Filhos se revoltam com coveiros que “tentaram virar o caixão” para colocar o pai em cova estreita e derrubarem o corpo

O caso inusitado ocorreu no cemitério municipal de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, nessa segunda-feira (22), e é relatado em detalhes pela família de Osmar Leal, de 50 anos, cujo corpo caiu dentro de uma cova após o caixão em que estava quebrar.

A filha de Osmar, Milena Pereira, disse que a cova não tinha largura suficiente para caber a parte mais larga do caixão, além de estar rasa. Foi nesse momento que os coveiros tomaram uma atitude que desagradou a família de Osmar que registrou todo o momento em um vídeo. 

“Disseram que iam dar um jeitinho[…] E tentaram virar o caixão do meu pai para colocar de lado dentro de uma sepultura, gente! Nisso que virou de lado, a alça quebrou porque o peso ficou todo para um lado, então a alça não aguentou. […]Nisso que alça quebrou, o caixão bateu, ‘bum’, de lado, e quando bateu, abriu. Nisso que abriu, o meu pai foi parar no chão, literalmente de cara na areia, no chão, jogado ali. E eu fiquei em choque”, lamentou Milena.

“A coordenadora que estava ali presente usou a expressão: vamos pegar uma corda para amarrar, pra ‘tirar isso daí’. Isso daí? O meu pai é ‘isso daí’? Um momento de dor daqueles, que a gente já tá enterrando um pai? […] que desumano, meu pai não é bicho não”, lamentou Milena aos prantos.
Gustavo Pereira, também filho de Osmar, relembrou a criação recebida do pai e do momento injusto como foi o da despedida dele. Osmar faleceu em razão de um infarto fulminante.

“Imagina uma pessoa que te criou, que te deu amor, carinho, que te ensinou a ser um homem de verdade, você chegar num momento de despedida ali, você ver o caixão do seu pai aberto, e seu pai caído dentro de uma cova, com a cara suja de barro. O senhor já parou para analisar? Se fosse o filho do prefeito, seria enterrado daquela maneira? Se fosse o filho da coordenadora, da supervisora Denise, supervisora significa superior, né, se fosse o filho delas, seria enterrado daquela maneira. Essa é a resposta que queria do prefeito.”

Após repercussão, a Prefeitura de São Pedro da Aldeia informou que vai apurar o caso.

“Esse relato chegou a mim através da diretora do cemitério, Denise. Ela me comunicou via telefone, me informado todo o fato ocorrido. Abri uma sindicância, imediatamente, para saber o que aconteceu, a responsabilidade de qual servidor pelo fato ocorrido. Estou bastante solidário. Muito triste e lamentável esse fato ocorrido. É um cemitério secular, uma demanda muito grande, completamente obsoleto. Até abrimos já um processo de construção de um novo cemitério. Acredito que em 30 dias, no máximo, já iniciamos a construção de um novo cemitério”, informou o secretário de Serviços Públicos, Raimundo Teixeira.

As imagens divulgadas nas redes sociais contaram com mais de 200 compartilhamentos e vários comentários de pessoas que se solidarizaram com a situação. Um internauta revelou que já havia passado por uma situação semelhante no mesmo cemitério.

“Meu pai foi enterrado no mesmo cemitério, aconteceu a mesma coisa. Ainda tive que ajudar a cavar a cova junto ao meu irmão. Infelizmente, não me espanto com tamanha falta de compaixão e de profissionalismo”, dizia a postagem.

Da redação do Acontece na Bahia

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Após ter saído para festa, jovem é encontrada morta em um cemitério em São Mateus do Maranhão

No domingo (16), uma mulher de 22 anos foi encontrada morta dentro de um cemitério, em São Mateus do Maranhão. A polícia informou que a jovem estava nua e com uma forte lesão na cabeça.

De acordo com a polícia, a jovem estava em uma festa e deixou o local por volta de 00h. A partir daí, ela não foi mais vista. Seu corpo apresenta suspeita de violência sexual.

Ainda não há informações sobre a motivação do crime, nem sua autoria. No domingo (16), um homem foi encontrado com a bolsa e o celular da jovem.

Aos policiais, o homem contou que era amigo da vítima e que ficava com os pertences dela quando ela estava muito bêbada. Ele disse ainda que deixou a jovem perto de casa após a festa.

Questionado sobre deixar a vítima perto de casa, o homem disse que não a deixou em casa porque a mãe da jovem poderia brigar. O caso segue sendo investigado.

Com informações e textos do Portal Jornal de Brasilia.

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