Após fala de Bolsonaro em live, Anvisa diz que repudia “com veemência qualquer ameaça”

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), se posicionou na tarde desta sexta-feira (17), e emitiu uma nota em que afirma repudiar e repelir “com veemência” qualquer ameaça “explícita ou velada que venha constranger, intimidar ou comprometer o livre exercício das atividades regulatórias” do órgão.

O nota emitida é uma resposta a uma declaração feita por Bolsonaro (PL), nessa quinta (16), durante uma live transmitida por meio das redes sociais. Na transmissão, o presidente da República pediu o nome das pessoas da Anvisa que aprovaram a vacinação para crianças de 5 a 11 anos.

“A Anvisa não está subordinada a mim – deixar bem claro isso. Não interfiro lá. Eu pedi, extraoficialmente, o nome das pessoas que aprovaram a vacina para crianças a partir de 5 anos. Nós queremos divulgar o nome dessas pessoas para que todo mundo tome conhecimento de quem são essas pessoas e, obviamente, formem o seu juízo. […] Você tem o direito de saber o nome das pessoas que aprovaram a vacinação a partir de 5 anos para o seu filho”, afirmou Bolsonaro.

O chefe do Executivo Federal tem uma filha de 11 anos com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e afirmou que analisará a orientação do órgão e tomará sua decisão com relação a Laura.

A Anvisa autorizou nessa quinta-feira (16) o uso da vacina Pfizer em crianças de 5 a 11 anos, entretanto ainda não há expectativa para o início da vacinação desse público alvo no país. O Ministério da Saúde tem a responsabilidade de adquirir doses do imunizante para essa população e incluí-las no Programa Nacional de Imunização contra a Covid-19.

Nesta semana, a Pfizer emitiu um comunicado à imprensa em que afirma que o contrato mais recente firmado com o governo federal, para compra de 100 milhões de doses em 2022, permite a modificação das vacinas para diferentes faixas etárias.

Sendo assim, caso o Ministério da Saúde decida incluir as crianças no PNI em 2022, a empresa poderá fornecer doses específicas para esse grupo, seguindo o acordo firmado com o governo federal. Vale ressaltar que nenhuma vacina com dosagem especial foi enviada ao Brasil até este momento.

“O terceiro contrato assinado com o governo brasileiro, no dia 29 de novembro de 2021, para o fornecimento de 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para o ano de 2022 também inclui a possibilidade de fornecimento de versões modificadas do imunizante para variantes, que poderão ser eventualmente desenvolvidas caso necessário, e versões para diferentes faixas etárias, conforme solicitação por parte do Ministério da Saúde”, comunicou o laboratório.

Nota

Em relação às declarações do Sr. Presidente da República durante “Live” em mídia social no dia 16 de dezembro de 2021 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária comunica:
A Anvisa, órgão do Estado Brasileiro, vem a público informar que seu ambiente de trabalho é isento de pressões internas e avesso a pressões externas.
O serviço público aqui realizado, no que se refere à análise vacinal, é pautado na ciência e oferece ao Ministério da Saúde, o Gestor do Plano Nacional de Imunização – PNI, opções seguras, eficazes e de qualidade.
Em outubro do corrente ano, após sofrer ameaças de morte e de toda a sorte de atos criminosos, por parte de agentes antivacina, no escopo da vacinação para crianças, esta Agência Nacional se encontra no foco e no alvo do ativismo político violento.
A Anvisa é líder de transparência em atos administrativos e todas as suas resoluções estão direta ou indiretamente atreladas ao nome de todos os nossos servidores, de um modo ou de outro
A Anvisa está sempre pronta a atender demandas por informações, mas repudia e repele com veemência qualquer ameaça, explicita ou velada que venha constranger, intimidar ou comprometer o livre exercício das atividades regulatórias e o sustento de nossas vidas e famílias: o nosso trabalho, que é proteger a saúde do cidadão.

Antonio Barra Torres, Diretor-Presidente
Meiruze Sousa Freitas, Diretora
Cristiane Rose Jourdan Gomes, Diretora
Romison Rodrigues Mota, Diretor
Alex Machado Campos, Diretor

Da redação do Acontece na Bahia

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Categoria(s): Destaque, Nacional.

Padre de 82 anos é inserido em programa de proteção a defensores de Direitos Humanos após ataques de bolsonaristas em Fortaleza

Uma notícia tem circulado nas redes sociais neste domingo (18). Após ser hostilizado por apoiadores do presidente Bolsonaro durante a realização de missa na Paróquia Nossa Senhora da Paz, e receber ameaças por meio das redes sociais, o padre Lino Allegri, de 82 anos, deve ingressar no Programa Estadual de Proteção aos Defensores e Defensoras de Direitos Humanos (PPDDH).

