Correndo risco de virar um “celeiro de novas variantes do coronavírus”, Brasil poderá ficar isolado mundialmente, segundo especialista

Uma lamentável notícia está chocando o povo nesta sexta-feira (26). Isso porque o médico Dalcy Albuquerque, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, em entrevista a Rádio França Internacional, comentou que o Brasil poderá viver isolado mundialmente por causa da grande dispersão do vírus, especialmente da nova variante, resultante das atitudes da sociedade e autoridades e pela demora na vacinação.

Segundo o médico infectologista, a situação do país é preocupante. A população e o governo agem como se os casos estivessem em queda:

“Aqui o controle da pandemia é muito fraco, muito falho. O vírus está se reproduzindo livremente, especialmente quando as pessoas estão nas ruas, sem cuidado. E nessa ampla replicação viral, pode haver ‘erros’ no processo, daí as chances de se ter variantes. O Brasil tem fronteira com outros países, temos voos indo e vindo de quase todo o mundo, o nosso país é grande e a situação sanitária é grave. Com tudo isso, o país pode vir a ser um celeiro de novas variantes do coronavírus”.

Dr. Dalcy ainda explica sobre como é precário o estudo aqui no Brasil sobre a nova variante do vírus, considerada mais transmissível que as demais:

“Nós fazemos muito pouco da vigilância virológica, testamos pouco as pessoas e fazemos pouca pesquisa sobre a genotipagem do vírus, ao contrário da Europa, por exemplo. Na Inglaterra, a partir de certa quantidade de exames, se faz uma análise mais detalhada. E nós não fazemos. Pode então haver novas variantes já circulando e nós não sabemos. E por não sabermos, não levamos adiante políticas públicas para combater isso, com isolamento de certas áreas, controle sanitário mais assertivo para barrar a propagação”

Por fim, o médico revela uma visão médica de todo o caos que o país vive:
“Sob o ponto de vista médico, epidemiológico, o Brasil só não errou mais por falta de tempo, não teria como errar mais do que já errou. Inclusive pela ausência do governo federal na condução de uma política nacional, de uma coordenação. Não houve apoio a hospitais de campanha, negociação antecipada e ágil de vacinas, ao contrário, houve descrédito com medidas sérias contra o vírus. O país voltou a ter aumento nos casos e nada foi feito, continuou-se tudo como se o número tivesse em ritmo de queda”.

O Brasil já registou mais de 250 mil mortes desde o início da pandemia, com uma média de mais 1100 mortes diárias.

Da Redação do Acontece na Bahia

 

 

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Após se recuperar da Covid-19, Cauan, dupla com Cleber, diz que nasceu de novo

O sertanejo Cauan Máximo, 38, esteve ao vivo com o parceiro Cleber no programa Encontro (Globo) desta terça-feira (6). O músico que se recuperou de um grave quadro de Covid-19 recentemente, comentou sobre o novo momento da carreira com a dupla, que lança o novo single “Viajantes de Corações”.

“Eu costumo dizer que nasci de novo nesse processo de transformação. E quem esteve ao meu lado também. O nosso projeto, que é a nossa vida, também trouxe essa situação pra música”, explicou o artista que chegou a passar por três hospitais diferentes quando estava na batalha pela vida.

Fátima Bernardes mostrou a história de uma senhora, que assim como Cauan, também enfrentou momentos difíceis com o diagnóstico do novo coronavírus. O cantor disse que “passou um filme em sua cabeça” ao assistir à reportagem.

“Me lembrei das auxiliares de enfermagem que estiveram comigo, que cuidaram de mim como se fosse uma mãe cuidando de um filho. Eles fazem um trabalho que só quando você está lá consegue ver de verdade (…) [auxiliares de enfermagem] deviam ser profissionais mais valorizados na sociedade, pelo poder público”, afirmou o músico.
Cauan chegou a ter 70% do pulmão comprometido pelo coronavírus, e permaneceu na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) por quase dez dias. Além dele, a sua namorada Mariana Moraes, e o pai também tiveram diagnóstico da doença.

Através das redes sociais, tanto Cleber como fãs e familiares do músico pediram orações e pensamentos positivos. Cauan, em outra entrevista ao Encontro -exibida no final de agosto- , revelou que chegou a pensar que morreria. “Nem sei explicar o que sentia, pensei que se eu morresse seria mais vantagem, mas Deus me deu muita força, muita gente orando. Não foi só o pulmão. Eu era ansioso, inquieto, tinha deficit de atenção. Mas Deus veio e fortaleceu meu interior”, contou.

Pai de três crianças, Enrico, Iago e Maria Eduarda, o músico disse que a doença o transformou como pessoa. “Eu costumo dizer que não amava nem meus filhos direito. Agora que estou amando. É chato falar uma coisa dessas, mas poucos dias antes de eu ser internado pedi perdão para a mãe dos meus filhos pelo tanto que deixei de fazer”, afirmou ele na época.

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