Pamella Holanda diz que após denunciar agressões de DJ Ivis tem recebido ameaças de morte

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais neste domingo (18). A ex-mulher do músico e compositor DJ Ivis, Pamella Holanda, usou as redes sociais para trazer revelações sobre sua vida pessoal após ter divulgado um vídeo no qual aparece sendo agredida pelo ex-marido. Pamella revelou nesse último sábado (17), que tem sofrido ameaças de morte.”Não estou bem, tenho sofrido ameaças de morte. Já li de outras mulheres que mereço passar fome. Eu e minha filha. Preciso de paz. Mereço paz”, desabafou por meio do Instagram.

A arquiteta aproveitou para criticar a fala do apresentador da RecordTV, Geraldo Luís, que comentou no seu programa que a mãe de Pamella havia sido conivente com as agressões em troca de dinheiro. “Pelo amor de Deus, que absurdo. Que espécie de valores ou mulher seria ela se aceitasse ou se vendesse dessa forma. Isso foi veiculado no programa do Geraldo Luís, com o qual já tentei contato e também foi feito um Boletim de Ocorrência em vista da injúria cometida por ele em rede nacional contra a minha mãe.”

Pamella também comentou as afirmações feitas nas redes sociais de que estaria no relacionamento unicamente por interesse financeiro.. “Não saí com conta recheada, com bolsa de marca, nem aparelho celular de última geração. Não dei um golpe, e quando eu o conheci, ele não tinha nada. Eu o amei de verdade. Tudo que for de competência da Justiça vai ser feito”, disse.

Seria muito mais fácil eu estar num palácio do que ter a coragem de dar um ponto final numa vida de aparência. (…) Nada paga uma vida de paz”, falou.

Ao final da sua fala, Pamella disse que precisará sair do apartamento em que mora com a filha por não conseguir arcar com os custos. “Eu retirei todas as minhas coisas e da minha filha da casa que morávamos porque a construtora, então dona da casa, pediu. Porque por falta de pagamento eu não poderia estar mais lá, não teria direito”, lamenta.

Da redação do Acontece na Bahia

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Cachoeira: prefeita é ameaçada de morte e relata pressão por renúncia; Eliana é a primeira mulher negra a assumir o executivo municipal

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta quarta-feira (21). A atual prefeita de Cachoeira, Eliana Gonzaga (Republicanos), eleita em 2020, tem sido alvo de ataques racistas feitos por meio das redes sociais, desde a época da campanha eleitoral. Logo depois de anunciada sua vitória, dois de seus aliados políticos foram executados, com as investigacões apontando para possível execução. Desde então a prefeita tem recebido ameaças e pedidos para que renuncie o cargo.

Eliana começou na vida política por meio do sindicato dos trabalhadores de Agricultura familiar.‘’Desde então venho fazendo esse trabalho de formiguinha com políticas para evitar o êxodo rural e enfrentando fazendeiros para garantir o direito a terra’’, disse Eliana.

Eliana Gonzaga decidiu disputar à prefeitura da cidade em 2020 contra seu opositor Tato Pereira, que queria a reeleição. A disputa ficou marcada por ameaças e ataques racistas que eram postados em aplicativos de mensagens. Eleita, Eliana pôs fim em 16 anos de gestão da família Pereira que possui forte influência na cidade.

Dois dias depois de vencer a eleição, um cabo eleitoral da prefeita foi executado em Cachoeira.‘’ Ele foi abatido com dez tiros, mesmo número do meu partido. O recado foi dado’’, comentou a prefeita. Logo depois da execução do aliado da prefeita, foi divulgado na cidade uma suposta lista com as próximas vítimas que era composta de familiares da prefeita e aliados. A prefeita então enviou várias pessoas à Salvador para ficarem na casa de amigos. Dentre as pessoas enviadas estava Georlando Silva que havia comentado ter recebido ameaças.

Georlando voltou para Cachoeira em 30 de dezembro, próximo da posse da prefeita, e chegou a ser nomeado Coordenador de Obras da prefeitura, porém foi assassinado no dia 7 de março com 19 tiros no rosto.‘’Foi um crime muito macabro, chocou toda a cidade’’, disse a prefeita que ainda continua recebendo ameaças de morte.

Eliana contou que recebeu um telefonema e do outro lado da linha se ouviu rajada de tiros. A prefeita tem andado com escolta armada e usa carro blindado.

Entidades do movimento negro e sindical emitiram nota de solidariedade à prefeita nesta terça-feira (20) e cobraram investigação rigorosa pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia.‘’Consideramos um absurdo inaceitável que uma mulher negra democraticamente e legitimamente eleita seja mais uma vez alvo de violência de grupos autoritários e violentos que não aceitam a vontade do povo expressa pelo voto. Repudiamos as ameaças de morte, os ataques racistas e misóginos’’.

A Polícia Civil da Bahia investiga o caso e já ouviu alguns suspeitos. As informações não puderam ser divulgadas para não atrapalharem o andamento do inquérito policial.

A prefeita afirma que continua no cargo e que a renúncia não é uma opção.‘’Continuarei de pé porque sei que essa luta não é individual. Essa é uma luta coletiva que remete aos nossos ancestrais. O povo de Cachoeira não elegeu uma covarde. Vou ficar e fazer uma gestão de excelência’’, concluiu.

Da redação do Acontece na Bahia

 

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