Médicos acusados de fraudar morte de garoto e fazer a retirada ilegal de seus órgãos são finalmente julgados pela justiça

Um caso que revoltou o país há mais de 20 anos finalmente iniciou seu julgamento. Três médicos envolvidos no caso do garoto Paulo Veronesi Pavesi, em Poços de Caldas, no Sul de Minas, responderão à justiça.

O caso ocorreu no inicio do ano 2000, quando os médicos responsáveis pelo garoto Paulo Veronesi Pavesi foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado do garoto de 10 anos.

Após cair de uma altura de 10 metros, os médicos José Luis Gomes da Silva, José Luis Bonfitto, Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Álvaro Lanhez, que prestaram socorro ao menino, foram acusados de serem responsáveis por procedimentos incorretos que levaram a morte do menino.

Além disso, o exame que apontou a morte cerebral do garoto teria sido forjado pelos médicos e o menino ainda estava vivo no momento da retirada dos órgãos.

Os médicos negam quaisquer irregularidades nos exames e nos transplantes feitos no garoto. O caso foi transferido para o Ministério Público de Belo horizonte em agosto de 2014, na intenção de evitar a influência econômica e social dos médicos sobre os jurados.

O caso deveria ser julgado em júri popular no dia 6 de abril de 2016 em Belo Horizonte, porém ele foi suspenso.

Assim, o caso finalmente irá ser julgado, após 20 anos de atraso, tendo início nesta quinta-feira (28) em Belo Horizonte. O julgamento começou cerca das 11h da quinta-feira e a defesa dos acusados pediram adiamento do julgamento, que foi negado pelo juiz Daniel Leite Chaves.

Da redação Acontece na Bahia.

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