Suspeita de ser a mandante da morte do marido nega envolvimento no caso e Polícia desconfia

Acusada de ser mandante do assassinato do namorado, Vitor Lúcio Jacinto, de 42 anos, a empresária Anne Cipriano Frigo prestou depoimento na tarde desta quarta-feira (30) sobre o ocorrido e negou envolvimento com a morte do companheiro.

Segundo o Brasil Urgente, a mulher, que foi presa na terça-feira (29), prestou depoimento por volta das 15h na sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de São Paulo.

Apesar da defesa da empresária ter apresentado a versão de que ela seria inocente, a Polícia Civil teria apresentado provas do crime.

Na segunda-feira (28), o corretor Carlos Alex Ribeiro de Souza, funcionário do casal, foi preso após ter confessado o assassinato de Vitor. Ele disse que a empresária ofereceu R$ 200 mil para ele cometer o crime.

O delegado-diretor do DHPP, Fábio Pinheiro Lopes, afirmou que a polícia tem certeza do envolvimento dela no assassinato do companheiro.

“Ela está negando, e a gente acha que é tudo tese de defesa. A gente acha que é tese do advogado. Ela está bem assistida, com advogado renomado, e veio com essa tese de defesa. Está falando que tudo partiu do próprio Carlos, que ele que matou”, disse Lopes.

A empresária e o corretor “fizeram várias coisas” para que as pessoas acreditassem que Vitor estaria vivo, de acordo com o delegado. A vítima morreu no dia 16 de junho, mas Anne ganhou chocolates em nome do namorado como presente de aniversário, no dia 19 do mesmo mês.

“Ela quem deu a senha do celular do Vitor para o Carlos para eles ficarem mantendo esse tipo de contato”, disse o delegado do DHPP.

O acordo pelo crime incluiria o pagamento de R$ 200 mil a Carlos – que deverá ser novamente ouvido pela Polícia Civil na quinta-feira (1º). Anne confirmou que pagaria o valor ao funcionário, mas por outros motivos.

“Era de um dossiê que ela tinha encomendado de um ex-marido”, diz o delegado do DHPP. “Só que o Carlos diz que não recebeu.”

O crime

Imagens de câmeras de segurança divulgadas pelo Brasil Urgente registraram o momento em que Carlos Alex Ribeiro Ribeiro de Souza entra sozinho em um condomínio de luxo em Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo, em 16 de junho.

Em seguida, o corretor para na frente da casa de Vitor Lúcio Jacinto e os dois aparecem juntos na saída do condomínio.

“O Vitor saiu junto com o Carlos. O Carlos disse que tinha um imóvel para eles verem, que ele (Vitor) poderia comprar ou vender. Ele saiu com o pretexto de trabalho”, disse o delegado Fábio Pinheiro Lopes. Os dois saíram pela rodovia Castelo Branco e o assassinato ocorreu com o carro em movimento.

Carlos contou no depoimento que ele estava dirigindo em alta velocidade e aproveitou um momento de distração do Vitor para cometer o assassinato. Carlos atirou nas costas da vítima com uma arma escondida na cintura.

“Segundo consta, ele faleceu quase instantaneamente. Ele deitou o banco do carro e trouxe até a região da represa de Guarapiranga (zona sul de São Paulo), que é caminho para a casa dele. Pegou um local da represa, deixou o corpo lá, tentou pôr fogo no corpo, queimou até umas partes do corpo, e abandonou lá”, descreveu o delegado.

Em relação a motivação do crime, o delegado explicou que “pelo que consta até agora, a motivação é passional”, informou o delegado. “(Carlos) diz que ela tinha um ciúmes exacerbado dele. Ela sempre estava quebrando o celular dele por ciúmes”, acrescentou.

Carlos disse em depoimento que Vitor traiu Anne e ela reclamava que ele gastava muito do dinheiro do casal.

“Isso quem falou para nós foi o Carlos. O Carlos disse que o motivo pelo qual ele cometeu esse crime, o motivo pelo qual ela pediu para ele praticar esse crime, foi porque ela estava sendo traída e chantageada por ele, que ele gastava o dinheiro dela”, afirmou o policial civil. “Ela não fala nada (sobre traição). Nesse ponto, ela não fala nada”, acrescentou.

Casal tinha uma vida de luxo

Anne Cipriano Frigo morava em um apartamento de cerca de R$ 20 milhões, com 700 m², localizado em Moema, zona sul de São Paulo. Ela vivia com Vitor há quatro anos. A empresária morava com dois filhos menores de idade até outubro de 2019, mas perdeu a guarda das crianças. A polícia não revelou por qual motivo.

Anne atuava em gestão e administração imobiliária, investimentos, madeireira, comércio de papéis e embalagens, produtos de informática e maquinários industriais. Além disso, segundo o Brasil Urgente, ela foi, por três anos, co-fundadora e sócia-proprietária do Museu da Imaginação, em São Paulo.

“Ela comprou agora um terreno muito caro. Pagou, segundo ele (Carlos), R$ 9 milhões em um terreno. Quem vendeu, quem fez a corretagem, foi o Carlos”, disse o delegado.

Vitor também aproveitava a vida de luxo oferecida por Anne, que o presenteou com uma bicicleta de R$ 120 mil e um Porsche Carrera vermelho avaliado em R$ 2 milhões.

O corretor que confessou ter cometido o crime morava na zona sul de São Paulo, próximo de onde descartou o corpo de Vitor. O corpo da vítima estava queimado do peito para cima e também nos pés. O genital também se queimou parcialmente. Carlos disse que tentou incendiar o corpo integralmente com combustível.

Textos e informações do portal BNews

Categoria(s): Destaque.

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