Deputado federal testa positivo um dia depois de se encontrar com Bolsonaro: “Alertei”

A notícia de que o deputado federal Coronel Armando (PSL-SC) foi diagnosticado com a Covid-19 gerou certa apreensão. O motivo foi o fato deste diagnóstico ter sido feito um dia após o deputado ter se encontrado com o presidente Jair Bolsonaro (PL), em São Francisco do Sul (SC), local onde o chefe do Executivo Federal passa férias.

Circula pela internet um vídeo que viralizou e mostra o encontro entre o parlamentar e Bolsonaro. No vídeo é possível ver o deputado e o mandatário do país lado a lado. O próprio deputado Coronel Armando (PSL-SC), foi quem emitiu uma nota confirmando o diagnóstico de que estaria infectado. O parlamentar explicou que após a esposa ter testado positivo para a Covid-19, procurou fazer um exame a fim de saber se também estava infectado.

De acordo com o parlamentar, o teste sanguíneo apresentou anticorpos. “No teste nasal, o resultado foi positivo com leve aparência de vírus”, revelou. O deputado federal disse que está assintomático e confirmou que entrou em contato com o presidente Bolsonaro para falar sobre a infecção.

Em razão disso, por prevenção e responsabilidade, mandei mensagem ao presidente Jair Bolsonaro, uma vez que o recebi ontem em São Francisco do Sul e tivemos um breve contato. Falei ainda com o chefe de gabinete do presidente e alertei ao médico da equipe para que estivesse ciente. O presidente conta com estrutura médica de apoio e seguirá a orientação dela”, comentou.

Da redação do Acontece na Bahia

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“Minha filha não vai se vacinar, vou deixar bem claro”, diz Bolsonaro, apesar da aprovação da Anvisa

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nessa segunda-feira (27), que as mortes de crianças em decorrência da covid-19 não justificam a adoção de uma vacina contra a doença para a faixa etária, apesar da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da recomendação de especialistas no assunto. O chefe do Executivo Federal ainda informou que não vai imunizar sua filha Laura, que tem 11 anos.

‘‘Não vêm morrendo crianças que justifiquem uma vacina’’, disse Jair Bolsonaro em entrevista às emissoras CNN Brasil e SBT. O presidente disse durante uma live na última quinta-feira (23) que iria discutir com a primeira-dama Michelle se iria vacinar Laura.‘‘Minha filha não vai se vacinar, vou deixar bem claro’’, afirmou nessa segunda-feira (27).

Mais de 2,5 mil pessoas de zero a 19 anos já morreram por covid-19, sendo mais de 300 delas pertencentes ao grupo de 5 a 11 anos, justamente o que aguarda a liberação do governo para serem imunizados com as doses pediátricas da vacina Pfizer, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

No Rio Grande do Sul, de janeiro até outubro deste ano, seis crianças na faixa etária entre 5 e 11 anos morreram antes de ter acesso à vacina contra a Covid-19. Numa visão geral, 108 crianças precisaram de internação hospitalar em razão do coronavírus.

O presidente Bolsonaro falou a jornalistas, na véspera de Natal, em Brasília, que não havia necessidade de uma decisão emergencial do governo federal sobre esta pauta. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez a mesma afirmação.

O chefe do Executivo disse nessa segunda-feira que Queiroga divulgará uma nota no próximo dia 5 “sobre como acha que devem ser vacinadas crianças”. Bolsonaro falou que espera não haver “interferência do Judiciário”.
‘‘A questão da vacina para crianças é uma coisa muito incipiente ainda. O mundo ainda tem muita dúvida’’, concluiu o presidente.

Da redação do Acontece na Bahia

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Após fala de Bolsonaro em live, Anvisa diz que repudia “com veemência qualquer ameaça”

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), se posicionou na tarde desta sexta-feira (17), e emitiu uma nota em que afirma repudiar e repelir “com veemência” qualquer ameaça “explícita ou velada que venha constranger, intimidar ou comprometer o livre exercício das atividades regulatórias” do órgão.

O nota emitida é uma resposta a uma declaração feita por Bolsonaro (PL), nessa quinta (16), durante uma live transmitida por meio das redes sociais. Na transmissão, o presidente da República pediu o nome das pessoas da Anvisa que aprovaram a vacinação para crianças de 5 a 11 anos.

“A Anvisa não está subordinada a mim – deixar bem claro isso. Não interfiro lá. Eu pedi, extraoficialmente, o nome das pessoas que aprovaram a vacina para crianças a partir de 5 anos. Nós queremos divulgar o nome dessas pessoas para que todo mundo tome conhecimento de quem são essas pessoas e, obviamente, formem o seu juízo. […] Você tem o direito de saber o nome das pessoas que aprovaram a vacinação a partir de 5 anos para o seu filho”, afirmou Bolsonaro.

