Nordestinos comemoram crescimento da safra do umbu 2024

É tempo de umbu e seus derivados por toda a Bahia! Este mês de janeiro, sob o sol escaldante do verão baiano, a promissora safra do umbu está prestes a inundar as mesas dos baianos e também das famílias de outros estados brasileiros. De acordo com dados preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de umbu no Nordeste permanece como destaque nacional. Na Bahia, essa produção é fruto de um extrativismo sustentável que não só garante renda para milhares de famílias baianas, movimentando a economia regional, mas também preserva o meio ambiente.

A colheita do umbu, que tipicamente ocorre de janeiro a março, se estabelece como uma fonte alternativa de renda para os agricultores nordestinos, além de ser a principal ocupação para as famílias rurais durante o período de colheita.

Para além do consumo in natura, o umbu ganha vida em forma de sucos, umbuzada e uma variedade de produtos como geleias, doces, picolés, cervejas e licores artesanais. Essa diversificação é fruto dos investimentos do Governo da Bahia, através da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em cooperativas e associações da agricultura familiar. Esses investimentos têm impulsionado não apenas o aumento da produção e produtividade, mas também a agregação de valor aos produtos, atendendo à demanda do mercado.

Um dos exemplos de sucesso nesse cenário é a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), situada no município de Uauá. Comercializando seus produtos em diversos municípios da Bahia, em outros estados brasileiros e até mesmo na Alemanha, a cooperativa alcançou um faturamento de R$1,5 milhão no ano de 2021.

Além de seu sabor marcante e da riqueza nutricional, o umbu é um aliado na manutenção da imunidade, graças às suas propriedades ricas em vitaminas e minerais.

Fruto típico da Caatinga, o umbu é fundamental para o sustento de muitas famílias rurais na Bahia. Sua produção tem crescido nos últimos anos e promete alcançar novos recordes em 2024.

O nome ‘umbu’ tem origem no termo tupi ‘ymbu’, que significa ‘árvore que dá de beber’, em referência às raízes tuberosas capazes de armazenar até 3 mil litros de água durante as estações secas. Essa característica foi explorada pelos povos indígenas e sertanejos como uma fonte vital de hidratação e também como medicina natural.

Rico em compostos antioxidantes e nutrientes essenciais, o umbu é uma fonte valiosa de saúde, contribuindo para a prevenção de doenças crônicas e o fortalecimento do sistema imunológico.

Muito apreciado no Nordeste, o umbu é reconhecido por sua casca lisa ou levemente peluda, seu formato pequeno e arredondado, sua polpa aquosa e seu sabor agridoce. Seu tamanho varia entre 5,5g e 130g, tornando-o uma fruta versátil e deliciosa, que faz parte da cultura e da mesa dos baianos.

Da redação do Acontece na Bahia

Foto: Reprodução/ Coopercuc