“Não aguenta dez segundos de debate”: Bolsonaro acusa ex-ministro Sergio Moro de ter trabalhado contra o governo

Um assunto voltou à tona hoje e envolveu as recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL), que não impôs limites em criticar o ex-ministro Sergio Moro (Podemos). Segundo o presidente, Moro trabalhou “contra” o governo na época em que era ministro da Justiça e Segurança Pública, período entre janeiro de 2019 e abril de 2020.

Bolsonaro não considerou a possibilidade de Sergio Moro ser candidato à Presidência em 2022, e afirmou que o ex-ministro”não aguentaria dez segundos de debate”. Jair Bolsonaro participou de apenas dois debates, em 2018, quando era candidato, um na Band e o outro na RedeTV!

“Moro falou que podia ser mais rígido, me peitar mais durante a questão das portarias sobre armamento. Como é que o cara aceita trabalhar comigo sabendo que sou armamentista e depois trabalha contra? Ele trabalhou contra por muito tempo, descobri mais tarde. Tinha que ter caráter, né?”, afirmou Bolsonaro em conversa com simpatizantes gravada pelo canal “Foco do Brasil”

‘‘Para tentar copiar meu [slogan de campanha] ‘Brasil acima de tudo, Deus acima de todos’, ele [Moro] botou ‘o povo acima de tudo’. Esse não aguenta dez segundos de debate’’.

Em sua última live semanal realizada na quinta-feira (2), o chefe do Executivo Federal já havia chamado Moro de “mentiroso” e “sem caráter”, rebatendo as declarações de Sergio Moro sobre uma suposta comemoração de Bolsonaro pela soltura do ex-presidente Lula (PT), em 2019. Bolsonaro negou a acusação.

“A última notícia dele [Moro] é que ‘Bolsonaro comemorou quando Lula foi solto, diz Moro’. É um vídeo, e ele fala ‘ouvi dizer’. É um papel de palhaço, um cara sem caráter”, alfinetou o presidente. “Agora ele vai me acusar disso, que comemorei. ‘Ouvia no Palácio do Planalto que ele comemorou porque era bom politicamente para ele’. Tá de brincadeira. Mentiroso deslavado!”

O presidente ainda rebateu, durante a live, a acusação de que não teria sido à favor da manutenção da possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Para o presidente, quem deveria ter trabalhado nesta questão era Moro, e não ele.

“Ele [Moro] sai atirando, falando que não apoiei para aprovar a [prisão após condenação em] segunda instância. É ele que tem que trabalhar, não eu. Ele apresenta um projeto de lei para regulamentar um inciso do artigo 5º da Constituição e diz que eu tinha que me empenhar? Quem tinha que se empenhar era ele”, concluiu.

Da Redação do Acontece na Bahia

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