Após 16 anos preso por crime que não cometeu, pedreiro é solto e desabafa: “Considero como se tivesse sido sequestrado”

Uma notícia tem chamado a atenção nas redes sociais neste sábado (9). O pedreiro Cícero José de Melo, passou 16 anos de sua vida preso e tentando provar sua inocência de uma acusação de tentativa de homicídio. Nessa quinta-feira (8), ele foi considerado inocente e teve seu alvará de soltura expedido em Juazeiro do Norte, Ceará. “Me considero como se eu tivesse sido sequestrado por um crime que eu não cometi nem contra o Estado, nem contra a sociedade”, disse o pedreiro.

Em novembro de 2005, o pedreiro estava na rua em companhia de um amigo quando foi abordado por policiais. Na ocasião, Cícero estava sem documentos que pudessem identificá-lo e foi acusado no mesmo instante de ter cometido um crime que jamais poderia saber qual teria sido.

Me colocaram dentro da viatura, me fizeram passar vergonha. As pessoas olhando para mim como se eu tivesse cometido crime mesmo. Eu falando que era inocente e eles rindo de mim, rindo da minha cara”, comentou Cícero.

O pedreiro desconhecia os meios e não contou com a ajuda de ninguém para poder auxiliar com os trâmites judiciais. Declarou em entrevista que enquanto estava preso na Penitenciária Industrial e Regional do Cariri, esteve sozinho na busca para provar a sua inocência. “Nunca tive visita. Eu vivi no abandono. Quem me confortava era Deus e meus parceiros de cela”, desabafou.

Um advogado chamado Roberto Duarte, se propôs a ajudar Cícero a conseguir provar sua inocência. Além disso, desde 2005 Cícero não tinha sido ouvido pela justiça e não foram ouvidas testemunhas ou pessoas próximas de Cícero.

Comecei a investigar possíveis processos nas comarcas do interior e na capital e nada de achar. Fiz uma visita ao Cícero. Nessa visita, colhi a procuração dele, fiz requerimento administrativo junto à direção da Pirc e fui respondido com o alvará de soltura”, disse o advogado.

A juíza corregedora de presídios, Maria Lúcia Vieira, acatando o pedido do advogado, solicitou providências para se verificar o processo de Cícero em relação à justiça. Com base na ausência de provas, a prisão provisória de Cícero foi finalizada.

Torna-se imprescindível o relaxamento da prisão do custodiado a fim de sanar a evidente ilegalidade da sua prisão, vez que não há informações, motivos que fundamentem sua manutenção em cárcere”, destacou o ofício.

Com o fim da prisão ilegal, o pedreiro tenta contato com a família e amigos com quem perdeu o convívio. De acordo com informações de Cícero, ninguém ficou sabendo sobre sua prisão.

Passei 16 anos preso injustamente. Eu servi o Exército. Meu sonho era colocar meu filho no Colégio Militar. E esse sonho tiraram de mim. Eu me senti péssimo. É difícil se manter no Sistema Penitenciário com pessoas que cometeram crimes e eu sem ter cometido. Jamais eu ia mentir: se eu tivesse cometido um crime, eu diria. Quem comete um crime tem mesmo que pagar pelo que fez”, afirmou.

O Tribunal de Justiça do Ceará afirmou em nota que nos sistemas de dados prisionais inexiste declaração que possa justificar a prisão de Cícero.“Cabe destacar ainda que o Judiciário pode ser acionado a qualquer momento pela defesa dos custodiados, seja por meio de advogado particular ou defensor público, ou pelas próprias unidades prisionais, para análise e deliberação de cada processo. No caso de Cícero José de Melo, essa comunicação ao Poder Judiciário só foi realizada nos dias atuais e, após retorno do Órgão Ministerial, foi determinada imediatamente a soltura dele”, afirmou o Tribunal em nota.

 

Da redação do Acontece na Bahia

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Em apenas 18 dias, empresária cearense perde marido, pai, mãe e irmão para Covid-19: “Dói, dói e só dói. Eles eram meu maior refúgio”

Uma triste notícia sensibilizou os internautas nesta manhã de terça-feira (16). A empresária Vívian Suyane de Oliveira Sousa, de 31 anos, tem passado os momentos mais difíceis da sua vida durante a pandemia da Covid-19. A mulher perdeu, no intervalo de 18 dias, o pai, a mãe, o irmão e o marido para a infecção. Em entrevista ao site UOL, a mulher desabafou sobre o que tem passado: “É uma sensação inacreditável e indescritível”

No momento, a mulher de 31 anos também está internada pela doença em um hospital particular de Fortaleza pela doença.

Entre as vítimas, os primeiros foram os pais de Vivian e seu irmão, que morreram em um intervalo de sete dias, em fevereiro, nos dias 20, 21 e 27. Francisco, Rosenira e Thiago Sousa, de 64, 59 e 28 anos, respectivamente, testaram positivo para a covid-19, junto ao marido da empresária.

O marido da empresária, Josafa de Carvalho, de 39 anos, não resistiu às complicações decorrente do vírus e também foi vitimado pela doença. “Dói, dói e só dói. Eles eram meu maior refúgio. Não existem palavras para descrever o que estou sentido. Dói na alma”, desabafou Vivian.

No momento a mulher está com o quadro de saúde estável e se recupera no hospital. A mulher relatou também que as infecções começaram por outros parentes: “Minha cunhada se internou, mas ficou bem e está em casa. Ela testou positivo primeiro. Passou para meu esposo, depois para minha sobrinha de 1 ano e 7 meses e também para minha bebê de 1 ano de 5 meses”, continuou. “Minha cunhada ficou assintomática, mas ela mora na casa de cima da dos meus pais”, afirmou.

Por fim, a mulher fez um apelo a população: “Minha gente, essa doença está acabando com famílias inteiras. Não é brincadeira. Use a máscara. Se cuide e cuide dos familiares porque essa dor que estou sentindo, não desejo a ninguém.”, pediu.

Mãe, irmão e pai de Vívian morreram em decorrência da covid-19 - Arquivo pessoal/Divulgação - Arquivo pessoal/Divulgação

Na foto, os pais da e o irmão da empresária.

Da redação Acontece na Bahia.

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Após advertência, mulher sem máscara se exalta, empurra policial e acaba cercada e presa

Uma notícia tem repercutido nas redes sociais neste domingo (14). Durante uma abordagem policial na avenida Beira Mar, em Fortaleza, uma mulher de 41 anos que não teve sua identidade revelada, empurrou um policial militar e alterada discutiu com a guarnição. Em plena vigência de um decreto no qual medidas de isolamento social devem ser respeitadas, a mulher estava andando na via e sem máscaras de proteção. 

Em vídeo gravado e enviado ao portal Diário do Nordeste, é possível ver a mulher em atitudes agressivas enquanto os policiais pedem que ela retorne à sua casa. A Polícia Militar informou ainda que o incidente aconteceu por volta de 18h deste sábado(13) enquanto equipes faziam patrulhamento para que as normas de segurança fossem obedecidas quando abordaram a mulher andando pelo calçadão e sem máscara. 

“A transeunte que não usava máscara, durante abordagem, não obedeceu às orientações de cumprir as medidas sanitárias que preveem o uso da máscara e proíbem circulação nas ruas sem legítima necessidade”, afirmou a PM, em nota. 

E continua o comunicado, “a mulher se exaltou, vindo a empurrar um sargento e derrubar o aparelho celular do militar no chão, que filmava o flagrante de desrespeito”. 

A mulher foi conduzida ao 2° Distrito Policial, no bairro Aldeota. Em depoimento, a mulher ” confessou a versão da PMCE ”. Por infringir determinação legal para propagação de doença contagiosa, a mulher foi autuada no artigo 268 do Código Penal além de assinar termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). 

Da redação do Acontece na Bahia 

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Após passagem de Bolsonaro com aglomerações no Ceará, Senador Tasso Jereissati faz pedido de instalação urgente de CPI

Uma notícia tem sido destaque neste domingo (28/2). Por ocasião da passagem do presidente Bolsonaro pelo Ceará, o Senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), cobra a instalação de (CPI), Comissão Parlamentar de Inquérito, em razão das aglomerações proporcionadas pela visita. A passagem do presidente pelo Ceará se deu na sexta-feira (26/2), um dia depois do Brasil contar 1.582 óbitos em 24 horas pelo coronavírus. 

Segundo o Senador, a atitude de Bolsonaro não condiz com o momento em que o estado tem adotado medidas rígidas no intuito de combater a pandemia. 

“Ao conclamar a população para ir à rua, o presidente está mandando as pessoas à morte. Bolsonaro veio ao Ceará para tentar desmoralizar as medidas de restrição. Isso é criminoso”, informou o Senador ao blog do jornalista Gerson Camarotti.   

Pelo menos 30 Senadores entraram com o pedido para que se instale a CPI da covid 19 antes do carnaval deste ano. As informações são de que o Senador Tasso é um dos subscritores da CPI e que tem cobrado urgência para que Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, inicie as atividades. 

Na visita ao estado o presidente Bolsonaro chegou a criticar o governador Camilo Santana que não o acompanhou na agenda alegando possível aglomeração. O Ministério Público Federal já havia recomendado para que se evitasse aglomerações por conta da pandemia e acompanha os desdobramentos a fim de apurar abusos decorrentes da passagem de Bolsonaro pelo Ceará. 

 

Da redação do Acontece na Bahia 

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