A Paróquia onde a missa estava sendo realizada fica localizada no bairro Aldeota, em Fortaleza, e as ofensas contra o padre ocorreram no último dia (11) de julho. A medida tomada pelo estado, tem como objetivo garantir proteção às pessoas que defendem os direitos humanos e estão em situação de risco a continuidade do trabalho ou ameaça iminente e precisam de proteção do estado.

De acordo com o padre Lino, as ameaças contra ele são corriqueiras e têm acontecido principalmente por mensagens colocadas nos perfis das redes sociais da igreja e também por meio do WattsApp.”Espero que isso possa ajudar nessa proteção diante das ameaças que nós [da Paróquia Nossa Senhora da Paz] estamos recebendo. Elas são concretas”, contou o padre nesse sábado (17).

Está acompanhando o caso de perto a defensora-geral da DPCE, Elizabeth Chagas, e disse que o secretário de Segurança, Sandro Canon,está tomando as medidas necessárias para garantir a proteção do religioso.”Continuamos fazendo esse diálogo para que não haja nenhuma morte e nenhuma ofensa aos direitos humanos e à liberdade religiosa”, disse.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), todas as ações necessárias para a proteção do padre estão sendo tomadas e a Polícia Civil do Estado do Ceará está investigando o caso.”Já a Polícia Militar do Ceará (PMCE) reforçou, desde o último domingo (11), o policiamento na região onde está situada a paróquia, especialmente nos horários de missa”, contou. 

O padre disse que é acusado de misturar religião e política, além de fazer comentários com relação a atuação do governo federal no combate a pandemia de Covid 19.“São acusações infundadas. Não estou fazendo política dentro da minha pregação. O que estou fazendo é tentar contextualizar a Palavra de Deus do Evangelho com a vida que nós estamos vivendo”, disse o padre.

Da redação do Acontece na Bahia

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Categoria(s): Destaque, Regional.

Filha adotiva de Agnaldo Timóteo é “expulsa” da mansão do cantor e tem que fugir com empregada

Um caso tomou as manchetes nesta sexta-feira (23). Isso porque está havendo uma disputa pela herança do cantor Agnaldo Timóteo, que faleceu recentemente com Covid-19. Mas isso não para por aí, pois a sua filha adotiva, Keyty Evelyn, de 14 anos, está sendo despejada de dentro da própria casa.

O cantor Agnaldo Timóteo, a amava imensamente, e estava tomando todas as providências para adotar Keyty, entretanto, o artista veio a falecer antes de concluir os trâmites de adoção. Então isso culminou em problemas grave no âmbito familiar do cantor.

Segundo o portal R7, ainda em vida, o cantor gravou um vídeo onde aparecia ao lado de seu advogado, informando que todos procedimentos para legalizar a sua paternidade, teria que ser tratada como prioridade. 

Ainda de acordo com o portal, todos os imóveis estão inacessíveis aos familiares. Porém, Keyty teria permanecido num desses imóveis, estava em uma mansão com uma empregada doméstica. Contudo ainda segundo o portal, elas tiveram que fugir do local, após sofrerem ameaças dos familiares de Timóteo.

Da Redação do Acontece na Bahia.

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Apoiadores de Bolsonaro invadem estúdio e ameaçam agredir radialista que criticava o presidente

Uma notícia chamou a atenção dos internautas nesta manhã de quinta-feira (8). Homens invadiram uma rádio na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, em Pernambuco, e ameaçam o radialista Júnior Albuquerque que tecia críticas à condução da crise da Covid-19 por Bolsonaro.

O fato ocorreu durante a noite, quando o Junior foi surpreendido pela invasão de quatro homens na Rádio Comunidade.

Revoltados, um dos apoiadores gritou “Não é tudo genocida? Fala agora” em direção ao radialista.

O homem, exaltado, ameaçou o radialista e deu tapas na mesa antes de ser contido pelos colegas do comunicador.

Júnior Albuquerque explicou o motivo da revolta: “Há algumas semanas, entrou em pauta as quase 300 mil mortes por Covid-19 no Brasil e eu fiz um comentário opinativo, onde expus que no meu ponto de vista Hitler não era o único culpado do genocídio que aconteceu na Alemanha, pois quem apoiou e quem se calou também teve sua parcela de culpa. Assim como no Brasil, em relação à Covid-19, os eleitores de Bolsonaro que concordam com a política sanitária que ele vinha fazendo, também teriam culpa”

O radialista comentou que o comentário gerou revolta e ameaças nas redes sociais. Ele sugeriu um debate amistoso com apoiadores do presidente, porém, os homens que invadiram a rádio foram com outro intuito.

“Eu disse que queria que esse pessoal fosse até a rádio para gente debater, para me explicar o motivo de tanta raiva e também me mostrar o que foi que o presidente deles fez de bom. Quando foi ontem, eles invadiram o estúdio da rádio e me ameaçaram”, afirmou.

Da redação Acontece na Bahia.

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