Governo do Estado distribui cestas básicas a comunidades indígenas e helicópteros seguem resgatando pacientes em áreas de difícil acesso no Extremo Sul

O Gabinete Avançado do Governo do Estado, montado no município de Itamaraju, segue com as ações de apoio às cidades no apoio às vítimas das enchentes no Sul e Extremo Sul da Bahia. Em uma ação conjunta da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, 1.790 cestas de mantimentos começaram a ser entregues, nesta quarta-feira (22), para comunidades indígenas nos municípios de Eunápolis, Itapebi, Belmonte, Porto Seguro, Camacan, Pau Brasil, Itagi e Nova Viçosa.

“Estamos dando continuidade ao planejamento com visitas às aldeias indígenas e às comunidades tradicionais da região, indo também aos municípios de Jucuruçu e Itamaraju para alinhar e fazer o acompanhamento de atendimento e de acolhimento a essas famílias. A Sepromi tem esse papel de articulação das comunidades tradicionais que, em grande parte, ficam mais isoladas e vulnerabilizadas nestas circunstâncias. Estamos ouvindo as pessoas e levando as demandas para o Gabinete Avançado”, afirmou a titular da pasta, Fabya Reis.

Em Itamaraju, a secretária visitou áreas na comunidade de Beira Rio, onde voltou a chover nos últimos dias. Os moradores foram orientados a procurar abrigo nos locais oferecidos pelo poder público ou com parentes e amigos. A casa da aposentada Nelci Soares ficou com muitas rachaduras após as enchentes. “Vou ficar com minha família numa área mais segura para garantir a minha segurança e a de meu neto, porque a vida é a coisa mais preciosa que nós temos. A chuva levou tudo e nos deixou perdidos, essa orientação e ajuda é muito boa”.

Corpo de Bombeiros

O Corpo de Bombeiros Militar (CBMBA) e o Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer/PMBA) realizou, nesta quarta-feira (22), o resgate da gestante Jovelina Alves de Sousa e do paciente neurológico Jadilson Vieira Lustosa. Os dois estavam ilhados em Jucuruçu e foram transportados até Itamaraju, de onde seguiram de ambulância para o atendimento médico.

Um total de 250 militares das forças estaduais atuam há 13 dias nas cidades atingidas pelas fortes chuvas, com o suporte de aeronaves e socorristas especializados. O trabalho de hoje incluiu ainda o transporte de luvas, máscaras e vacinas, da sede de Itamaraju para o distrito de Nova União, o resgate de vítimas e a distribuição de mantimentos. Cerca de 180 toneladas de produtos, entre alimentos, água potável, medicamentos, roupas e colchões já foram distribuídas pelo Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, no Extremo Sul da Bahia.

As doações são separadas e catalogadas pelos militares. A arrecadação acontece em todos os quartéis e postos avançados dos Bombeiros, na Bahia. Os caminhões com capacidade para até 25 toneladas cada transportam os mantimentos para as regiões onde ainda é possível o tráfego terrestre.

Infraestrutura

Ações emergenciais na área de Infraestrutura permanecem sendo feitas pelo Governo da Bahia na região. Em Prado, a manutenção da ponte de acesso ao município, na BA-001, e do pavimento intertravado, além da limpeza das ruas, continuam em execução nesta quarta-feira (22). A realização dos serviços é fruto da parceria entre a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra) e o Consórcio do Extremo Sul (Construir).

Outras intervenções na região também são promovidas pela Seinfra. Em Itamaraju, o tráfego de veículos no KM 17 da BA-284, que faz a ligação com Jucuruçu, tem a previsão de ser liberado até o final desta quarta-feira (22). A recuperação do desvio provisório, que rompeu neste trecho da rodovia, está em andamento. Na BR-489, os quebra-molas nos KMs 02 e 13, entre Itamaraju e Prado, devem ser implantados nesta quarta (22) para o controle de velocidade na via. Os três pontos da rodovia atingidos durante o período chuvoso, incluindo o KM 15, já se encontram devidamente sinalizados.

Cadastramento Sudec

A Superintendência de Proteção e Defesa Civil do Estado (Sudec) apoia o serviço de cadastramento de famílias em situação de vulnerabilidade que residem nos municípios atingidos. O trabalho é realizado junto com a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) e o CBMBA. Os inscritos podem se candidatar a receber doação de eletrodomésticos, como fogões e geladeiras, além de colchões e botijões de gás.O próximo município a receber a visita das equipes será Jucuruçu.

