Novo Ministro do Turismo faz declaração contraditória sobre Réveillon: ‘Não dá para liberar aglomeração, mas festas de até 300 pessoas, sim’

Nessa quinta-feira (17), o ministro do Turismo, Gilson Machado, fez uma afirmação um tanto quanto contraditória. Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, o ministro afirmou: As festas de Réveillon têm que acontecer. Não dá para liberar grandes aglomerações, mas festas com público entre 150 e 300 pessoas, sim. A gente tem que viver a vida, não dá para morrer por antecipação. O governo teve mais de 250 infectados pela Covid-19 e ninguém morreu. Eu tive coronavírus e, graças a Deus, não tenho o que reclamar da Covid comigo. Somos solidários às perdas, mas precisamos levar a vida”

Em meio às altas do número de infectados a declaração do ministro dividiu opiniões nas redes sociais.  Nesse contexto, o Brasil ultrapassou a marca de 7 milhões de contaminados e especialistas falam sobre segunda onda de infecções.

O ministro, que tomou posse nesta quinta-feira, após o presidente Bolsonaro se desentender com o antigo ministro do Turismo, Álvaro Antônio, o que causou sua exoneração.

O ministro também comentou na entrevista sobre lockdowns. Assim, ele fez um apelo aos prefeitos e governadores para não decretarem novos isolamentos sociais forcados: “Peço aos governadores e prefeitos, que estão fazendo gestões baseadas no ‘mais Brasil e menos Brasília, que não decretem lockdown porque o trade não aguenta mais. Monitorem a pandemia, façam fiscalização do uso dos equipamentos de proteção, mas não interrompam as atividades. A população já está aprendendo a conviver com a doença, não estamos mais diante de um mero desconhecido”, afirmou o ministro.

Da redação Acontece na Bahia.

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