“É como matar um cão”: Jegues do Nordeste estão sendo abatidos para produção de remédio na China e correm risco de extinção

A população de Amargosa, cidade do centro-sul da Bahia, está vivendo um dilema e envolve o jumento, conhecido como jegue, espécie tradicional do Brasil e símbolo histórico da luta do povo sertanejo. A cidade fica localizada a 119 km de Salvador, e se tornou dependente de um mercado que cresce a cada ano, apesar de ser alvo de críticas por colocar em risco a existência do animal. Estas informações são do portal G1.

Em Amargosa funciona o Frinordeste, atualmente o principal frigorífico de abate de jumentos do país, cuja planta industrial pertence à JBS, mas foi arrendado por dois cidadãos chineses e um brasileiro. O frigorífico realiza o abate de cerca de 1,2 mil animais todas as semanas para posterior exportação à China, disseram funcionários da empresa que preferiram não se identificar.

O animal é morto com um tiro de ar comprimido entre os olhos. Após o abate, o couro do animal é retirado, embalado em caixas e levado para a China, onde é transformado em uma gelatina que é usada para produzir o ejiao, um produto medicinal bastante popular e lucrativo da Tradicional Medicina Chinesa. Já a carne, normalmente é separada e exportada para o Vietnã.

Sem comprovação científica de que o medicamento tenha eficácia, o ejiao, no país asiático, é usado no tratamento de vários problemas de saúde, como menstruação irregular, anemia, insônia e até impotência sexual. O medicamento é usado de várias maneiras, como em chás e bolos. Existem vídeos de programas populares da TV chinesa, no YouTube, que ensinam receitas com ejiao e prometem ao espectador uma vida “mais saudável.”

Da Redação do Acontece na Bahia

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Amargosa: Mãe e filha são encontradas sem vida e idoso segue desaparecido após terem a casa soterrada depois das fortes chuvas

Uma história triste aconteceu na zona rural de Amargosa, no Recôncavo baiano e envolveu uma idosa e a filha dela, que foram encontradas mortas nesse domingo (12. Ambas estavam desaparecidas desde a madrugada de sábado (11), quando a casa em que elas residiam foi soterrada, após as fortes chuvas. A tragédia aconteceu após um deslizamento de terra, resultado de acúmulo de água na região de Ribeirão dos Caldeirões.

O número de vítimas mortas em decorrência de chuva forte na Bahia sobe para sete, com esses dois casos. As vítimas foram identificadas como Elita Pereira, de 80 anos, e Eliana Pereira, de 40. Moradores locais que auxiliam nas buscas conseguiram encontrar os corpos da mãe e de sua filha.

As buscas continuam realizadas pelo Corpo de Bombeiros e pelos moradores, que procuram o marido da idosa e pai de Eliana. O homem identificado como Gildásio Ribeiro, de 89 anos, também estava na residência no momento do acidente.

Os corpos de Elita e Eliana foram removidos com o auxílio de agentes da Guarda Civil Municipal, além de servidores da Secretaria de Infraestrutura, e levados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde serão periciados e liberados na sequência.

A situação de emergência no sul e extremo sul da Bahia começou a cerca de uma semana, em razão das fortes chuvas. O mau tempo que atinge as regiões é causado pela Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que é uma faixa de nuvens que se estende desde o sul da região amazônica até a região central do Atlântico Sul.

O prefeito decretou situação de emergência em Amargosa, neste sábado. Júlio Pinheiro disse que diversas comunidades da zona rural estão ilhadas com estradas danificadas em razão das chuvas.

“De acordo com dados que recebemos, choveu 200 mm em apenas quatro horas. O acumulado de chuvas entre novembro e dezembro é já representa o maior volume de chuva dos últimos 50 anos em Amargosa. Estamos desde cedo nas ruas trabalhando na busca das pessoas em situação de risco. Estamos acolhendo os desabrigados nas escolas municipais”, contou ao portal G1.

