‘Separar não posso, ia escandalizar o nome de Deus’, diz Flordelis

A deputada federal Flordelis, acusada de ser a mandante do assassinato do próprio marido, justificou a decisão de matá-lo como a única saída para evitar um divórcio.

De acordo com Sergio Lopes Pereira, promotor do Ministério Público do Rio de Janeiro, revelou diálogo da parlamentar com um filho do casal afirmando que uma separação iria “escandalizar o nome de Deus”.

“Quando ela convence e fala com um outro filho que está aqui denunciado, o André, sobre esse plano de matar Anderson, ela fala da seguinte maneira: ‘Fazer o quê? Separar dele não posso, porque senão ia escandalizar o nome de Deus’, e então resolve matar. Ou seja, nessa lógica torta, o assassinato escandalizaria menos”, diz Sergio Lopes.

“O grupo que se formou vendeu a imagem de um casal perfeito, de uma família caridosa, que criou 55 filhos, quando na verdade os autos mostram que isso foi um golpe, um meio de se conseguir proteção”, completou o promotor.

“Começou em maio de 2018 com tentativa de envenenamento do pastor Anderson. Era feito de forma sucessiva, gradual, cumulativa, para conduzir a morte do pastor. (Era usado) veneno, mais notadamente o arsênico, que era posto na comida e na bebida do pastor de forma dissimulada”, concluiu ele.

Por fim, Allan Duarte, delegado responsável pelo inquérito, afirmou que a imagem de família unida era apenas uma fachada. “Não se tratava de uma simples família, mas de uma organização criminosa intrafamiliar”, afirmou.

“O inquérito traz a desconstrução dessa imagem de decência (da deputada), de pessoa caridosa. Ela vendia esse enredo para conseguir chegar à Camara dos Deputados, e depois tratar essa pessoa (Anderson) como objeto descartável”, disse o delegado.

Categoria(s): Nacional.

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