Os dados mais recentes colhidos junto às prefeituras, até a manhã desta quarta-feira (22), apontam 66 municípios baianos em situação de emergência devido às chuvas intensas. Foram registrados 16 óbitos, 278 feridos, 3.336 pessoas desabrigadas e 11.217 desalojadas.

Saúde

Até a última segunda-feira (20), mais de 63 mil doses de vacinas foram enviadas pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) para as áreas afetadas. Totalizando 63.502 unidades, o lote conta com 27.715 doses de vacinas contra a Covid-19, além de mais 16 mil doses contra a Influenza, 6 mil doses de vacina contra a Hepatite A e 1 mil doses de imunizante oral para o combate ao rotavírus humano.

“Também estamos enviando soro anti-escorpiônico, soro anti-rábico humano e outras vacinas como a BCG e a que combate a raiva humana. Nesse momento, é preciso ter muita atenção com essas outras doenças que podem surgir em decorrência das inundações. Os agentes da Vigilância Sanitária, Ambiental e Epidemiológica estão na área acompanhando a situação de perto e mapeando as necessidades de cada município”, afirmou a secretária da Saúde, Tereza Paim.

Reforço em Jucuruçu

Para atender o aumento da demanda na região, a cidade de Jucuruçu vai receber mais técnicos da vigilância e assistência, além de reforço no envio de insumos e medicamentos. “Seguimos acompanhando a situação da região. Infelizmente, voltou a chover bastante e alguns municípios estão necessitando de uma maior atenção”, completa Paim.

Da redação do Acontece na Bahia

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Hipermercado de Belo Horizonte é ocupado por cerca de 500 famílias que pediam por cestas básicas no Natal

Com a fome presente em várias famílias do país e desesperando famílias, o  Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) organizou um movimento que reivindicava a fome.

Dessa forma, eles, juntamente com cerca de 500 famílias de Belo Horizonte e da Grande BH, ocuparam um hipermercado no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Todos os manifestantes pediam por comida e cestas básicas para o Natal.

Em outros lugares do país também aconteceram o movimento e unidades foram ocupadas, segundo uma das representantes do movimento, Indira Xavier.

Indira Xavier também afirmou que o movimento não está “impedindo a passagem de ninguém. Fome não é caso de policia, tem que ser tratada como precisa”.

O protesto foi acompanhando pela Polícia Militar.

O movimento afirmou no fim da tarde de ontem (16) que uma reunião com o estabelecimento sobre doações de cestas básicas será realizada nesta sexta (17). O portal G1 procurou o estabelecimento, mas ele ainda não emitiu nenhuma resposta.

 

Da Redação do Acontece  na Bahia

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Caetité: menino de 7 anos doa cestas básicas adquiridas com a venda de ‘geladinhos’ para famílias carentes

Uma notícia tem repercutido nas redes sociais neste sábado (8). O enredo escrito pelo pequeno Samuel Soares, de 7 anos, faz a gente repensar as nossas atitudes como ser humano vivendo em sociedade. A história que acontece em Caetité, sudoeste da Bahia, mostra o menino Samuel, que teve o incentivo e apoio dos pais para a venda de geladinhos com o objetivo de comprar cestas básicas para doar a pessoas necessitadas.

Eu vi muitas pessoas precisando de comida, precisando comer e eu fui lá e pedi para minha mãe fazer o geladinho e vender para poder doar”, comentou o menino.

Os pais de Samuel, o casal de fotógrafos Amilton Miranda e Simone Soares, aceitou a idéia vinda do filho, apesar do pai ficar com receio no início.“Eu fiquei surpreso, porque eu não entendi. Eu fiquei perguntando a ele onde teve essa ideia, onde ele viu isso. ‘Não pai, eu só queria ajudar’. E eu achei interessante porque a gente aqui em casa nunca tinha feito uma ação dessa”, explicou Amilton.

A mãe de Samuel disse que a princípio não acataram a idéia do filho por ele ser ainda pequeno, mas ele insistiu no objetivo.“Ele pediu, falou comigo e meu esposo, que queria vender geladinhos. Aí, no primeiro momento, a gente explicou para ele que ele é muito novo, que ele não ia saber vender geladinho, fazer troco, só que ele continuou insistindo”, contou Simone.  

