Pai de Henry relembra conversa com a mãe do menino na qual ela diz que “mataria” Dr. Jairinho se ela descobrisse agressões

Uma notícia está sendo destaque nesta sexta-feira (09). Em entrevista ao RJ2, o engenheiro Leniel Borel, o pai do menino Henry, falou sobre a morte do filho. Lembrando de um momento em que Henry relatou uma agressão padrasto, Leniel diz que a mãe do menino negou essa possibilidade ao ser questionada e que ainda “mataria” caso a agressão acontecesse.

“Ela falou, esquece, isso não acontece, inclusive eu mataria se eu descobrisse que o Jairinho faz … que ele machuca o nosso filho (…) ‘Como é que pode uma mulher que fala que mata por causa do filho estar do lado de alguém que matou o dela?’, questionou. “Demoníaco, assustador.”

O engenheiro também contou que custou a acreditar que Monique pudesse ser conivente com as violências, como indica as investigações.

“Eu não acreditava que uma mãe poderia estar encobrindo algo de tamanha monstruosidade (…) Como pode um ser humano agredir uma criança de quatro anos? Isso pra mim me parece demoníaco, assustador. Como é que uma mãe que cuidou bem do filho durante quatro anos, a partir do momento que se junta com uma pessoa que mal conhece, poucos meses, e pretere uma pessoa ao filho? É muito estranho. Eu não consigo explicar o que pode ter sido isso. Será que é a ganância, a luxuria, um novo cargo público”.

Leniel também contou detalhes do dia 8 de março, dia da morte de Henry, quando levou o menino de volta para a casa de Dr. Jairinho e Monique.

“Quando entreguei meu filho, fui chegando perto, ele foi ficando muito nervoso, quando ele viu que tava chegando perto do Magestic [condomínio], foi ficando mais nervoso ainda, tanto que ele me agarrou e falou: ‘Não quero ir’. Ficou muito nervoso, começou a fazer náusea, tanto que quando chegou tive que abrir e ele vomitou na saída do carro”

“Hoje ta muito bem claro que meu filho não queria ir para aquele lugar. Aquele lugar poderia ta sendo um lugar de tortura pra ele. Só que a Monique nunca falou isso pra mim. Além de levarem meu filho, além de entregarem meu filho morto e eu ter que levar isso para o resto da vida. (…) Meu filho, meu primogênito, eu ter que enterrar, eles me fizeram levar essa sensação de impunidade, de não conseguir ajudar, de não ter feito mais pelo meu filho. Impotência total”, contou Leniel.

Lembrando de seus momentos com Henry, Leniel disse que sempre levará a imagem doce e alegre do filho.

“Quem é mãe é mãe e a Monique nos últimos dias não foi uma mãe para o meu filho. Eu sempre vou lembrar do Henry como meu primogênito, meu filho maravilhoso. Sempre sorrindo, sempre dando alegria. Chamando papai, papai eu te amo. To com saudade papai. Aquela criança carinhosa, maravilhoso. O Henry vai ta sempre comigo. Eu sempre vou lembrar meu filho como a melhor coisa que aconteceu na minha vida”, finalizou

 

 

Da Redação do Acontece na Bahia

Tag(s): , , .

Categoria(s): Destaque.

Comente: