Salvador: Três crianças são abandonadas pela mãe em praia, tentam ir atrás da genitora mas a perde de vista

Três crianças de uma mesma família foram abandonadas pela mãe em uma praia de Salvador. Todas são meninas e possuem um, seis e nove anos de idade. Elas foram encontradas em um centro de abastecimento em Salvador, capital baiana, na manhã deste sábado (15).

Segundo os policiais, as meninas contaram que estavam desde o início da manhã em uma praia com a mãe, quando ela saiu apressada e as deixou para trás. Elas também contam que tentaram alcançar a genitora, mas não conseguiram acompanha-la, a perdendo de vista.

Assim, elas foram para o centro de abastecimento de Paripe, onde foram resgatadas por volta das 9h e acolhidas por policiais.

As meninas também afirmaram ter um pai usuário de drogas, que por vezes as agridem fisicamente. Elas foram encaminhadas para um abrigo de menores.

 

Da Redação do Acontece na Bahia

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“Minha filha não vai se vacinar, vou deixar bem claro”, diz Bolsonaro, apesar da aprovação da Anvisa

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nessa segunda-feira (27), que as mortes de crianças em decorrência da covid-19 não justificam a adoção de uma vacina contra a doença para a faixa etária, apesar da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da recomendação de especialistas no assunto. O chefe do Executivo Federal ainda informou que não vai imunizar sua filha Laura, que tem 11 anos.

‘‘Não vêm morrendo crianças que justifiquem uma vacina’’, disse Jair Bolsonaro em entrevista às emissoras CNN Brasil e SBT. O presidente disse durante uma live na última quinta-feira (23) que iria discutir com a primeira-dama Michelle se iria vacinar Laura.‘‘Minha filha não vai se vacinar, vou deixar bem claro’’, afirmou nessa segunda-feira (27).

Mais de 2,5 mil pessoas de zero a 19 anos já morreram por covid-19, sendo mais de 300 delas pertencentes ao grupo de 5 a 11 anos, justamente o que aguarda a liberação do governo para serem imunizados com as doses pediátricas da vacina Pfizer, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

No Rio Grande do Sul, de janeiro até outubro deste ano, seis crianças na faixa etária entre 5 e 11 anos morreram antes de ter acesso à vacina contra a Covid-19. Numa visão geral, 108 crianças precisaram de internação hospitalar em razão do coronavírus.

O presidente Bolsonaro falou a jornalistas, na véspera de Natal, em Brasília, que não havia necessidade de uma decisão emergencial do governo federal sobre esta pauta. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez a mesma afirmação.

O chefe do Executivo disse nessa segunda-feira que Queiroga divulgará uma nota no próximo dia 5 “sobre como acha que devem ser vacinadas crianças”. Bolsonaro falou que espera não haver “interferência do Judiciário”.
‘‘A questão da vacina para crianças é uma coisa muito incipiente ainda. O mundo ainda tem muita dúvida’’, concluiu o presidente.

Da redação do Acontece na Bahia

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Crianças sobem em caminhão para brincar, dormem e só acordam depois de viajar 160 km; Motorista não sabia que elas estavam no veículo

Uma situação um pouco inusitada está sendo destaque na tarde desta terça-feira (21). Isso porque duas crianças, uma de 10 e outra de 12 anos, dormiram em cima de um caminhão e só acordaram quando o veículo estava em movimento na estrada e sem saber para onde estavam indo.

Entenda: A equipe policial de plantão recebeu um chamando da PRF para averiguar o abandono de dois menores em um posto de combustível no km 269 da BR 101, trecho do município de Gandu.

Ao chegar ao local e confirmar que os dois menores estavam perdidos, os agentes se depararam com o caso inusitado e preocupante. As duas crianças estavam brincando na cidade de Buerarema e decidiram subir no compartimento de carga de um caminhão, sem o conhecimento do motorista.

Logo depois acabaram dormindo e só acordaram quando o caminhão estava na rodovia. Como não sabiam para onde estavam indo e como voltariam para casa, eles desceram na primeira parada do motorista e tentaram se esconder no mato.

Contudo, por sorte, um funcionário do posto avistou as duas crianças acionou a PRF. Diante da situação, eles ficaram sob a guarda do Conselho Tutelar, que tomará às medidas cabíveis para retorno deles ao convívio familiar.

Da Redação do Acontece na Bahia

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Mãe pede por liberação da vacina para crianças depois de perder a filha de apenas 8 anos para doença

A vendedora Valkíria Alice dos Santos, de 39 anos, está enfrentando uma grande perda. A sua filha, a Ana Luísa dos Santos Oliveira, de oito anos, morreu sendo mais uma vítima da Covid-19. Ana Luísa chegou a ficar um mês na UTI.

“Fiquei um mês com ela na UTI, não queria vir para casa, queria ficar lá, conversando muito com ela, falando que ia ficar bem. Depois de um tempo, ela intubou, aí tiraram, ela deu uma boa melhorada, depois o período de Covid-19 passou e veio uma infecção em decorrência da doença. Muito remédio forte, não sei se poderia ter ficado com sequela, o médico disse que poderia, foi muita medicação, saturação muito baixa, chegou a 11. Dentro desses altos e baixos, eu lá junto. Ela estava sofrendo muito, Deus quis recolher a minha pequena. Agora que estou assimilando, mas é tudo muito estranho para mim”, conta Valkíria.

A mãe da menina, que sempre torceu para que a filha fosse imunizada, não vê a hora da vacinação ser liberada para crianças. “Eu creio que, se ela tivesse tomado, poderia ter pego, mas não desse jeito. Seria fraco, e não tão agressivo do jeito que foi. Tem que liberar essas vacinas para as crianças”, diz.

Segundo Valkíria, a suspeita é de que a filha tenha se contraído na escola, quando liberou 100% da capacidade, já que em casa ninguém estava com a doença quando ela se contaminou. Ela também revela que a filha não tinha nenhuma comorbidade.

“Aqui em casa não foi. Creio que foi no colégio, após liberarem o retorno de 100% [da capacidade]. Às vezes, as crianças não têm sintomas”, explica.

“A única coisa que ela tinha era rinite alérgica. Ela era gordinha, mas era uma criança saudável, não tinha diabetes, não tinha colesterol, brincava normal, estava indo à escola. Eles falaram ‘mãe, devido a ela ser gordinha, pode ter sido um fator que contribuiu para ela não conseguir a cura'”.

Ela relembra os primeiros sintomas que a filha sentiu. “Ela não queria comer, teve febre, levei ela no médico, na pediatria infantil do São João, e ele falou que era dengue. Fizemos todos os cuidados, repouso, mas até aí, crente que era dengue. Ela ficou com uma tosse muito estranha, levei ela no médico, que falou que poderia ser suspeita de Covid-19”.

Valkíria também defendeu a vacinação em crianças. “Por que aconteceu com a minha filha? Ela era muito cuidadosa. Creio que, se estivesse vacinada [seria diferente]. As crianças precisam, acham que não pegam, mas elas pegam, sim”.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autorizou na última quinta-feira (16) a vacinação para crianças entre 5 e 11 anos. Contudo, é preciso que o Governo Federal compre versões específicas do produto, haja vista que a vacina aplicada em crianças é diferente da aplicada em adultos. Mesmo o princípio ativo sendo o mesmo, é preciso ter fracos e dosagens diferentes.

Sobre esse assunto, o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirma que “introdução desse produto no âmbito de uma política pública requer uma análise mais aprofundada” do ministério e que a decisão será tomada em 5 de janeiro.

 

 

 

Da Redação do Acontece na Bahia

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