Video mostra o momento em que o tio e o sobrinho são entregues aos traficantes: “eu não vou, eu não quero”

Nesta terça-feira (11), o caso envolvendo o tio e o sobrinho, Bruno Barros, 29 anos, e Yan da Silva, 19 anos, ganha mais um capítulo. Isso, porque um vídeo feito por uma testemunha mostra o momento que os dois são levados após serem flagrados durante tentativa de furtar pacotes de carnes do supermercado Atakarejo, no Nordeste de Amaralina.

Durante a gravação é possível ver Yan, desesperado, gritando “eu não vou, eu não quero” enquanto é imobilizado e jogado no chão por um homem que aparenta ser segurança do supermercado. Logo depois, um outro homem, de bermuda e boné, tenta pegar o rapaz pelos pés, que grita novamente “eu não vou”.

Ao portal “Bahia Notícias”, a mãe do jovem confirmou que quem aparece nas imagens é o filho. A roupa vista no vídeo é a mesma usada por Yan em fotos divulgadas nas redes sociais, nas quais ele aparece junto ao tio, Bruno Barros, sentado nos fundos do supermercado após o furto.

Veja o vídeo

Ricardo Mandarino, secretário de Segurança Pública da Bahia, afirmou que o vídeo será analisado pela Polícia Civil e, caso a veracidade seja atestada, será anexado ao inquérito.

As investigações apontam que os dois foram entregues a traficantes do Nordeste por seguranças do supermercado. Executados pelos bandidos, tiveram os corpos achados em um carro na Polêmica, em Brotas, em 26 de abril.

Uma testemunha contou o que viu. “Eu ouvi muitos gritos, tipo como se estivessem agredindo os dois rapazes. Muito, muito, muito mesmo! Eu ouvi zoada de chutes… A parte que eu vi foi dentro da loja, entendeu? Em seguida eu vi muitas pessoas armadas, umas dez a vinte pessoas armadas. E vi o portão abrindo e os dois rapazes pedindo por favor pra não deixar levarem eles, né? Pedindo desculpas, e mesmo assim pegaram e abriram o portão e ‘deixou’ o pessoal levar eles lá”, contou a pessoa não identificada.

A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (10) sete suspeitos de envolvimento no crime, três trabalhadores da área da segurança do mercado, incluindo o gerente do setor, e quatro traficantes do Nordeste de Amaralina. As investigações apontam que este gerente fez contato com traficantes do Nordeste de Amaralina, após os jovens serem flagrados furtando carne. Além das prisões, os policiais também apreenderam mais materiais no mercado para dar continuidade ao inquérito que apura o caso.

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Caso Atakarejo : Ministério Público da Bahia pede a prisão dos seguranças do supermecado Atakarejo que estão envolvidos no assassinato dos dois homens suposto de furtar carne

Uma notícia tem sido destaque neste final de semana. Pois foi decretado, por meio do Ministério Público do Estado (MP-BA), a prisão dos seguranças do supermercado Atakarejo, assim também como todos aqueles que fizeram parte do assassinato de Bruno Barros da Silva, de 29 anos, e o seu sobrinho, Ian Barros da Silvam de 19.

Os dois homens foram encontrados mortos , com várias marcas de tiros, golpes de facadas e sinais de tortura dentro de um porta-malas,  no dia 26 de abril. O motivo do crime, seria um suposto furto de peças de carnes em um supermercado Atakarejo, na região da Polêmica.

De acordo com o portal Bahia Notícias, as informações indicam que, após o furto do produtos alimentícios, os homens foram “entregues” para traficantes pelos seguranças que trabalhavam no supermercado. Sendo assim, o Ministério Público da Bahia, se posicionou pedindo a prisão, após receber os pedidos de medidas cautelares do inquérito policial (IP) que estão investigando os assassinatos.

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Após repercussão do assassinato dos homens que teriam supostamente furtado um supermercado, adolescente relata ter sofrido agressões no mesmo local

Após a repercussão da notícia de que dois homens foram mortos por traficantes, depois de supostamente terem furtado produtos alimentícios de um supermercado. Uma jovem de 15 anos resolveu desabafar e contar que sofreu uma sessão de torturas e espancamentos, depois de ter furtado produtos do supermercado Atakarejo, o mesmo estabelecimento do caso anterior.

Em uma entrevista para o portal Globo, a vítima contou que a situação ocorreu em outubro de 2020. Ela contou que havia furtado uma vez o estabelecimento e que retornou ao supermercado com mais duas amigas, para furtar novamente, entretanto, ao chegar no comércio, ela foi reconhecida por um dos seguranças.

“Estava e eu minhas duas amigas, aí a gente foi lá para o mercado roubar. O segurança reconheceu a gente. Aí ele chamou os caras do Nordeste [de Amaralina]. Ele deveria o que? Levar a gente para a delegacia, prestar ocorrência ou até mesmo entregar ao juizado, fazer algo do tipo, que eu não ia questionar, porque eu estava errada” contou.

“Fazer isso com um ser humano, entregar nas mãos de uns traficantes, sabendo que os traficantes podem matar, cortar a mão, fazer essas coisas é cruel”. acrescentou durante a entrevista.

Ela ainda contou que, quando os homens se aproximaram, as três adolescentes correram, porém, a quadrilha conseguiu segurar a jovem

“Eles [traficantes] me pegaram e, quando me pegaram, graças a Deus não acharam elas [as amigas]. Aí me levaram lá para o Nordeste. Lá, os caras me deram um monte de coronhada. Todos. Não sei se foi 10, se foi 11 homens, 15, não sei. Tinha homens e meninos. Aí me bateram muito, me deram coronhada, me deram de ferro, de pau”. desabafou.

