“Ninguém sabe do coração daquele demônio”: Filhas da cabelereira de Ipirá morta pelo ex-marido fala sobre o pai

Depois de perderem a mãe de forma brutal, as gêmeas que presenciarem o assassinato falaram pela primeira vez sobre o suspeito, que é ex-marido da vítima.

“Tudo o que a gente tinha era a nossa mãe. Desde os nossos 15 anos a gente trabalhava com ela no salão. Ela deixou um legado, uma profissão, e agora só Deus pra saber o que a gente vai fazer. Temos uma rede de apoio muito grande. Não nos sentimos desamparados porque temos amigos e familiares para nos ajudar. Esperamos que, desta vez, a Justiça seja feita porque antes não houve ninguém pra intimidá-lo. Era tudo levado a panos quentes. Minha mãe entrou em contato com delegado, mas acharam que nada ia acontecer, que ele não ia ter coragem, mas ninguém sabe do coração daquele demônio”, disse uma das filhas.

A cabelereira Alessandra Souza de Rios, de 40 anos, foi morta na última segunda-feira (17) em Ipirá, na frente das filhas enquanto chegava de um evento. O ex-marido e pai das meninas, o Luiz Carlos Judeu, confessou o crime. Segundo as meninas, Lara e Sandy, de 18 anos, o pai é um mentiroso e manipulador.

No dia do crime, ele também teria tentado atingir uma das filhas, o namorado e o primo dela enquanto fugia. Segundo elas, o homem chegou a debochar das filhas quando foi levado para delegacia.

Lara e Sindy também destacam que Judeu costumava fazer jogos psicológicos e que a situação piorou quando o suspeito percebeu que o casamento com a vítima não seria reatado.

“Em agosto de 2020, após darmos queixa na polícia, pediram para agente sair de casa para dar tempo dele arrumar as coisas dele e sair, mas ele ficou 15 dias, sendo que a casa era nossa. Quando voltamos, ele havia saqueado a casa inteira, levou cama, ar condicionado, alimentos, cadeado, quebrou o banheiro e botou a casa para vender, alegando que era dele”.

Elas também destacaram que o homem é influente em Ipirá e que pediu uma cela especial. “Ele é extremamente mentiroso, manipulador, fica afirmando coisas absurdas da gente. Me bloqueou em todas as redes sociais, difamou a minha mãe, se negou a pegar pensão. Ele não tem onde cair morto. Meu diamante já se foi, não tenho mais nada a perder. Ele andava armado em qualquer lugar, teve medida protetiva pra ser evitada essa tragédia, mas ninguém fez nada”, denunciam.

Da Redação do Acontece na Bahia

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