“Ele esperou eu aceitar para partir”, diz filho de Bruno Covas sobre os últimos momentos em vida do pai

Uma notícia está sendo destaque nesta segunda-feira (24). O filho do falecido prefeito Bruno Covas, o Tomás Covas, de 15 anos, emocionou a todos durante uma entrevista concedida ao Fantástico, exibida no último domingo (23), na qual falou sobre a luta do pai nos últimos dois anos contra o câncer e a partida dele na última semana.

“Ele foi muito guerreiro. Batalhou muito. Ele sempre com coragem de enfrentar a doença. A gente sentia a vontade que ele tinha. O sorriso no rosto no dia a dia”, conta Tomás.

O menino acrescentou que durante todo esse período, a força do pai era tanta que o viu chorar apenas uma vez: quando precisou se licenciar da prefeitura. “Estava só eu e ele no quarto. Foi quando teve que se licenciar, que o câncer avançou para os ossos. Eu falei que ia dar certo, que a gente ia vencer.”

Tomás também contou como foi a última conversa com o pai, que aconteceu antes de Bruno ser sedado. “Eu não sabia que seria a última, meu pai disse um ‘boa sorte na prova’. Ele, mesmo com piora, estava muito positivo”. Tomás também passou a última noite na cadeira ao lado do pai, apoiado nele, tendo também a companhia da sua mãe, ex-esposa de Bruno, a Karen Ichiba.

“Tive a sensação de que ele esperou eu aceitar para partir”, disse. “A gente ficou ao lado dele e falou pra ele descansar”.

Nesse último ano, Bruno Covas tentou se dedicar a momentos com o filho, que os relembra com carinho. No final do ano passado, os dois saltaram de paraquedas e em janeiro deste ano os dois curtiram juntos a final da Taça Libertadores, no Maracanã, mesmo sabendo das críticas que receberiam, já que Bruno sempre defendeu o isolamento e distanciamento social nesse período de pandemia.

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Da Redação do Acontece na Bahia

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Filho do prefeito Bruno Covas, familiares ,amigos e políticos vão à missa de sétimo dia em memória do gestor

A família de Bruno Covas , incluindo seu filho Tomás, de 15 anos, participou da missa de sétimo dia em memória do prefeito que faleceu no último domingo, aos 41 anos, vítima de câncer. Autoridades e políticos também participaram da celebração, que aconteceu na Catedral da Sé, na capital paulista. Igrejas de todos os distritos da cidade também realizaram missas em homenagem a Covas.

A solenidade foi presidida por Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo. Entre os políticos que acompanharam a missa estão o governador de São Paulo, João Doria (PSDB); o vice-governador do Estado, Rodrigo Garcia (PSDB); o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (DEM).

Além de Tomás, outros membros da família, como os pais de Covas, Renata Covas Lopes e Pedro Lopes, também estiveram presentes. Católico praticante, Nunes compareceu à cerimônia portanto um terço e discursou em homenagem ao companheiro de chapa.

“Bruno nos trouxe um exemplo importante de que é sempre importante manter a fé, a esperança, e até o último momento lutou pela vida. Foi uma grande lição, ter fé, acreditar e não reclamar. (…) Nas vezes em que eu falei com ele, sempre preocupado com a cidade, com as pessoas”, afirmou o prefeito, que prometeu mais uma vez continuidade na gestão da maior cidade do país

Ao falar das metas de campanha, Nunes prometeu entregar 1.000 vagas em hotéis para moradores de rua, e afirmou que as políticas públicas voltadas aos mais pobres e vulneráveis serão prioridade da prefeitura.

Tio de Bruno Covas, Mario Covas Neto discursou na cerimônia em uma fala que traçou paralelos entre Bruno e o avô, o ex-governador de São Paulo Mario Covas, morto em 2001 no fim de seu segundo mandato também em decorrência de um câncer.

“Tem dois conceitos básicos que ele (Mario Covas) deixou muito firmemente na imagem de todos que o acompanharam: o apreço pela democracia e que você tem de lutar pelos que mais necessitam, porque esses muitas vezes não têm alternativa (…). Esses dois conceitos nortearam a vida do Bruno”, disse Covas Neto.

O prefeito Bruno Covas foi diagnosticado com um câncer na cárdia, uma válvula entre o esôfago e o estômago, em outubro de 2019 e vinha em tratamento da doença desde então. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês , na capital paulista, desde o último dia 2, quando pediu licença da prefeitura.

Na mais recente internação, Covas voltou ao hospital queixando-se de dores e fraqueza. Os médicos descobriram que ele tinha uma hemorragia no estômago, no lugar de um dos tumores, o que causou anemia, e o colocaram por dois dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo médicos, o prefeito sempre mostrou otimismo com seu tratamento.

Com informações e textos do portal Último Segundo IG

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Dois dias antes de falecer, Bruno Covas escreve emocionante carta para companheiros de partido e critica Governo Federal: “Vem desdenhando da vida e da saúde dos brasileiros”

Uma notícia emocionou os internautas nesta manhã de segunda-feira (17). O falecido prefeito de São Paulo, Bruno Covas, escreveu uma emocionante carta a seus correligionários do PSDB, partido ao qual era filiado.

Em seu leito de morte, Bruno aproveitou para comentar sobre a “tragédia sem precedentes” em razão da pandemia do coronavírus e teceu criticas ao governo federal que “vem desdenhando da vida e da saúde dos brasileiros”.

“A solução para nossos problemas só será enfrentada pela via da política, pela via democrática, pela seriedade com que os governos trabalham e realizam políticas públicas”, continuou.

