Polícia pede prisão temporária para o cantor Belo, mas Justiça acaba decretando prisão preventiva

O caso do cantor Belo continua ganhando novas informações nesta quarta-feira (17). Agora, a Polícia Federal do Rio de Janeiro entrou com o pedido de prisão temporária por 30 dias para o cantor e outras três pessoas pela invasão em uma escola pública no Complexo da Maré. Porém, por decreto, a Justiça determinou prisão preventiva, sem prazo, dos quatros.

Além do pedido da prisão temporária dos investigados, a Polícia Federal também pediu a busca e apreensão nos endereços, bloqueio de contas bancárias e suspensão das atividades da produtora do show. Isso tudo porque, segundo o delegado da Delegacia de Combate às Drogas, Gustavo de Mello de Castro, a invasão só aconteceu porque teve autorização do chefe do tráfico de drogas.

Em nota, o delegado Gustavo disse:
“Fato é que a invasão de um estabelecimento de ensino, localizado no coração da comunidade Parque União, uma das áreas mais conflagradas do Estado, onde a maior organização criminosa do Rio de Janeiro atua, somente poderia ocorrer com a autorização do chefe criminoso da localidade, identificado como Jorge Luiz Moura Barbosa, o Alvarenga, pessoa que controla a localidade há anos e figura como indiciado em diversos procedimentos policiais, sendo, inclusive, um dos criminosos mais procurados do Estado”

O delegado ainda completa dizendo que o mais absurdo da situação é que o evento não foi autorizado pelo Estado e sim pelo chefe criminoso do local. O pedido foi enviado ao Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Rio.

Por outro lado, o Ministério Público declarou-se contra o pedido, pois, para eles, esse caso não precisa ser analisado no plantão judiciário e sim na vara criminal comum.

A juíza responsável pela decisão da prisão preventiva justificou, em nota, o porque era contra a prisão temporária pedida pela Polícia Federal:
“Analisando detidamente os autos, entendo que a prisão preventiva é a mais adequada, considerando que os pressupostos para os crimes investigados não se apresentam suficientes para autorizar a medida da prisão temporária, uma vez que a lei que a instituiu não os prevê”.

Ainda para a juíza, a prisão preventiva é uma “forma de garantir a ordem pública a fim de evitar outros eventos desta natureza em plena pandemia, bem como a conveniência da instrução criminal, sendo que em liberdade os acusados podem causar dificuldades às investigações em curso, a exemplo, o fundado temor que estariam aptos a infundir no ânimo das testemunhas que irão prestar depoimento (servidores da Secretaria Estadual de Educação)”

O cantor Belo foi preso hoje, quarta-feira (17), pela Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), da Polícia Civil do Rio de Janeiro, por conta de um show realizado no último sábado (13), dentro de uma escola pública no Complexo da Maré, sem autorização do Estado e contra as determinações de proibição de shows durante a pandemia. Além de Belo, dois sócios da produtora de shows, Célio Caetano e Henrique Marques, e o chefe do tráfico no Parque da União, Jorge Luiz Moura Barbosa, também foram presos.

Da Redação do Acontece na Bahia

 

 

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