O chefe do Executivo Federal tem uma filha de 11 anos com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e afirmou que analisará a orientação do órgão e tomará sua decisão com relação a Laura.

A Anvisa autorizou nessa quinta-feira (16) o uso da vacina Pfizer em crianças de 5 a 11 anos, entretanto ainda não há expectativa para o início da vacinação desse público alvo no país. O Ministério da Saúde tem a responsabilidade de adquirir doses do imunizante para essa população e incluí-las no Programa Nacional de Imunização contra a Covid-19.

Nesta semana, a Pfizer emitiu um comunicado à imprensa em que afirma que o contrato mais recente firmado com o governo federal, para compra de 100 milhões de doses em 2022, permite a modificação das vacinas para diferentes faixas etárias.

Sendo assim, caso o Ministério da Saúde decida incluir as crianças no PNI em 2022, a empresa poderá fornecer doses específicas para esse grupo, seguindo o acordo firmado com o governo federal. Vale ressaltar que nenhuma vacina com dosagem especial foi enviada ao Brasil até este momento.

“O terceiro contrato assinado com o governo brasileiro, no dia 29 de novembro de 2021, para o fornecimento de 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para o ano de 2022 também inclui a possibilidade de fornecimento de versões modificadas do imunizante para variantes, que poderão ser eventualmente desenvolvidas caso necessário, e versões para diferentes faixas etárias, conforme solicitação por parte do Ministério da Saúde”, comunicou o laboratório.

Nota

Em relação às declarações do Sr. Presidente da República durante “Live” em mídia social no dia 16 de dezembro de 2021 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária comunica:
A Anvisa, órgão do Estado Brasileiro, vem a público informar que seu ambiente de trabalho é isento de pressões internas e avesso a pressões externas.
O serviço público aqui realizado, no que se refere à análise vacinal, é pautado na ciência e oferece ao Ministério da Saúde, o Gestor do Plano Nacional de Imunização – PNI, opções seguras, eficazes e de qualidade.
Em outubro do corrente ano, após sofrer ameaças de morte e de toda a sorte de atos criminosos, por parte de agentes antivacina, no escopo da vacinação para crianças, esta Agência Nacional se encontra no foco e no alvo do ativismo político violento.
A Anvisa é líder de transparência em atos administrativos e todas as suas resoluções estão direta ou indiretamente atreladas ao nome de todos os nossos servidores, de um modo ou de outro
A Anvisa está sempre pronta a atender demandas por informações, mas repudia e repele com veemência qualquer ameaça, explicita ou velada que venha constranger, intimidar ou comprometer o livre exercício das atividades regulatórias e o sustento de nossas vidas e famílias: o nosso trabalho, que é proteger a saúde do cidadão.

Antonio Barra Torres, Diretor-Presidente
Meiruze Sousa Freitas, Diretora
Cristiane Rose Jourdan Gomes, Diretora
Romison Rodrigues Mota, Diretor
Alex Machado Campos, Diretor

Da redação do Acontece na Bahia

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ConecteSUS e página do Ministério da Saúde viram alvo de ataque hacker durante a madrugada

Na madrugada desta sexta-feira (10), um ataque hacker teve como alvo o aplicativo ConecteSUS e a página do Ministério da Saúde. Após o ataque, o usuário não consegue emitir, por exemplo, o comprovante de imunização contra a Covid-19, que é disponibilizado por meio do aplicativo.

Os invasores escreveram a seguinte mensagem na página do Ministério da Saúde: “Os dados internos dos sistemas foram copiados e excluídos. 50 TB de dados estão em nossas mãos. Nos contate caso queiram o retorno dos dados.”

Com base na mensagem deixada no site durante a madrugada, o Lapsus$ Group assumiu a autoria do ataque hacker. De acordo com os próprios criminosos, a invasão foi definida como “ransomware”, quando o conteúdo é “sequestrado” e é cobrado um valor, em dinheiro ou bitcoin (moeda virtual), para a devolução do material captado.

O site do Ministério voltou a ser acessado às 7h, porém, os dados de vacinação no ConecteSUS continuam inacessíveis. Relatos confirmam que muitos usuários não estão conseguindo acessar o aplicativo.

O Ministério da Saúde ainda não se posicionou sobre o ataque, até o fechamento desta matéria. As autoridades foram alertadas e estão investigando o caso.

Da redação do Acontece na Bahia

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