O então prefeito faleceu na manhã de ontem, aos 41 anos, devido a um câncer no sistema digestivo com metástase nos ossos e no fígado.

Leia a carta na íntegra

Minhas companheiras e meus companheiros,

 

Espero que estejam bem e protegidos.

 

Gostaria de em primeiro lugar agradecer a todo carinho, a todas as orações e energia positiva que vocês têm me enviado. Lamento não conseguir responder a tantas mensagens, sintam-se todos abraçados. O apoio e o suporte de vocês têm sido decisivos no meu tratamento. Venho seguindo à risca as orientações da minha equipe médica e, de cabeça erguida, enfrentado os desafios que a vida me impõe. A luta é dura e árdua, mas não esmoreço e sigo em frente.

 

Esses últimos meses têm sido muito desafiadores para todos nós. A pandemia da Covid-19 tem cobrado um preço caro dos brasileiros e vamos caminhando para contabilizar 430 mil mortos. Uma tragédia sem precedentes que já deixa e vai deixar muitas marcas na nossa história. As consequências são catastróficas: vidas interrompidas, famílias em sofrimento, negócios em dificuldade, desemprego, pobreza e, lamentavelmente, a fome. Faço esse preâmbulo pois é exatamente sobre o que se trata o dia de hoje: política. A solução para nossos problemas só será enfrentada pela via da política, pela via democrática, pela seriedade com que os governos trabalham e realizam políticas públicas.

 

Tucanas e tucanos podem se orgulhar de todo o esforço que nossos governos, no estado de São Paulo e nos municípios, incluindo a nossa Capital, têm feito para enfrentar a pandemia. Das vacinas em produção e desenvolvimento pelo Instituto Butantan, à expansão vertiginosa da infraestrutura hospitalar, o fortalecimento do SUS em nosso estado é uma realidade.

 

Em contraposição ao governo federal, que vem desdenhando da vida e da saúde dos brasileiros ao longo da pandemia, o PSDB de São Paulo e seus aliados vêm demonstrando na prática aquilo que é sua vocação: responsabilidade pública, colocar a população, sobretudo a mais pobre, em primeiro lugar, cuidar de gente, fazer um trabalho técnico e baseado em evidências e na ciência, tomar atitudes difíceis e enfrentar as adversidades sempre com respeito, dignidade e defendendo a democracia.

 

Somos um partido forte, sólido, com muitos serviços prestados ao nosso país e ao nosso estado. Somos um partido de quadros competentes e que colocam o compromisso público em primeiro lugar.

 

É nesse contexto que quero ressaltar a importância dessa cerimônia de hoje. O momento do Brasil demanda de todos nós espírito público, unidade, agregação, somar e não dividir, não deixar nenhum interesse pessoal sobrepujar o interesse coletivo. Receber em nossos quadros o vice-governador Rodrigo Garcia sinaliza exatamente isso. Ele tem sido incansável na defesa do interesse público. Tenho por ele muito apreço e consideração. Foi decisivo na nossa vitória na eleição passada aqui na Capital e tem sido aliado histórico dos tucanos. Foi aliado do meu avô, foi aliado de Geraldo Alckmin, foi aliado de Serra, meu parceiro e aliado, é aliado do governador Joao Doria, sempre esteve do nosso lado, nada mais natural do que se juntar a nós nessa caminhada.

 

Vejo nesse ato um resgate da história do nosso partido, inclusive para além das razões que já mencionei, vejo um resgate do nosso manifesto de fundação.

 

No sonho de nossos fundadores, o Partido da Social-Democracia Brasileira, seria o partido capaz de juntar as forças democráticas ponderadas da república na luta pelo bem comum. Rodrigo é um liberal progressista, um parlamentarista, está afinado com nossos valores e ideais. Sua trajetória e sua experiência político-administrativa vem contribuir em muito para que nosso partido possa se fortalecer ainda mais e continue a promover as mudanças que a população precisa no estado de São Paulo.

 

Seja bem-vindo Rodrigo Garcia, seja bem-vindo ao ninho tucano, seja bem-vindo a Social-Democracia Brasileira.

 

Muito Obrigado!

 

Bruno Covas

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Bruno Covas é sepultado em Santos com cerimônia reservada a família e amigos próximos

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais neste domingo (16). O corpo de Bruno Covas, ex-prefeito de São Paulo, foi sepultado no final da tarde deste domingo na cidade de Santos, São Paulo, sua cidade natal. Bruno Covas faleceu aos 41 anos, vítima de câncer, neste domingo (16).

O corpo do ex-prefeito foi levado de São Paulo até Santos em um veículo do serviço funerário. Bruno Covas foi sepultado no jazigo da família, no Cemitério Paquetá, local onde também está sepultado o corpo do ex-governador Mário Covas, avô do ex-prefeito de São Paulo. O sepultamento aconteceu em cerimônia reservada à família e amigos e começou às 17h50 com duração de 30 minutos.

A Baixada Santista decretou luto oficial de três dias em homenagem ao ex-prefeito.“Bruno nos deixa o exemplo de superação, de admirável espírito público e de amor à vida e às pessoas”, disse o prefeito Rogério Santos (PSDB). Mas não é só isso…

O corpo do ex-prefeito recebeu aplausos e homenagens ao percorrer em cortejo algumas das principais ruas de São Paulo. Bruno Covas é o primeiro prefeito da capital a falecer em pleno mandato. O vice-prefeito Ricardo Nunes (MDB) estava temporariamente à frente da prefeitura de São Paulo e agora com a morte de Bruno Covas assume o cargo definitivamente.

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