Professora passa quase uma hora esperando alunos entrarem na plataforma de aula online e se emociona quando único aluno se conecta: ‘Amor de ensinar’

Uma notícia emocionante chamou a atenção dos internautas nesta manhã de sexta-feira (16). Uma professora do do Ensino Fundamental em Guarujá, no litoral paulista, passou por maus bocados na última semana. Maria Najila Ferreira Santana, de 54 anos, ficou aguardando mais de uma hora pelos seus alunos na aula online, porém, apenas um se conectou na aula.

O relato foi feito pela filha da professora, que se emocionou após ver a frustração da mãe após preparar a aula e não receber quase nenhum aluno na plataforma.

A estudante de jornalismo Nayla Ferreira Santana, de 21 anos, afirmou que sua mãe tinha preparado uma aula legal com muitos matérias didáticos e vídeos naquela tarde. Porém, para sua decepção, apenas um aluno apareceu.

“Essas coisas não têm como não mexer com o lado sentimental da gente [professores]. Nosso psicológico é afetado. Existe um outro lado. No final do dia, estamos extremamente cansados”, afirmou a professora.

“Às vezes, ela fica 1 hora esperando e não entra ninguém. Acho que as pessoas estão perdendo essa oportunidade. Eu me sinto frustrada por ela fazer as coisas e não ter o retorno dos pais. É triste ver uma situação dessa”, relatou a sua filha.

Porém, após quase uma hora de espera da professora, uma mãe conectou o filho a plataforma online, e Maria Najila lecionou a aula que havia preparado para aquele aluno.

“A felicidade foi muito grande quando ele entrou. Eu faço festa quando alguém aparece. É como se estivessem os 30 na sala. Quando ele entrou, eu tive a oportunidade de oferecer para ele aquilo que os outros não puderam receber naquele momento”, contou.

A professora explicou também que entende a dificuldade que muitos alunos tem de se conectar nas aulas, por se tratar de uma escola pública e muitas das famílias estarem em situação de vulnerabilidade.

“Uma mãe me relatou que trabalha o dia todo, que a patroa não dispensa ela para ir para casa, para não se contaminar. Mas, ela tem filhos pequenos, e quando chegava em casa, o celular era dividido entre todos”, relatou.

“O amor de ensinar é o mesmo da sala de aula, o que muda agora são as estratégias, onde tenho que usar outros recursos”, finalizou a professora.

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