Mais de 100 quilômetros de rodovias estaduais baianas serão restauradas ou pavimentadas

Obras de restauração e pavimentação serão realizadas em breve em mais de 100 quilômetros de rodovias baianas. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), fará ações em quatro diferentes regiões da Bahia. Entre elas, a restauração de 42,5 KM da BA-617, do entroncamento da BR-030 até Caculé, que passa por Ibiassucê, e a pavimentação de 33,6 KM do acesso ao distrito de Mocambo, em Santa Maria da Vitória.

O processo licitatório das obras foi iniciado com a publicação do aviso no Diário Oficial do Estado (DOE) do último sábado (21). Os envelopes com as propostas das empresas interessadas na execução dos serviços serão abertos até a primeira semana do mês de julho. Confira a relação de rodovias que passarão por ações de infraestrutura:

Sertão Produtivo
Restauração da BA-617, entre o entroncamento da BR-030, Ibiassucê e Caculé. Extensão Total: 42,5 km.
Pavimentação dos acessos à Lagoa Real, que faz ligação com a BA-940. Extensão Total: 3,1 km.

Bacia do Rio Corrente
Pavimentação do acesso ao distrito de Mocambo, em Santa Maria da Vitória, na BA-583, que faz a ligação com o entroncamento da BR-349. Extensão Total: 33,6 km.

Bacia do Jacuípe
Restauração e pavimentação da BA-233, do entroncamento da BR-324 até Pé de Serra. Extensão Total: 18,8 km.

Velho Chico
Pavimentação dos acessos à Riacho de Santana, que faz ligação com a BA-430. Extensão Total: 3,9 km.

Fonte: Ascom/Seinfra

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“Ir à Bahia é batalha perdida”, teria dito Bolsonaro após não visitar regiões atingidas pelas fortes chuvas

Diante da proporção dos estragos que as chuvas têm deixado no estado, a ausência dele não passou batida. Então,  agora sabe-se o que ele realmente pensa sobre o assunto

A força das chuvas na Bahia deixou um cenário de desolação com inúmeras cidades alagadas, algumas com a água chegando literalmente nos telhados das casa. Com efeito, milhares de pessoas ficaram desabrigadas e em situação de insegurança social. Nesse contexto,  esperava que o presidente da República tomasse uma atitude firme, mas ele nem apareceu. De acordo com o blog do Noblat, Bolsonaro teria afirmado que ir à Bahia seria uma “batalha perdida.” Ele teria afirmado:

“Ir à Bahia é batalha perdida”.  A frase teria sido relatada por um dos assessores que acompanharam o presidente enquanto estavam no litoral de Santa Catarina. Nas redes, a declaração vem repercutindo e muitos estão destacando o fato de Bolsonaro ter baixa popularidade no estado e por isso teria tomado essa postura. Além disso, muitos estão considerando um comportamento insensível para um contexto em que muitas pessoas precisam urgentemente de ajuda. Por hora, Bolsonaro enviou equipes dos ministérios para lidar com a crise no estado.

Da Redação do Acontece na Bahia

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Mais doações: Alok faz doação de R$ 100 mil para vítimas das chuvas no sul da Bahia

O DJ Alok anunciou nessa segunda-feira (27) a doação de R$ 100 mil para as vítimas das fortes chuvas que atingiram o sul da Bahia. O artista comunicou que a quantia foi transferida para a ONG Ações da Cidadania contra a Fome. 

“Estou doando 100 mil reais através do Instituto Alok para ajudar a socorrer as famílias atingidas pelas enchentes no sul da Bahia. O recurso foi transferido para a instituição Ações da Cidadania contra a Fome que está atuando na linha de frente.”, informou o DJ no Twitter.

Diversos famosos foram as redes sociais, hoje, para comunicar que ajudariam às regiões afetadas pelas chuvas no estado. O desastre que atingiu a Bahia resultou na morte de pelo menos 20 pessoas e em 470 mil que foram afetadas de alguma forma pelos temporais no sul do estado. Duas barragens se romperam e 100 cidades decretaram situação de emergência. Pelo menos 31 mil moradores estão desabrigados, em razão das chuvas na Bahia.

Da redação do Acontece na Bahia

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‘‘A gente merece mais atenção, mais ajuda’’, desabafa indígena ao falar sobre os prejuízos trazidos pelas chuvas na Bahia

A indígena Ana Carolina Bié, do povo tupinambá, relatou que a comunidade onde vide foi castigada pelas chuvas que já mataram 20 pessoas na Bahia e deixaram mais de 30 mil desabrigados. Ana é moradora da aldeia novos guerreiros, em Porto Seguro, e conta que muitos indígenas precisaram deixar suas casas e que existem pessoas que não tem o que comer. A indígena informou que a comunidade tem mais de 200 famílias.

“Eu moro em uma oca. Aqui molhou muito e acabou com as poucas coisas que a gente tinha. Até os meus filhos eu tive que tirar de casa, porque não tem como ficar nessa situação com eles. E eu ainda sou gestante”, contou ela. “A nossa sorte é a rede de juventude indígena que ajuda a gente com roupas e alimentos.”

Ana contou que os moradores precisam se locomover para vender artesanato e produtos agrícolas, principal fonte de renda, mas devido às chuvas ficou inviável. “Aqui a gente vive da nossa cultura. Com essa chuva, as pessoas não estão podendo ir trabalhar. A situação está crítica,” contou a indígena que perdeu os móveis por causa da chuva e teve uma alergia em razão do contato com água suja.

“Nós estamos esquecidos. A gente merece mais atenção, mais ajuda. A gente merece que olhem para a gente. Que a nossa comunidade não fique esquecida.” alertou ela.

Thyara Pataxó, líder indígena, contou que se uniu com outras lideranças para montar uma rede de ajuda às famílias afetadas pelos temporais.”A gente fez uma reunião e decidiu não esperar ajuda do governo para atender as famílias”, contou, destacando que as cestas básicas recebidas não foram suficientes para alimentar todas as famílias. “Muitas pessoas perderam suas casas e seus bens matérias, que não são muitos, mas fazem falta na vida delas.”

O governo da Bahia informou que são 116 municípios afetados pelas chuvas, 358 pessoas feridas e 20 mortos. Os dois últimos óbitos foram confirmados nessa segunda-feira (27) na cidade de Itabuna.

“Infelizmente, estamos vivendo o maior desastre já ocorrido na história da Bahia, mas tenho muita fé em Deus e na energia do povo baiano. Vamos reconstruir esses locais e vencer este momento tão difícil”, afirmou o governador Rui Costa (PT).

Os meteorologistas afirmaram que as fortes chuvas que castigam a Bahia são reflexo do fenômeno climático La Niña e do aumento da temperatura das águas no oceano Atlântico. As chuvas são comuns nesse período do ano, entretanto, os recentes temporais tiveram intensidade e duração atípicos. A estimativa é de que os temporais continuem nos próximos dias no estado.

Da redação do Acontece na Bahia

Foto: Camila Souza/GOVBA

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