Da redação do Acontece na Bahia

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Amargosa: Tremor de terra de magnitude 1,4 na Escala Richter é registrado na região

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta terça-feira (4). Os moradores de Amargosa, no Recôncavo baiano estão acostumados com os tremores de terra que tem acontecido com frequência na região. De acordo com os moradores da região, o fenômeno acontece a cada oito dias e as vezes por dias seguidos se percebe. “Sempre sinto a cama estremecer de madrugada e, de dia, o chão fica vibrando como se tivesse um trator passando na porta”, comentou Duceni Ferreira, do distrito de Corta Mão, que pertence ao município.

As pessoas estão tão acostumadas com os abalos que poucos moradores perceberam o tremor de 1,4 de magnitude na Escala Richter que aconteceu nesse sábado (1º).“O tremor foi detectado pelo laboratório de sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), mas não foi percebido pelos moradores. Também não aconteceram estragos, como havia acontecido em terremotos anteriores”, contou o prefeito Júlio Pinheiro. Mas não é só isso…

Segundo informações do Laboratório Sismológico (LabSis) do Departamento de Geofísica da UFRN, o abalo foi percebido às 5h26 desse sábado em Tabuleiro da Boa Vista, do município de São Miguel das Matas, na divisa com Corta-Mão, em Amargosa.“Não foi com muita intensidade, mas o chão tremeu e fez um barulho como se alguém tivesse dado um chute na parede”, afirmou Duceni que é moradora do local.

O geofísico Eduardo Menezes tem feito o acompanhamento das atividades sísmicas da região por meio do Labsis e confirmou que desde o último mês de setembro já foram registrados mais de 600 tremores na região.

O Recôncavo Baiano tem um histórico muito antigo de atividade sísmica, só que em frequências de repetições que demoram a serem observados por populares. Na região existem falhas geológicas ativas, que são responsáveis por ocasionarem esses tremores e são registrados pelos sismógrafos que mantemos operando no local”, concluiu o cientista.

Da Redação do Acontece na Bahia

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Faleceu Valmir Sampaio, ex-prefeito de Amargosa. Dep. Jorge Solla presta homenagem

O povo da Bahia lamentou uma grande perda nesta quarta-feira (17). Isso porque morreu o querido Valmir Sampaio, ex-prefeito da cidade de Amargosa. Aos 58 anos, o ex-gestor estava internado em Salvador, sedado e respirando com ajuda de aparelhos. Contudo, ele não resistiu e perdeu a luta contra a covid-19.

Diante disso, o deputado federal Jorge Solla (PT), prestou uma bela homenagem ao colega. Nas redes Sociais, Solla escreveu:

“VALMIR SAMPAIO, PRESENTE! Acabei de receber a notícia que todos temíamos, o falecimento do nosso amigo Valmir Sampaio, ex-prefeito de Amargosa e histórica liderança de esquerda de nosso estado. Os últimos dias foram de grande corrente de orações e fé, mas esse vírus maldito não perdoa. Valmir tinha medo do covid, só saía de máscara e para o estritamente necessário, estava muito preocupado com a situação do país e de nosso estado. Mas esse maldito vírus não perdoa. Valmir é um grande amigo, mas também um grande conselheiro político, um professor, alguém que sempre conversava e consultava, uma pessoa de enorme espírito público e de coragem para fazer o que tem de ser feito. Um paizão, um coração de abraçar todos ao seu redor. É difícil ter de falar de Valmir, ainda não caiu a ficha, até semana conversávamos de planos, de futuro. Quanta dor, quanta angústia, quanta revolta. Eu, Marília e toda nosso gabinete deixamos nosso grande pesar pela passagem tão precoce de Valmir, aos 58 anos. Vamos seguir em oração para que Deus conforte sua família e amigos, todo o povo de Amargosa, que reconhece seu trabalho e sua dedicação pela cidade que tanto amou. Vai com Deus, amigo! Um dia a gente se reencontra.”

Da Redação do Acontece na Bahia.

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