“Minha filha não vai se vacinar, vou deixar bem claro”, diz Bolsonaro, apesar da aprovação da Anvisa

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nessa segunda-feira (27), que as mortes de crianças em decorrência da covid-19 não justificam a adoção de uma vacina contra a doença para a faixa etária, apesar da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da recomendação de especialistas no assunto. O chefe do Executivo Federal ainda informou que não vai imunizar sua filha Laura, que tem 11 anos.

‘‘Não vêm morrendo crianças que justifiquem uma vacina’’, disse Jair Bolsonaro em entrevista às emissoras CNN Brasil e SBT. O presidente disse durante uma live na última quinta-feira (23) que iria discutir com a primeira-dama Michelle se iria vacinar Laura.‘‘Minha filha não vai se vacinar, vou deixar bem claro’’, afirmou nessa segunda-feira (27).

Mais de 2,5 mil pessoas de zero a 19 anos já morreram por covid-19, sendo mais de 300 delas pertencentes ao grupo de 5 a 11 anos, justamente o que aguarda a liberação do governo para serem imunizados com as doses pediátricas da vacina Pfizer, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

No Rio Grande do Sul, de janeiro até outubro deste ano, seis crianças na faixa etária entre 5 e 11 anos morreram antes de ter acesso à vacina contra a Covid-19. Numa visão geral, 108 crianças precisaram de internação hospitalar em razão do coronavírus.

O presidente Bolsonaro falou a jornalistas, na véspera de Natal, em Brasília, que não havia necessidade de uma decisão emergencial do governo federal sobre esta pauta. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez a mesma afirmação.

O chefe do Executivo disse nessa segunda-feira que Queiroga divulgará uma nota no próximo dia 5 “sobre como acha que devem ser vacinadas crianças”. Bolsonaro falou que espera não haver “interferência do Judiciário”.
‘‘A questão da vacina para crianças é uma coisa muito incipiente ainda. O mundo ainda tem muita dúvida’’, concluiu o presidente.

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Após fala de Bolsonaro em live, Anvisa diz que repudia “com veemência qualquer ameaça”

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), se posicionou na tarde desta sexta-feira (17), e emitiu uma nota em que afirma repudiar e repelir “com veemência” qualquer ameaça “explícita ou velada que venha constranger, intimidar ou comprometer o livre exercício das atividades regulatórias” do órgão.

O nota emitida é uma resposta a uma declaração feita por Bolsonaro (PL), nessa quinta (16), durante uma live transmitida por meio das redes sociais. Na transmissão, o presidente da República pediu o nome das pessoas da Anvisa que aprovaram a vacinação para crianças de 5 a 11 anos.

“A Anvisa não está subordinada a mim – deixar bem claro isso. Não interfiro lá. Eu pedi, extraoficialmente, o nome das pessoas que aprovaram a vacina para crianças a partir de 5 anos. Nós queremos divulgar o nome dessas pessoas para que todo mundo tome conhecimento de quem são essas pessoas e, obviamente, formem o seu juízo. […] Você tem o direito de saber o nome das pessoas que aprovaram a vacinação a partir de 5 anos para o seu filho”, afirmou Bolsonaro.

O chefe do Executivo Federal tem uma filha de 11 anos com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e afirmou que analisará a orientação do órgão e tomará sua decisão com relação a Laura.

A Anvisa autorizou nessa quinta-feira (16) o uso da vacina Pfizer em crianças de 5 a 11 anos, entretanto ainda não há expectativa para o início da vacinação desse público alvo no país. O Ministério da Saúde tem a responsabilidade de adquirir doses do imunizante para essa população e incluí-las no Programa Nacional de Imunização contra a Covid-19.

Nesta semana, a Pfizer emitiu um comunicado à imprensa em que afirma que o contrato mais recente firmado com o governo federal, para compra de 100 milhões de doses em 2022, permite a modificação das vacinas para diferentes faixas etárias.

Sendo assim, caso o Ministério da Saúde decida incluir as crianças no PNI em 2022, a empresa poderá fornecer doses específicas para esse grupo, seguindo o acordo firmado com o governo federal. Vale ressaltar que nenhuma vacina com dosagem especial foi enviada ao Brasil até este momento.

“O terceiro contrato assinado com o governo brasileiro, no dia 29 de novembro de 2021, para o fornecimento de 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para o ano de 2022 também inclui a possibilidade de fornecimento de versões modificadas do imunizante para variantes, que poderão ser eventualmente desenvolvidas caso necessário, e versões para diferentes faixas etárias, conforme solicitação por parte do Ministério da Saúde”, comunicou o laboratório.

