Pai entra com ação judicial contra escola após professora cortar cabelo da filha de 7 anos sem ter autorização

Uma notícia segue repercutindo neste domingo (19). O pai de uma menina de 7 anos entrou com uma ação judicial contra uma escola após uma professora cortar o cabelo de sua filha sem autorização. O argumento alegado por Jimmy Hoffmeyer, foi de que os direitos constitucionais de sua filha não foram respeitados. A situação foi registrada em Michigan, nos Estados Unidos, com informações da AP News.

Hoffmeyer contou que em outro incidente acontecido em abril deste ano, a sua filha Jurnee voltou para casa com o cabelo cortado de um lado. Segundo a menina, uma colega havia usado uma tesoura para cortar o seu cabelo no ônibus.

Jimmy Hoffmeyer foi até a direção da escola para questionar a situação e levou a filha até um salão na sequência. Dois dias depois, Jurnee retornou para casa após a aula com o outro lado do cabelo cortado.“Ela estava chorando e com medo de ser punida por ter tido o cabelo cortado”, falou Jimmy Hoffmeyer à AP.

Segundo a menina, a sua professora disse que iria cortar o cabelo para igualar os lados. Inconformado, o pai da menina cobrou um posicionamento da escola e entrou com uma ação judicial nesta terça-feira (14), contra o distrito escolar da região, uma bibliotecária e uma assistente de professor, no valor de US$ 1 milhão.

O pai da menina ainda processa a escola por discriminação racial, intimidação étnica, imposição intencional de sofrimento emocional e agressão. A professora que cortou o cabelo de Jurnee e sua colega de sala são brancas. Segundo os autos do processo, o distrito escolar “falhou ao treinar, monitorar, direcionar, disciplinar e supervisionar propriamente seus funcionários, e sabia ou deveria saber que os funcionários tomariam essas atitudes devido ao treinamento impróprio e à falta de disciplina exigida”.

A direção da escola por meio do seu conselho de educação se manifestou em julho deste ano e disse que a funcionária que cortou o cabelo de Jurnee tinha “boas intenções”. Tiveram conhecimento da situação ocorrida com Jurnee outros dois funcionários e não comunicaram a direção. De acordo com o conselho de educação os funcionários se desculparam pelo que aconteceu.

Da redação do Acontece na Bahia

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