Caminhoneiros dão prazo de 15 dias para Bolsonaro escolher entre a categoria ou os acionistas da Petrobras

Uma notícia é manchete nos principais meios de comunicação nesta sexta-feira (22). O impasse envolvendo a iminente greve dos caminhoneiros ganhou mais um capítulo com a declaração do presidente da Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, conhecido como Chorão, de que o governo tem 15 dias para fazer uma escolha entre os acionistas da Petrobras ou os caminhoneiros. Chorão afirmou que uma greve da categoria está prevista para acontecer a partir de 1º de novembro, a depender da escolha feita.

Dentre as reivindicações dos caminhoneiros estão pautas como o cumprimento do valor mínimo do frete rodoviário, a aposentadoria especial para a categoria, aos 25 anos de trabalho e a alteração na política de preços da Petrobras para combustíveis, a fim de minimizar a flutuação do preço do diesel.

‘‘Chegou uma hora que o governo do presidente Jair Bolsonaro precisa escolher. Ou os acionistas ou os caminhoneiros e a classe média. Ele precisa escolher. Agora precisa escolher. Ele tem 15 dias para escolher’’.

O líder comentou sobre o posicionamento do governo de enxergar uma ameaça vazia nas reivindicações da categoria. “A gente vê o presidente jogando na mídia a privatização da Petrobras isso é, no meu ponto de vista, para causar polemica. É para tirar a responsabilidade de si. Porque durante a campanha política para presidente ele falava mal do Temer. E hoje ele está lá e não está fazendo nada. É isso que a categoria esta observando. Por isso que eu tenho certeza que dessa vez sai [a greve].E eu torço para que o governo subestime mesmo. Se eles querem subestimar, eu acho legal da parte dele”, comentou Chorão.

Chorão explicou que não é nem contra nem a favor do governo e destacou que o protesto tem como objetivo lutar pela “sobrevivência” da categoria. “Agora [a greve] sai porque o caminhoneiro não tem mais condição de se manter. Toda a semana está pior que 2018. Vem subindo o combustível, que é o insumo mais alto que a gente tem, que é o nosso sócio majoritário. O caminhoneiro não tem condição de manter a sua família, o seu caminhão, o seu ganha-pão.”

A Petrobras aumentou os preços do gás e da gasolina no dia 9 deste mês. O combustível teve um aumento de 7,2% no preço médio da estatal para as distribuidoras, saindo a 2,98 reais por litro. O aumento reflete um reajuste médio de 20 centavos/litro, segundo a Petrobras. A estatal informou que o reajuste da gasolina aconteceu após 58 dias de estabilidade.

Da Redação do Acontece na Bahia

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