Polícia acha suposto corpo de jovem desaparecida na comunidade Kelson’s; Pai da moça desabafa: “Meu Deus, que dor! Muita dor!”

Na manhã desta quarta-feira uma triste notícia tomou as manchetes de jornais de todo Brasil. Agentes do 17º BPM (Ilha do Governador) encontraram um corpo que supostamente seria da jovem Bianca Lourenço, de 24 anos, que estava desaparecida há nove dias.

A moça, que era moradora da favela Kelson’s, na Zona Norte do Rio, havia sido vista pela última vez quando foi agredida e arrastada pelo ex-companheiro enquanto estava na casa de amigos. Seu ex-namorado, o traficante Dalton Vieira Santana, conhecido como “DT” é o principal suspeito de ser responsável pelo crime.

O corpo foi encontrado em um tonel próximo à praia Praia do Fundão, logo atrás ao Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, o Hospital do Fundão. O corpo da vítima estava desfigurado o que dificulta a identificação. Porém, as tatuagens na perna e no tronco do cadáver tornam a identificação da moça como “bem provável”.

O pai de Bianca desabafou em entrevista ao jornal Extra: “Acordei com uma dor no peito hoje de manhã. Parecia um presságio. Senti que algo iria acontecer. Meu Deus, que dor! Muita dor! Estou passando mal”. O homem, que é professor de artes marciais, diz estar incapacitado de fazer a identificação do suposto corpo da filha e pediu que um parente fizesse o reconhecimento.

De acordo com a polícia, Dalton era possessivo e ciumento, e, por isso, vigiava a moça quase sempre. O casal estava separado desde agosto do ano passado por iniciativa do próprio traficante, que afirmava que a moça não aceitaria o final do relacionamento. Porém, o que ele não esperava é que pouco depois do término a moça postasse em suas redes sociais que se sentia aliviada por ter terminado o relacionamento.

Segundo testemunhas, por volta das 13h do domingo (3), Dalton identificou a localização da ex-namorada e foi ao local. Chegando lá, a moça estava usando apenas um biquíni e, em um ataque de ciúmes, Dalton a mandou se vestir e segui-lo até o carro que estava estacionado na porta do imóvel. A mulher disse não para as ordens do traficante e foi agredida com uma coronhada no rosto.

Assim, Dalton e seus comparsas arrastaram a mulher até um HB20 cinza que estava parado na porta do imóvel e ela não foi vista nos dias seguintes.

Da redação Acontece na Bahia.

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