“Nem o demônio faria o que ela fez”: Pai do dono de cartório sequestrado e morto desabafa sobre a nora

O pai do dono de um cartório assassinado com 17 tiros e mãos algemadas para trás desabafou sobre a morte do filho e da revolta que sente por saber que a nora pode ter sido a mandante do crime.

“O ódio fez ela matar meu filho”, desabafou.

João de Deus Chaves Aguiar, de 61 anos, é produtor rural e lida todos os dias com a tristeza de perder o filho de uma forma tão cruel.

Luiz Fernando Alves Chaves tinha 40 anos e foi sequestrado na noite do dia 28 de dezembro por volta das 19h30. Ele estava em casa, em Rubiataba, no centro goiano, quando foi sequestrado e morto em seguida, em um canavial, na zona rural da cidade.

A principal suspeita é de que Alyssa Martins de Carvalho, de 32 anos, viúva de Luiz Fernando, ser a mandante do crime. Ela está presa junto com outras quatro pessoas, inclusive uma mulher apontada como amante dela.

Alyssa estava em um igreja no momento em que o marido foi sequestrado e até então não era a suspeita.

Segundo o pai de Luiz Fernando, ele ficou sabendo do assassinato do filho minutos depois. “Fiquei sabendo às 20h10. O sargento ligou do celular dela, eu nem sabia que era o dela porque não tinha mais o número salvo. Na hora, ela disse ‘meu sogro, vem aqui para casa’. Até hoje não consigo entender”.

Para João de Deus, “Nem o demônio faria o que ela fez”.

Ele também acredita que o motivo do assassinato do seu filho não foi para a nora ficar com o seguro de vida dele. Para ele, “O único motivo foi o ódio”.

Para amenizar a dor, ele agora passa o máximo de tempo possível ao lado dos três netos, filhos de Luiz Fernando e Alyssa. “A vida deles [netos] vai ser melhor em tudo. A criação aqui vai ser cristã, falando em Deus, levando para o lado do bem. Nunca imaginava que nós todos passaríamos por isso. O cartório dele estava rendendo muito dinheiro. Ela usou o dinheiro dele para matá-lo”.

Alyssa confessou o crime e afirmou ter encomendado o crime por R$100 mil.

Os filhos da vítima, os gêmeos de 5 anos e uma menina de 3, ainda não sabem da morte do pai. “Os meninos perguntam por ele [Luiz Fernando], e a gente fala que ele está no céu. Perguntam pela mãe, e a gente fala que ela está viajando. É uma dor imensurável”, relata o avô das crianças.

Além disso, Alyssa contou em interrogatório que ela e o marido tinham uma relação aberta e que Luiz Fernando tinha relações homoafetivas. “Se eu soubesse de relação aberta, falaria para ele separar. Não sabia que ele tinha envolvimento sexual. Se algum filho meu fosse [gay], também não teria problema porque não tenho homofobia”, diz. “Não quero um machão morto, queria meu filho vivo. O que o matou foi a crueldade, o ódio”, lamenta João de Deus.

Da Redação do Acontece na Bahia

Categoria(s): Destaque.

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