Musa do ‘Caldeirão’ usou WhatsApp para fazer alerta de que não estava bem pouco antes de morrer

A passista Michelle Mibow, encontrada morta pelo noivo dentro de casa, na última segunda-feira (7), enviou mensagens para uma amiga, pouco antes de morrer, revelando que não estava se sentindo bem. Michelle, de 40 anos, era destaque de várias escolas do carnaval paulista e, também, foi finalista de um concurso de musas do ‘Caldeirão do Huck’.

“A minha irmã estava com sintomas de labirintite e com muitos enjoos. Nos últimos meses, ela estava tentando entender os sintomas que estava sentindo e passou por uma série de exames. Mesmo assim, a Michelle ainda não estava com um diagnóstico fechado”, afirma Chaga.

Uma amiga da passista publicou em uma rede social um print de uma conversa que teve com ela pouco antes do AVC. Na mensagem, Michelle afirmou que estava ‘quietinha’ porque estava ‘dodói’ com ‘uma labirintite gigante'” (veja na imagem abaixo).

Segundo apurado pela reportagem, o noivo dela, Sergio Vieira, que é bombeiro, chegou na casa deles e encontrou Michelle caída no chão. Ele ainda tentou reanimá-la, mas a tentativa não teve êxito, e a passista acabou morrendo.

Ao g1, Sérgio disse ter ficado comovido com o apoio que vem recebendo de amigos, familiares e, também, de toda comunidade do carnaval. “A Michelle será sempre o amor da minha vida. Ela merece todas essas homenagens que está recebendo. Ela trouxe o sorriso para a minha vida. Eu amo muito a Michelle e vou amar para sempre”, desabafou.

Acidente Vascular Cerebral (AVC)
Ao g1, o neurocirurgião João Luís Cabral Júnior explicou que o AVC isquêmico é a falta de circulação de sangue no cérebro. “Quando que para de chegar sangue em algum segmento no cérebro? Quando tem alguma obstrução de algum vaso por uma trombose, algum coágulo que desprende de algum lugar, como se fosse uma embolia”.

Já o AVC hemorrágico é quando um vaso, veias ou artérias se rompem. “Podem se romper por um pico hipertensivo ou por uma fragilidade da parede vascular, aí rompe e faz a hemorragia no parênquima cerebral”.

“Então o AVC isquêmico é a falta de sangue e o AVC hemorrágico é a ruptura de um vaso que causa a hemorragia”, disse.
Segundo o neurologista, o AVC isquêmico pode começar causando sintomas como tonturas, de alteração na coordenação motora e diminuição da força em algum dos lados do corpo. Já o AVC hemorrágico é mais agudo e quando há a hemorragia, o paciente desmaia, convulsiona e pode entrar em coma.

Para o especialista, 40 anos é uma idade frequente para AVC isquêmico. “É uma idade que, geralmente, a mulher que usa anticoncepcional, fumante, alguns costumes como álcool, faz com que ocorra uma fragilidade vascular e o vaso pode ocluir, pode obstruir causando uma isquemia”.

Na faixa etária de Michelle, o neurologista afirmou que é mais frequente a ocorrência de AVC isquêmico por trombose venosa. “Um fato interessante que estamos aprendendo de um ano para cá é que aumentaram o número dos AVC’s isquêmicos, mais em mulheres do que homens, e coincidentemente após a Covid-19”.

g1