Nota

Em relação às declarações do Sr. Presidente da República durante “Live” em mídia social no dia 16 de dezembro de 2021 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária comunica:
A Anvisa, órgão do Estado Brasileiro, vem a público informar que seu ambiente de trabalho é isento de pressões internas e avesso a pressões externas.
O serviço público aqui realizado, no que se refere à análise vacinal, é pautado na ciência e oferece ao Ministério da Saúde, o Gestor do Plano Nacional de Imunização – PNI, opções seguras, eficazes e de qualidade.
Em outubro do corrente ano, após sofrer ameaças de morte e de toda a sorte de atos criminosos, por parte de agentes antivacina, no escopo da vacinação para crianças, esta Agência Nacional se encontra no foco e no alvo do ativismo político violento.
A Anvisa é líder de transparência em atos administrativos e todas as suas resoluções estão direta ou indiretamente atreladas ao nome de todos os nossos servidores, de um modo ou de outro
A Anvisa está sempre pronta a atender demandas por informações, mas repudia e repele com veemência qualquer ameaça, explicita ou velada que venha constranger, intimidar ou comprometer o livre exercício das atividades regulatórias e o sustento de nossas vidas e famílias: o nosso trabalho, que é proteger a saúde do cidadão.

Antonio Barra Torres, Diretor-Presidente
Meiruze Sousa Freitas, Diretora
Cristiane Rose Jourdan Gomes, Diretora
Romison Rodrigues Mota, Diretor
Alex Machado Campos, Diretor

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Por não ter aprovação da ANVISA, primeiro lote da vacina Sputnik V, produzido no Brasil, será exportado para outro país

Uma noticia tem chamado atenção dos internautas nesta quinta-feira (20). Isso, porque primeiro lote da vacina Sputnik fabricada no Brasil vai ser exportado para outro pais da América Latina.

O instituto Gamaleya, responsável pela fabricação da vacina contra a Covid-19, Sputnik V, informou nesta quinta-feira (20) que foi produzido o primeiro lote do imunizante pela União Química, laboratório brasileiro com sede em São Paulo. No entanto, sem a aprovação para uso da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as doses serão exportadas para outros países da américa latina, onde o imunizante foi aprovado.

A Anvisa informou, para justificar a não autorização, que houve “falhas” no desenvolvimento e nos testes clínicos da Sputnik V. O órgão também alega que os dados apresentados, sobre a segurança e eficácia do imunizante, estavam incompletos.

Até o momento, segundo o governo federal, 14 estados brasileiros enviaram pedidos de importação da vacina Sputnik V para a Anvisa: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e Tocantins, além dos municípios fluminenses de Maricá e Niterói.

Conforme as equipes técnicas das gerência-gerais de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED), além das informações incompletas, uma das informações preocupantes com relação à avaliação dos dados disponíveis até o momento é que as células onde os adenovírus são produzidos para o desenvolvimento da vacina permitem sua replicação. Isso pode acarretar infecções em seres humanos, podendo causar danos e óbitos, especialmente em pessoas com baixa imunidade e problemas respiratórios, entre outros problemas de saúde.

A Sputnik V já foi aprovada para uso emergencial em 66 países, entre eles México, Argentina, Guatemala, Panamá, Filipinas, Síria, Marrocos e outros.

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Novo tratamento para Covid-19 é aprovado pela ANVISA para uso emergencial

Nesta quinta-feira (13), a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou o uso de dois medicamentos, os anticorpos monoclinais banlamivimabe e etesevimabe, para o tratamento de pacientes do coronavírus no País. A decisão foi anunciada durante a reunião extraordinária e tem caráter emergencial, com autorização temporária para atender às demandas da pandemia.

Os anticorpos são indicados para adultos e pacientes pediátricos, acima dos 12 anos e com mais de 40 quilos, com infecção comprovada em laboratório e que estejam no grupo de alto risco para a doença (comorbidades, idade avançada, obesidade etc.). A Anvisa frisou, entretanto, que o tratamento não deve ser administrado em pacientes que já estejam com quadro grave da doença, o que pode “piorar o desfecho clínico”. Os anticorpos são produzidos pela empresa Eli Lilly do Brasil Ltda

Os medicamentos são indicados logo após a identificação do coronavírus no corpo e até dez dias após o inicio dos sintomas. A ANVISA também reforçou que o uso é restrito a hospitais, sob prescrição médica, e não pode ser comercializado em farmácias. De acordo com o estudo clínico apresentado à agência, o tratamento reduz em até 70% o risco relativo da covid-19

Também não há comprovação de segurança ou eficácia do tratamento contra a variante P1, identificada inicialmente em Manaus. Ainda assim, a agência indicou que as informações presentes até o momento são “satisfatórias” para o uso nesse caso.

O tratamento foi autorizado ainda em fevereiro pela FDA (Food and Drug Administration), agência regulatória dos Estados Unidos. Em março, ele também recebeu parecer positivo pela CHMP (Comitê de Medicamentos para Uso Humano), da Agência Europeia de Medicamentos.

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