Ministro Heleno diz temer que tirem a vida de Bolsonaro, pois seria “solução mais rápida” e afirma que vai rezar para que o presidente não seja “eliminado”

A fala do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, nessa terça-feira (14), resultou em muitos comentários. Heleno disse que está “muito preocupado” e que rezará para que Jair Bolsonaro não sofra um atentado fatal no ano que vem. Mas afinal, o que ele sabe?

As afirmações do general aconteceram na formatura do Curso de Aperfeiçoamento e Inteligência, para agentes já em atividade na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O objetivo, segundo Heleno, é trabalhar para que se evite a “solução mais rápida: que seria eliminar o presidente da República”.

Ainda no discurso, Heleno afirmou que recorrerá a várias religiões para rezar pela vida de Bolsonaro em 2022, e que precisa tomar remédios psiquiátricos diariamente, “dois Lexotan na veia”, para não levar Bolsonaro a tomar “uma atitude mais drástica” contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

General Heleno, como chefe do GSI, comanda a Abin e tem a obrigação legal de zelar pela segurança do presidente, familiares e ministros do Planalto. Diante da responsabilidade, o órgão que é dominado por militares, tem poder de polícia.

“Tenho uma preocupação muito grande com esse 2022, porque acho também que uma medida muito simples para mudar, em dez segundos, 20 segundos, totalmente o panorama brasileiro. Um atentado ao presidente da República bem-sucedido modifica totalmente a história do Brasil. Tenho plena consciência disso”, disse general Heleno na formatura da Abin, destacando a importância dos agentes para se evitar um atentado.

Heleno ainda disse que no início de 2022 rezará todos os dias em igrejas católicas, evangélicas, centros espíritas e “tudo o que tiver por aí”. A intenção é torcer para que Bolsonaro não seja “eliminado”.

“A partir da virada do ano, vou todo dia à Igreja rezar alguma coisa, vou ao Centro Espírita também, aos evangélicos, tudo o que tiver por aí, torcer para que ninguém adote essa solução como uma solução que é, é a solução mais rápida, mais viável, com mais resultado. É eliminar a figura do presidente da República”.

Questionado sobre as declarações, Augusto Heleno afirmou somente: “O GSI deixa de se manifestar por tratar-se de demanda que aborda o assunto fora de contexto”.

Da redação do Acontece na Bahia

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