Bolsonaro diz ter plano pronto para combater a pandemia, mas questiona: “Lembraram de mim um ano depois?”

Uma notícia tem sido destaque nesta quinta-feira (4). Um pronunciamento feito pelo presidente Bolsonaro na quarta-feira (3), em que afirma ter um projeto efetivo de combate a pandemia, tem causado certa polêmica. Bolsonaro destacou que apesar de ter em concreto ações afirmativas de combate a pandemia encontra resistência na falta de autoridade concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).  

“Se eu tiver poder para decidir, eu tenho o meu programa, o meu projeto pronto para botar em prática no Brasil. Agora, preciso de autoridade. Se o Supremo Tribunal Federal achar que pode dar o devido comando dessa causa a um poder central, que eu entendo ser legítimo e meu, estou pronto para botar meu plano”, afirmou Bolsonaro após almoço com embaixadores do Golfo Pérsico.  

O presidente foi questionado se poderia explicar em detalhes como iria funcionar o projeto nacional e preferiu não se manifestar. 

Crítico ferrenho de medidas restritivas e fechamento do comércio, Bolsonaro lamenta que a falta de autoridade o impeça de agir com eficácia no combate a pandemia. Desde o início da crise sanitária coube ao STF determinar que seriam governadores e prefeitos os responsáveis a adotar medidas que julgassem necessárias a exemplo de regras de isolamento e locomoção em seus respectivos estados e municípios. 

O presidente ainda destacou que em função de medidas adotadas por muitos gestores a população tem estado impaciente: “Agora? Um ano depois? Lembraram de mim um ano depois? Estão sendo pressionados pela população que não aguenta mais ficar em casa, tem que trabalhar por necessidade. No que depender de mim, o Supremo deu poder, os poderes são concorrentes. O que acontece: eles têm autoridade para… infelizmente, o poder é deles, eu queria que fosse meu.” 

Destacou ainda que a falta de consenso dos governantes quanto às medidas a serem adotadas impactam negativamente no resultado desejado. 

Bolsonaro almoçou nesta quarta-feira (3) com oito embaixadores de países do Golfo Pérsico e na ocasião estavam presentes o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro. 

Da redação do Acontece na Bahia 

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