População se revolta após relojoeiro que tentou ajudar menino engraxate ser intimado pela Justiça

Para muitos um gesto de incentivo e compaixão, mas para a justiça um ato de apologia ao trabalho infantil. A história do relojoeiro que deu um relógio de presente para uma criança e foi intimado pela justiça gerou revolta.

Revoltados com a decisão judicial, centenas de seguidores do Acontece na Bahia questionaram. Duas das internautas reuniram bem o teor da maior parte dos comentários:
“Quem fez isso não tem o que fazer. O gesto do dono da loja foi nobre. Meu irmão vendeu laranjinha, engraxou e sempre estudou e se tornou um grande homem, sempre quis ter o próprio dinheiro.”

“Esse senhor, só deu bons conselhos pra o garoto, se essa criança tivesse roubando ou usando drogas o conselho tutelar não via, por isso que o mundo está do jeito que tá vai entender esse povo. Parabéns pra esse senhor, ele fez certo, parabéns.”

O que aconteceu?

Primeiramente, Paulo César, dono da relojoaria presenteou um garotinho engraxate que entrou na sua loja para comprar um relógio para o dia dos pais. O lojista devolveu o dinheiro do menino, lhe deu o relógio de graça e disse: “Agora eu vou te dar esse presente, para você comprar alguma coisa para você, uma roupa pra você. E o relógio eu estou dando para você dar para o seu pai. O trabalho dignifica. Eu sei que você é uma criança, mas não é pecado trabalhar. Criança pode trabalhar. Seja honesto e nunca se envolva com coisa errada, tá bom?

Depois disso, Paulo foi intimado por apologia ao trabalho infantil por ter dito que “criança pode trabalhar” e teve que assinar um termo. Então, caso descumpra esse termo, ele terá que pagar uma multa que custaria o valor de R$10.000. Isso é equivalente ao valor das vendas de mais de 300 relógios iguais aos que ele deu ao garoto engraxate. Além disso, Paulo não pode falar sobre o vídeo e nem divulgá-lo. Por não enxergar tal apologia no discurso de Paulo, grande parte das pessoas que acompanharam o caso ficaram infelizes com a decisão da justiça.

Diante de tantas opiniões difusas, é importante ressaltar que o Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe qualquer tipo trabalho infantil, exceto os categorizados como Aprendiz, a partir dos 14 anos. Entretanto, a questão amplamente discutida pelos internautas é: nas palavras de Paulo César houve apologia de fato, ou não?

Da Redação do Acontece na Bahia.

Categoria(s): Nacional.

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