Raul Gazolla revela que amigo se ofereceu para matar assassino da atriz Daniella Perez: “O rapaz precisava viver para contar a verdade.”

Um caso famoso na década de 90 continua chamando atenção do público. O assassinato da atriz Daniella Perez, filha da escritora de telenovelas Glória Perez, ainda dá o que falar mesmo mais de 20 anos depois.

Raul Gazolla, de 65 anos, revelou a imprensa que um amigo na época se ofereceu para matar o assassino da moça, Guilherme de Pádua, na época do crime. “Tinha um amigo que era contraventor. Quando ele soube do caso não foi me visitar, não foi no enterro, nem nada. Passado o enterro, ele mandou me chamar na casa dele e falou ‘estou mandando descer todas as pessoas que conheço e a gente vai explodir a 16ª Delegacia e matar o cara, porque ninguém faz isso com mulher de amigo nosso'”.

Assim, o ator afirmou que conversou por mais de duas horas para convencer o amigo a não cometer o ato. “Foi porque sou gente boa? Não, mas porque, para mim, a história estava mal contada, tinha mais coisa aí. O rapaz precisava viver para contar a verdade. Além do mais, quando você explode a 16ª para matar alguém, você vai matar inocentes. Eu não posso dormir com esse barulho na minha cabeça”, contou Gazolla em entrevista ao canal Rap 77, de Júnior Coimbra.

O ator conta também que o que incomoda ele é não ver arrependimento no assassino, Guilherme Pádua. “A única coisa que me incomoda muito, na verdade, mesmo tentando ser uma pessoa melhor, é que ele sempre veio a público, de nariz em pé, e disse ‘aconteceu o que deveria acontecer’. Nunca disse ‘que m**** que eu fiz’, nem ele nem a mulher”, falou Gazolla, emendando que reza, pedindo para nunca encontrar o criminoso novamente.

“Todas as entrevistas que vi, ele nunca se arrependeu. O que carrega dentro dele é ‘perdi a oportunidade de continuar sendo ator’, que era tudo pra ele”, contou Gazolla. Além disso, ele afirma que só suportou a dor da perda no primeiro ano devido ao apoio da mãe e amigos. Ele destacou que foi um grande trauma e que a vida dele se divide em “antes e depois da Dani”.

“No primeiro ano me mantive um cara normal, mas eu não andava, não sentia o chão porque eu não conseguia entender como é que alguém poderia matar uma pessoa com quem estava contracenando e que não havia feito nada de mau”, relembrou.

“Para eu terminar a novela que estava fazendo foi um suplício. Eu não conseguia decorar. Foi muita ingenuidade minha achar que depois de uma semana eu ia poder gravar. Eu pensei ‘vai me fazer bem’, mas esse crime tinham tantos pormenores, tantas coisas que fomos descobrimos. Foi um momento muito difícil”, concluiu.

Da redação Acontece na Bahia.

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