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Delegado Da Cunha tinha estrutura de filmagem e pagava R$ 14 mil mensais a equipe, mostra investigação

Uma notícia tem repercutido nas redes sociais nesta quarta-feira (29). A corregedoria iniciou uma investigação que mostra que o delegado Carlos Alberto da Cunha, 43 anos, Da Cunha, manteve uma estrutura criada para gravar e divulgar os vídeos na internet. O aparato teve o custo mensal de R$ 14 mil e durou um ano e seis meses, ao passo que o salário do delegado na polícia é de R$ 10.470 líquidos.

A equipe montada pelo delegado Da Cunha não pertence às forças de segurança, mas mesmo assim dirigiam as viaturas oficiais e em algumas ocasiões tomaram depoimentos. Os membros da equipe ostentavam armas nas redes sociais e usavam unidades policiais para realizar trabalhos de edição de vídeo.

Existe um documento em poder da justiça e do Ministério Público de São Paulo que traz informações sobre o indiciamento do delegado Da Cunha sob suspeita de ter cometido crime de peculato. Acusado de se aproveitar da estrutura do estado para atrair “seguidores, visando prestígio pessoal e vantagem econômica em sobreposição aos interesses do Estado”. O delegado Também é suspeito de simular prisões para gravar vídeos e atrair seguidores.

O delegado Da Cunha foi procurado pela Folha de S. Paulo e afirmou que o jornal divulga informações fantasiosas com a intenção de prejudicá-lo. Uma denúncia anônima de um suposto ex-colaborador da equipe fez com que tivesse início a investigação contra o delegado que tem mais de 3,6 milhões de inscritos no YouTube.

O ex-colaborador enviou à corregedoria um documento apontando irregularidades e fotos da atuação de parte da equipe. Nas imagens há o registro de dois funcionários de Da Cunha: Gabriel Yoshi Siqueira Correia, chamado de Gafanhoto, e Cristiano Pereira Novaes, conhecido como Cabelo. Os dois homens citados não são formalmente investigados no inquérito citado. Em fotos tiradas, é possível ver Correia dentro de viaturas, segurando armas (entre elas um fuzil usado também por Da Cunha) e tomando depoimento em uma ocorrência da polícia. Em uma foto, por exemplo, ele está com o pé sobre a mesa da delegacia, enquanto olha o celular.

Já Novaes aparece dirigindo uma viatura oficial da Polícia Civil. Outros agentes foram ouvidos na investigação e confirmaram que Novaes conduzia as viaturas. Disseram também que os três funcionários saiam para as gravações de vídeos nas viaturas oficiais. Os policiais que foram ouvidos disseram que as irregularidades apontadas podem configurar usurpação de função pública e violação de sigilo funcional. Além disso, o fato do delegado usar viaturas oficiais para fins particulares pode configurar o crime de peculato.

Os dois funcionários citados foram ouvidos pela corregedoria e confirmaram a ligação com o delegado Da Cunha. Contratado pelo delegado Da Cunha no início de 2019, Gabriel Correia acompanhava as operações e as filmava por meio do celular. Disse ainda que fazia as gravações com o celular do delegado e trabalhava na edição de vídeo na unidade policial, recebendo a quantia de R$ 1.000 pelo serviço até meados de 2020. Já Cristiano Novaes, começou a trabalhar com o delegado Da Cunha em 2018, nas edições de vídeo para o canal do YouTube. Disse que dirigiu uma viatura oficial uma vez.

Novaes afirmou que ainda trabalha com o delegado e ganha R$ 2.000. “O declarante passou a exercer as funções de assistente pessoal do delegado Da Cunha, sendo seu motorista particular, bem como ainda realizando edições de vídeos e gravações feitas pela equipe do delegado, composta por James e Gabriel”, afirma trecho do depoimento.

O cineasta James Jay Mass Salinas foi citado por Novaes, como o responsável por prestar serviços ao delegado Da Cunha por R$ 1.500 ao dia. Disse que inicialmente ele fazia uma gravação por mês, mas com o passar do tempo chegou a gravar quatro vezes no mês ao valor de R$ 6.000 mensais. Deixou a equipe em maio deste ano.

Alexandre Moreno fazia parte da equipe do delegado Da Cunha e foi ouvido pela corregedoria. Trabalhava na administração das redes sociais do delegado desde o início de 2020. Ajuda com suporte na divulgação de conteúdos no Instagram e Facebook,“que eram gravados, produzidos e editados pelo cineasta James”. Afirmou que trabalha diretamente com o delegado e tem um salário de R$ 6.000. Alexandre Moreno disse à Folha de S. Paulo que não trabalha mais com o delegado.

Segundo o portal da Transparência, no período de janeiro de 2020 a julho de 2021, o delegado teve um salário líquido mensal de R$ 10.470,61, incluído todos os benefícios, como 13º e adicional de férias. O delegado Da Cunha está afastado do cargo desde julho deste ano após o início de investigações da polícia. Logo em seguida pediu afastamento por dois anos sem salário e filiou-se ao MDB. Tem mostrado a intensão de ser candidato a governador de São Paulo. A polícia agora busca saber a origem dos recursos para pagamento dessa equipe já que o seu salário seria insuficiente. Da Cunha ainda gasta cerca de R$ 9.000 com aluguel e condomínio do apartamento em que reside.

Da redação do Acontece na Bahia

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Delegado Da Cunha, influenciador na internet, é afastado de operações nas ruas após chamar policiais de ‘ratos’

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta sexta-feira (30). Carlos Alberto da Cunha, delegado da Polícia Civil e youtuber com milhões de seguidores nas redes sociais, foi afastado de operações policiais nas ruas pela Polícia Civil de São Paulo. Delegado da Cunha, como é conhecido, devolveu suas armas, distintivo e algemas, de acordo com informações do portal IG.

Segundo informações, o delegado está exercendo funções burocráticas por determinação do delegado-geral de polícia, Ruy Ferraz Fontes. O delegado da Cunha fez uso de “linguagem inadequada e comentários depreciativos à imagem institucional”, disse Fontes.

De acordo com informações, a decisão tomada pelo delegado-geral foi baseada no fato do delegado da Cunha ter se referido aos policiais civis com mais de 55 anos de ‘ratos’ e ‘raposonas’, durante entrevista ao podcast Flow.

Eu não vou me vingar, não tenho raiva, não vou ir [sic] atrás de ninguém. Só queria que o senhor, que vossa excelência entendesse que eu não posso ficar sem arma porque eu combato o PCC, irmão. Irmão, eu não sou delegado de pelúcia, irmão. Cê tá tirando aqui? Eu sou delegado da favela”, escreveu Cunha nas redes sociais.

De acordo o delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, o delegado Cunha tem grau de “periculosidade interna” e “periculosidade externa”, por prejudicar o serviço público e colocar em cheque a credibilidade da corporação.

Da redação do Acontece na Bahia

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