Carrefour oferece acordo para viúva de homem espancado até a morte no mesmo valor da indenização paga pelo cachorro manchinha; mulher recusa acordo

Uma notícia chamou a atenção dos internautas nesta manhã de sábado (3). A viúva de João Alberto, homem que morreu após ser espancado brutalmente por seguranças do supermercado Carrefour, no Rio Grande do Sul, recusou a proposta de R$ 1 milhão oferecido pela empresa.

A recusa foi feita pelos advogados de Milena Borges Alves que encerraram as negociações e devem entrar na Justiça com o pedido de uma indenização no valor de R$ 10 milhões a R$ 15 milhões.

A proposta foi recusada com o argumento de que o valor de R$ 1 milhão foi o mesmo doado pela empresa para instituições de causas animais após a polêmica do cão Manchinha, que foi espancado até a morte por um segurança também no Carrefour, em São Paulo.

O advogado Hamilton Ribeiro comparou o caso com a morte de George Floyd, que morreu após ser sufocado até a morte por um policial. Na época, os familiares da vítima receberam US$ 27 milhões de indenização.

“Quanto vale a vida de um negro afro-brasileiro e um negro afro-americano? Quando vai ter fim a síndrome do cachorro vira-lata?”, afirmou.

Da redação Acontece na Bahia.

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Viúva de homem morto por seguranças do Carrefour recusa indenização de R$1 milhão

Uma notícia está sendo destaque nesta quinta-feira (01). Milena Borges Alves, viúva de João Alberto, homem que foi espancado até a morte por dois seguranças do Carrefour, recusou a proposta de acordo no valor de R$1 milhão feito pela empresa de supermercado, como indenização por dano moral e material. A negociação foi encerrada no último dia 24 de março e os advogados da mulher devem entrar na Justiça cobrando valores entre R$10 milhões e a R$15 milhões.

A recusa ao valor seria pelo fato dessa quantia ser a mesma paga pela morte do cachorro Manchinha, espancado e morto por um segurança do Carrefour, em Osasco, São Paulo. A indenização pela morte do animal foi paga para instituições de causas animais.

Em entrevista ao UOL, o advogado da viúva, Hamilton Ribeiro, relembrou o caso de George Floyd, homem negro morto por policiais nos Estados Unidos e o valor que a família de George recebeu, de US$ 27 milhões. “Quanto vale a vida de um negro afro-brasileiro e um negro afro-americano? Quando vai ter fim a síndrome do cachorro vira-lata?”

O Carrefour, por sua vez, disse que o defensor estava “se agarrando” a um valor estipulado pelo STJ de 500 salários mínimos.

Mesmo não conseguindo fechar acordo com a viúva, a enteada e o pai de João Alberto acordaram valores, porém esses não foram divulgados devido ao termo de confidencialidade.

RELEMBRE O CASO

José Alberto foi morto dia 19 de novembro do ano passado por dois seguranças do Carrefour. Segundo Milena, ela e o marido teriam ido ao supermercado comprar ingredientes para um pudim e algumas verduras. O casal, segundo ela, teria ficado poucos minutos dentro do estabelecimento. O homem teria ido na frente em direção ao estacionamento e quando ela chegou ao local, se deparou com o marido no chão e sendo impedindo de se aproximar.

 

Da Redação do Acontece na Bahia

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