Carrefour faz depósito de R$ 1 milhão para viúva de homem negro que foi morto em uma unidade da rede, mesmo mulher negando acordo

Uma notícia repercutiu nas redes sociais nesta quinta-feira (29). Foi anunciado nesta quarta-feira (28), pelo grupo Carrefour Brasil, o depósito proposital de R$ 1 milhão para Milena Alves, viúva de João Alberto Silveira Freitas, que foi espancado por seguranças nas dependências do supermercado, em novembro de 2020, em Porto Alegre.

De acordo com as informações, a quantia foi depositada em conta bancária criada com o objetivo de consignação extrajudicial e já está acessível à Milena Alves, que ainda não tinha fechado o acordo de indenização.

O valor é a soma do patamar máximo por danos morais fixado pelo Supremo Tribunal de Justiça para casos como este e de um valor referente aos danos materiais, independentemente da comprovação que seria necessária em caso de litígio, e que geraria novos custos à viúva”, destacou a empresa.

O Carrefour confirmou também ter feito o depósito de R$ 100 mil extras na conta pessoal de Milena para ‘’ gastos mais urgentes’’ dela. Mas não é só isso…

O depósito deliberado do Carrefour aconteceu depois da viúva rejeitar o mesmo valor de R$ 1 milhão sugerido em acordo pela empresa. A defesa de Milena Alves pede na justiça uma indenização entre R$ 10 milhões e 15 milhões por danos morais e materiais.

 

Da Redação do Acontece na Bahia

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Carrefour oferece acordo para viúva de homem espancado até a morte no mesmo valor da indenização paga pelo cachorro manchinha; mulher recusa acordo

Uma notícia chamou a atenção dos internautas nesta manhã de sábado (3). A viúva de João Alberto, homem que morreu após ser espancado brutalmente por seguranças do supermercado Carrefour, no Rio Grande do Sul, recusou a proposta de R$ 1 milhão oferecido pela empresa.

A recusa foi feita pelos advogados de Milena Borges Alves que encerraram as negociações e devem entrar na Justiça com o pedido de uma indenização no valor de R$ 10 milhões a R$ 15 milhões.

A proposta foi recusada com o argumento de que o valor de R$ 1 milhão foi o mesmo doado pela empresa para instituições de causas animais após a polêmica do cão Manchinha, que foi espancado até a morte por um segurança também no Carrefour, em São Paulo.

O advogado Hamilton Ribeiro comparou o caso com a morte de George Floyd, que morreu após ser sufocado até a morte por um policial. Na época, os familiares da vítima receberam US$ 27 milhões de indenização.

“Quanto vale a vida de um negro afro-brasileiro e um negro afro-americano? Quando vai ter fim a síndrome do cachorro vira-lata?”, afirmou.

Da redação Acontece na Bahia.

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Viúva de homem morto por seguranças do Carrefour recusa indenização de R$1 milhão

Uma notícia está sendo destaque nesta quinta-feira (01). Milena Borges Alves, viúva de João Alberto, homem que foi espancado até a morte por dois seguranças do Carrefour, recusou a proposta de acordo no valor de R$1 milhão feito pela empresa de supermercado, como indenização por dano moral e material. A negociação foi encerrada no último dia 24 de março e os advogados da mulher devem entrar na Justiça cobrando valores entre R$10 milhões e a R$15 milhões.

A recusa ao valor seria pelo fato dessa quantia ser a mesma paga pela morte do cachorro Manchinha, espancado e morto por um segurança do Carrefour, em Osasco, São Paulo. A indenização pela morte do animal foi paga para instituições de causas animais.

Em entrevista ao UOL, o advogado da viúva, Hamilton Ribeiro, relembrou o caso de George Floyd, homem negro morto por policiais nos Estados Unidos e o valor que a família de George recebeu, de US$ 27 milhões. “Quanto vale a vida de um negro afro-brasileiro e um negro afro-americano? Quando vai ter fim a síndrome do cachorro vira-lata?”

O Carrefour, por sua vez, disse que o defensor estava “se agarrando” a um valor estipulado pelo STJ de 500 salários mínimos.

Mesmo não conseguindo fechar acordo com a viúva, a enteada e o pai de João Alberto acordaram valores, porém esses não foram divulgados devido ao termo de confidencialidade.

RELEMBRE O CASO

José Alberto foi morto dia 19 de novembro do ano passado por dois seguranças do Carrefour. Segundo Milena, ela e o marido teriam ido ao supermercado comprar ingredientes para um pudim e algumas verduras. O casal, segundo ela, teria ficado poucos minutos dentro do estabelecimento. O homem teria ido na frente em direção ao estacionamento e quando ela chegou ao local, se deparou com o marido no chão e sendo impedindo de se aproximar.

 

Da Redação do Acontece na Bahia

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