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Opinião: Crônica francesa e outras histórias; Por Marcelo Cerqueira.

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Diante da chacina contra os jornalistas da revista francesa Charlie me faz lembrar de uma frase dita por Brigitte Bardot um dos principais ícones do cinema francês. Brigitte havia sido duramente criticada por dizer que há muito tempo já não se ouvia os sinos das igrejas tocarem, porque a cidade de Paris, estava ocupada pelos Árabes.
Repudio totalmente o crime e o terrorismo. Essa tragédia que se abateu sobre a capital francesa já era de se prevê diante do grande número de imigrantes, ou mesmo pessoas de de bi nacionalidade filhos de franceses e de Árabes. A França ocupou a Argélia, Tunísia, África Islâmica por anos. Ocupação não tão dramática como as inglesas, mas foi uma substituição de culturas por outras, mesmo que pese o charme da língua francesas. Mas, em se falar de charme e expoentes dessa relação o pinto Delacroix produziu centenas de telas representando costumes desses povos, abaixo a cena do quadro Mulheres Argelinas.
Relações tensas! busca por espaço e identidades, um amigo diria que isso é um barril dobrado, barril de pólvora, é claro e não de Cabernet uma das especiarias francesas. Além de velar os mortos o que fazer agora diante desse crime premeditado que chocou os franceses, a imprensa e o resto do mundo. Onde começa e termina a liberdade de imprensa em relação as nacionalidades? Aos filhos das ocupações e das guerras que fizeram a opção de passar para o outro lado. Não me pergunte, não sou Pitonisa.
Por outro lado eu penso que passado tempos de guerras, ou melhor, eles nunca passaram, é condição para viver em culturas diferentes das suas aceitá-las como elas são, exceto, culturas que violam direitos individuais. O ocidente caminhou a passos largos nas liberdades individuais, religião, direito ao corpo e sua imagem. As nossas mulheres, por exemplo, podem ir a praia de fio dental ou mesmo de top lesse. Essa tragédia francesa é o recado de que a França deve refletir sobre isso encontrando uma forma de estabelecer uma convivência harmoniosa. Isso que sirva de alerta para os outros países como a Itália e a Espanha, diante da crise econômica que pode acirrar os ódios contra os imigrantes estrangeiros.
Bem fez foi a Holanda, claro que teve uma política de ocupação, vieram para o nordeste do Brasil, atrás do calor dos trópicos, saíram da Bahia correndo soltando azeite as canadas e deram uma paradinha em Pernambuco, onde deixaram sementes e exemplares nórdicos de homens e mulheres lindos. Depois disso, resolveram expandir para o mar aterrando e ocupando, ocupando e aterrando.

 

Marcelo Cerqueira e formado em História pela Universidade Católica. Natural de Irará, reside em Salvador onde exerce inúmeras funções, dentre as quais  presidente do GGB.

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