De acordo com o portal, a jovem conseguiu escapar da sessão de tortura. Ela não prestou queixas na delegacia, pois sentia medo de ser morta.

“Me cortaram, abriram meu braço aqui com ferro. Isso ainda me afeta muito, me dói muito, porque aconteceu comigo e eu ainda fiquei com o trauma, sabe? Fiquei um tempo com trauma, escutando vozes, achando que as pessoas iam atrás de mim”, acrescentou.

Até o momento da publicação desta matéria, não houveram informações sobre as investigações sobre o caso da adolescente que sofreu agressões dos criminosos.  Sobre Ian Barros e Bruno Barros que foram encontrados sem vida na noite de segunda-feira (29). Eles foram torturados, levaram golpes de facadas e receberam muitos disparos de tiro.O crime segue sendo investigado pela Polícia local.

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“Meu filho morreu com fome porque não teve coragem de pedir” desabafa mãe Mãe de um dos homens mortos após supostos furto de carnes em mercado

Enquanto a justiça não encontra os culpados pelas mortes de Bruno Barros e o seu sobrinho Yan Barros, que foram brutalmente mortos e encontrados em um porta-malas, na segunda-feira (29), na localidade Polemica. Os familiares e amigos seguem clamando por justiça.

Na última sexta-feira (30), houve uma comoção na localidade, Fazenda Coutos, onde os homens, que foram assassinados, moravam e, em seguida, fizeram uma manifestação em frente ao supermercado Atakarejo, onde ocorreu a situação.

Segundo a reportagem do portal Globo, a dona de casa Dionésia Pereira Barros, mãe de Bruno Barros, de 29 anos, e o neto Yan barros, de 19 anos, que teria sido ‘entregues’ pelos seguranças do supermercado Atakarejo para os traficantes, desabafou, dizendo que está revoltada com a situação.

“Matar meu filho, o que foi que meu filho fez? Meu filho morreu com fome porque não teve coragem de me pedir comida, ele não morava comigo, não. As meninas estão aí de testemunha. ‘Tia, estou com fome’. ‘Vai pedir a sua mãe’. Porque ele não era de comer assim, sabe?” desabafou Dionésia.

Ainda durante a reportagem, parentes e amigos informaram ao portal que, ambos foram entregues pelos seguranças do supermercado e que uma testemunha presenciou o exato momento em que os homens foram entregue aos traficantes armados no estacionamento do comércio.

“Eu estou passando muito mal, mas eu vou falar. Eu quero perguntar a eles, minha filha, se eles viram alguma escopeta lá junto daquelas carnes. Eu sei que meus filhos erraram, mas eles não eram Deus para entregar meu filho para morte. O segurança do mercado deu meu filho para a morte, deu de bandeja para o Satanás” declarou. 

Na última quinta-feira (29) os familiares divulgaram áudios que  revelavam que o tio que teria furtado carne com sobrinho em mercado pedia R$ 700 para pagar as carnes que ele havia furtado. Com o dinheiro ele pagaria os quatros pacotes de carne, que custavam R$ 755,60 no supermercado Atakarejo, cada pacote com 5 kg, custa R$ 188,90.

“Bruno ligou para uma irmã de consideração pedindo dinheiro para pagar as carnes, porque eles estavam no mercado de Amaralina. Bruno estava com ele no mercado. Eles pediram pagamento das carnes, de R$ 700 reais, que os seguranças estavam pedindo. Na ligação, Bruno disse: ‘eles já estão me entregando, os seguranças do supermercado estão me entregando para os traficantes” informou uma testemunha.

Ainda de acordo com a matéria, Elaine Costa Silva, mãe de Yan Barros, contou que o filho e o irmão foram espancados dentro do supermercado.

“Chegaram a ser agredidos pelos seguranças, tomaram um monte de bicuda [chute], depois ele [Yan Barros] fez uma ligação pelo WhatsApp, o meu filho chorava muito, chorava muito, disse que ele estava tomando muita porrada pelos seguranças”, revelou.

“Chegaram a falar que não ia ter mais chance mais. E aí foi que o tio dele ligou para a irmã de consideração dizendo: ‘Já estou sendo entregue para os marginais’. Então eles já foram já entregando eles dois, então não deu a chance de meu filho ser julgado pela justiça”, acrescentou, Elaine.

De acordo com a mãe de Yan, Bruno Barros, teria ligado pedindo para que seus familiares acionaram a polícia e fizesse uma denúncia pelo Disque Denúncia, entretanto, os agente não chegaram a tempo, para encontrá-los vivos.

“Bruno pediu para chamar a polícia e aí a irmã dele de consideração chamou, chegou a fazer a ligação, ligando para o Disk Denúncia, denunciando, entendeu? Chamando a polícia, que ele falava: ‘Chame a polícia, irmã, chame a polícia, eu prefiro ser preso, eles vão me matar, eles vão me matar. Eles já estão me entregando já aos marginais, pelo estacionamento’, e aí eles entregaram meu filho” Desabafou.

Ian Barros e Bruno Barros foram encontrados sem vida na noite de segunda-feira (29). Eles foram torturados, levaram golpes de facadas e receberam muitos disparos de tiro.O crime segue sendo investigado pela Polícia local.

Da Redação do Acontece na Bahia.

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