Rússia pode conceder perdão a Robson Oliveira, motorista brasileiro de jogador que está preso já há 2 anos

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta quarta-feira (31). O brasileiro Robson Oliveira, 48 anos, condenado na Rússia por tráfico internacional de drogas e contrabando, em fevereiro de 2018, por ter entrado no país com duas caixas de remédios, deve ter seu pedido de indulto analisado em breve pelo presidente Vladimir Putin. Última barreira para que a liberdade de Robson aconteça. 

A comissão regional administrativa russa composta por políticos e representantes da sociedade civil, e pelo prefeito de Moscou, Sergey Sobyanin, avaliou o pedido antes de chegar nas mãos do presidente Putin que pode conceder o benefício político. Caso haja decisão favorável, Robson não terá qualquer pendência junto a justiça russa ou brasileira e poderá voltar ao Brasil. O ex-motorista que foi condenado a três anos de prisão por tentativa de tráfico internacional de drogas e contrabando, completou no último dia 18 dois anos de prisão. 

O governo brasileiro formalizou o pedido de indulto a Robson após finalizada a fase de recursos à sentença e em meio a muitas matérias jornalísticas feitas a respeito do caso e apelo feito por alguns jogadores como Felipe Melo. A expectativa do governo federal é no sentido da concessão do indulto apesar do impasse gerado pela troca no ministério das Relações Exteriores recentemente. 

A diplomacia brasileira tentou a princípio a transferência de Robson para o cumprimento de pena no Brasil de acordo com tratado assinado anteriormente entre os dois países. O indulto foi considerado também em razão da sentença de Robson ter uma pena considerada pequena em relação a outros casos semelhantes no país.  

De acordo com depoimentos, Robson recebeu uma mala fechada que foi entregue no embarque no Rio de Janeiro. Na mala estavam duas caixas dos remédios ( Mytedom 10mg ou cloridrato de metadona) comprados pela família do jogador de futebol Fernando, volante, ex-seleção brasileira. Robson afirma que não sabia dos medicamentos no interior da bagagem. 

Fernando e sua mulher, Raphaela Rivoredo, confirmaram que Robson não tinha conhecimento sobre os medicamentos, mas não havia falado esta informação às autoridades russas. Disseram em depoimento que não sabiam da existência dos medicamentos e afirmaram que era da responsabilidade do sogro, (pai de Raphaela), Willam Pereira de Faria que em nenhum momento prestou depoimento às autoridades. 

Da Redação do Acontece na Bahia 

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