Samuel então buscou aceitação na avó, Maria do Carmo Soares, que comprou o isopor.”Ele comentou com a minha mãe e ela comprou o isopor. Ele continuou insistindo e eu falei: ‘Eu faço o geladinho, mas só se você me falar qual a finalidade do dinheiro’. Aí ele me falou: ‘Não mãe, eu quero ajudar as pessoas que não tem o que comer’. Aí não tem como dizer não, né?”, disse a mãe de Samuel.

A família então passou a fazer no final de fevereiro “geladinhos gourmet”, uma espécie de sorvetes de frutas ou chocolates, batidos com leite, que foram bem aceitos em Caetité. De acordo com a mãe de Samuel, no início a idéia era vender os geladinhos fazendo a divulgação em aplicativos de mensagens, porém o negócio cresceu e foi montado um ponto fixo na feira da cidade que acontece toda quinta-feira.

Eu fiz os geladinhos, só coloquei no grupo da família porque meus pais moram na zona rural, falando da iniciativa dele, quem quisesse colaborar, para quem seria e aí levamos pra roça, vendemos o geladinho e o pessoal colaborou”.

Minha mãe vende produtos orgânicos na feirinha que tem toda quinta-feira na cidade e ela falou: ‘Leva para barraquinha para a gente vender’. A gente contava a história para o pessoal e eles se sensibilizavam”, disse.

A compra dos alimentos foi feita pelo pai de Samuel e Simone procurou famílias que estivessem precisando muito de ajuda, por meio de uma mulher que organiza projetos sociais em Caetité.“Ela [uma mulher que organiza um projeto de doações em Caetité] me passou o número e eu conversei. Falei que queria ajudar cinco famílias que precisavam mesmo. Muita gente precisa, mas tem aquelas que precisam mais, que são mais necessitadas”, contou Simone.

Samuel escreveu ainda bilhetes para as famílias.“Ele falou: ‘Mãe, eu quero comprar um bilhetinho’. Tudo ideia dele. Aí eu falei que ele tinha que escrever cinco bilhetinhos iguais para colocar nas cestas”, disse.

Escreveu:”Oi, eu sou Samuel, tenho 7 anos. Deus abençoe sua vida”. Ao todo cinco famílias foram beneficiadas com as cestas adquiridas com o empenho do menino Samuel.

Da redação do Acontece na Bahia

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Ação de menino de 9 anos reflete em benefícios à comunidade carente no Ceará; ‘acabar com a fome no mundo inteiro’

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta quinta-feira (1). A história do pequeno Pedro Victor Lima de Aquino, de 9 anos, é de impressionar. Decidiu abdicar do dinheiro guardado para compra de um videogame e se dispôs a colocá-lo com prêmio em uma rifa no intuito de “acabar com a fome do mundo inteiro”. 

A comunidade de Sapiranga, em Fortaleza, no Ceará, já recebeu doação de 15 cestas básicas fruto da boa ação de Pedro. O interesse de Pedro em querer fazer algo veio em razão de sua mãe se mobilizar para ajudar famílias carentes no bairro em que vivem. Pedro tinha R$ 50 que havia juntado com muito sacrifício e não relutou em entregar para sua mãe a fim de ser usado como premiação em uma rifa. 

A mãe de Pedro, dona Mariana, comentou sobre a ação de seu filho: “Ele já vem com esse cofrinho juntando moedas faz algum tempo, porque o sonho dele é comprar um videogame, e nós não temos condições. E eu fico muito feliz porque parte dele essa ideia”, comentou a mãe. 

A organização da rifa ficou por conta da mãe de Pedro e acontecerá neste final de semana. Cada kg de alimento vale um ponto na rifa. O projeto aumentou tanto ao ponto de serem entregues 15 cestas básicas aos moradores de Sapiranga. Por meio das redes sociais o projeto ganhou visibilidade e engajamento de outras pessoas. 

A tia de Pedro, Rosana Lima, responsável pela divulgação nas redes sociais, contou que muitas pessoas se sentiram encorajadas a ajudar quando souberam da atitude do menino: “Gente que nem conhecia ele. E foi assim, maravilhoso para gente, pois não esperávamos tudo isso”, contou Rosana. 

“A gente tá vivendo um momento tão difícil e vê uma criança de nove anos doar o pouco que ela tem quando muitas pessoas têm muito, isso mexe demais com a gente”, conclui. 

 

Da redação do Acontece na Bahia 

 

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