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“Namorado me abraçou no hospital”, diz mãe da jovem que filmou sua própria morte

"Namorado me abraçou no hospital", diz mãe da jovem que filmou sua própria morte

A mãe de Lelly Gabriele Alves, de 23 anos, a jovem que filmou o momento em que foi atingida por um tiro em Jataí (GO), relatou que recebeu uma ligação do namorado da vítima, pedindo documentos para levá-la ao hospital.

Diego Fonseca Borges, de 27 anos, disse à sogra que o casal foi alvo de uma emboscada. A polícia desconfiou de sua versão e encontrou um vídeo no celular de Lelly que mostra o momento em que ela é atingida pelo disparo feito pelo namorado.

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Lelly não resistiu aos ferimentos, enquanto Diego está preso e pode responder por homicídio qualificado.

“No centro médico, ele me abraçou e disse: ‘Sogra, quem fez isso com ela vai pagar. Vamos ter justiça'”, contou Olesiane Alves da Silva, mãe de Lelly Gabriele.

O caso ocorreu no último sábado (4), quando o casal voltava de uma “brincadeira” de tiro ao alvo, a convite de Diego, segundo a polícia. Nas imagens, é possível ver Diego segurando uma arma. A jovem, em tom descontraído, conversa com o namorado. Segundos depois, ele dispara contra ela, e o vídeo termina. Lelly foi levada para o Hospital das Clínicas, mas já estava sem vida.

Após a ligação de Diego, Olesiane correu para o hospital, sem suspeitar do envolvimento do rapaz. “No dia do crime, passei o dia inteiro com a minha filha. Almoçamos juntas e à noite ela me disse que ia sair com o Diego. Não me disse para onde, apenas que voltaria para casa”, disse a mãe.

A polícia notou contradições na versão de Diego, que agora está sob custódia. Olesiane, que inicialmente não desconfiava dele, ficou chocada ao descobrir o vídeo no celular da filha. “Minha ficha não caiu. Quando você perde um filho por acidente, doença, você até consegue entender. Mas da forma que foi? Não mesmo. Parece que um caminhão passou por cima de mim. Minha metade foi embora.”

O relacionamento de Lelly e Diego durava 1 ano e 7 meses, marcado por brigas, embora a filha não tenha revelado detalhes de possíveis agressões à mãe. Agora, a família espera por justiça.

O delegado responsável pelo caso, Thiago Saad Crespo, informou que Diego já tem passagens por violência doméstica contra outra ex-companheira e por roubo. As investigações continuam, e o caso pode ser tratado como feminicídio.

A defesa de Diego alega que ele puxou o gatilho contra a jovem como uma brincadeira, sem saber que a arma dispararia.