Mulher que foi morta a socos pelo marido era proibida de trabalhar e estudar

Uma notícia chocou as redes na manhã desta terça-feira (22). Uma mulher foi espancada na rua, perto de casa. O companheiro da mulher é o responsável pelo espancamento da mulher até a morte. O fato ocorreu no Distrito Federal, na região do Fercal.

A moça sofria com agressões há pelo menos três anos e mantinha um relacionamento extremamente abusivo. Em 2017 a mulher tentou procurar a polícia, porém, acabou se reconciliando posteriormente com o marido.

Porém, na quinta-feira (17) as agressões foram extremamente violentas e levaram a mulher a óbito. Os parentes de Luciane Simão Silva, de 42 anos, levaram a mulher ao hospital, onde ficou 2 dias internadas e foi liberada no sábado (19/12). Entretanto, o irmão de Luciane percebeu um inchaço anormal no rosto da mulher e levou ela de volta ao hospital, onde foi novamente internada.

Infelizmente, Luciane não resistiu aos ferimentos e faleceu. Assim, a família da mulher procurou a Polícia Civil para registrar o caso. Os polícias prenderam o autor do crime, Rondinele Pereira da Silva, de 34 anos, enquanto ele passeava normalmente em um shopping da região.

Segundo as informações do site Metrópoles, o comportamento de Rondinele era extremamente agressivo e machista. A mulher era proibida por ele de trabalhar, estudar ou frequentar academias. Assim, caso suas ordens fossem desobedecidas, a mulher sofria sessões de espancamento e humilhação, com socos nos olhos e nas costelas e enforcamentos.

Na noite de quinta-feira (17), quando a mulher foi internada, o motivo do espancamento de Luciane foi uma suposta discussão que ocorreu porque a mulher ficou na porta de casa até depois das 22hrs conversando com amigos. Assim, Rondinele espancou e enforcou sua companheira, o que resultou posteriormente em sua morte.

Em 2017, Luciane tentou procurar a polícia para denunciar a violência e pediu uma medida protetiva. Assim, a justiça determinou que o homem deveria sair da casa e manter distancia da vítima. Porém, o casal, que tinha um filho de 10 anos, acabou se reconciliando e voltando a morar juntos. Contudo, a rotina de brigas e espancamento continuou.

Da redação Acontece na Bahia.

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