Morre Dona Ana, mãe do Padre Fábio de Melo: “O dia mais temido chegou”

Uma história comoveu o povo neste sábado (27). Isso porque um líder religioso e cantor desabafou após perder a mãe.

O Padre Fábio de Melo comunicou hoje que a Dona Ana Maria, mãe dele, não resistiu. Aos 83 anos, Dona ana estava internada num hospital particular em Uberlândia, em Minas Gerais, lutando contra a covid-19. Mas outro detalhe chamou a atenção no caso.

Dona Ana testou positivo para a doença pouco mais de 10 dias depois de ter recebido a primeira dose da vacina. Então, infelizmente ela não teve tempo de desenvolver anticorpos e nem de receber a segunda dose, que é essencial para nesse processo. Além disso, recentemente o Padre Fábio de melo demonstrou estar receoso por a equipe médica ter decidido entubar a mãe dele, pois muitas vezes isso soa como uma “sentença”. Agora, diante da perda, ele usou as redes sociais para desabafar novamente:

“Minha mãe partiu hoje. Logo cedo, como quem tem pressa de viver a eternidade. A mim resta a dor térrea, o ferimento que rasga o corpo e a alma. Ela me deu a vida num Sábado de Ramos, como hoje. Nossa simbiose reuniu as regras do nascer e do morrer. Obrigado, minha dona Ana! Só Deus e nós sabemos o quanto fomos um do outro. Uma pertença que me fez sofrer, sorrir, amar, aprender, conjugar todos os verbos que tornaram válida a aventura de nossa existência. Seguirei hospedando sua memória, levando tudo o que couber dentro de mim.”

Relato de fé

No desabafo, o Padre Fábio de Melo também falou sobre a fé da mãe e reforçou como isso era presente em ambos:

“Um dia, quando eu estava em Fátima, Portugal, eu liguei para a senhora e disse: “mãe, eu estou em Fátima!” A senhora imediatamente me disse: “Então, quando você estiver diante de Nossa Senhora, diga que eu mandei um beijo pra ela. Fala que é a Ana Maria, ela sabe quem é…”Sim, minha mãe, meu pedaço de mim. Na eternidade, onde a pureza e a bondade prevalecem, todos sabem quem a senhora é.”

“Leve de mim tudo o que quiser, tudo o que puder. O dia mais temido chegou. O dia de continuar neste mundo tão empobrecido, sem o precioso simbólico da filiação, sabendo que você não estará mais por aqui. Guarde meu coração com o seu. Até o dia que Deus voltar a me permitir deitar a cabeça no seu colo, enquanto você faz carinho nos meus cabelos, me chamando de Fabinho. Obrigado a todos vocês que rezaram, obrigado pelo amor com que vocês sempre nos trataram.”

Da Redação do Acontece na Bahia.

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