Médica atacada por cobra em cachoeira passa pela terceira cirurgia em 10 dias e desabafa sobre o que as pessoas falam

O caso da jovem médica picada por uma jararaca numa cachoeira ganhou novas informações. Agora, a doutora Dieynne Saugo foi submetida a sua terceira cirurgia em menos de 10 dias. Já fora da UTI, a médica relembrou o que aconteceu e falou como como está lidando com tudo isso:

“Como vocês já sabem, sofri um acidente ofídico[…]Desde então estou hospitalizada e passei por 2 cirurgias. Foram 9 dias na UTI. Tomei o soro anti-botrópico 3h após o ocorrido, pois precisei ir até o Pronto Socorro de Cuiabá. Foram 2h de viagem com uma dor quase insuportável e com vômitos em jato que provocaram uma Hemorragia Digestiva Alta”

Além disso, Dieynne desabafou sobre o que as pessoas têm falado do caso e agradeceu por estar viva: “Muitas pessoas escreveram: ‘Nossa, que azar! Como isso foi acontecer logo com você? Que absurdo uma cobra na cachoeira, você foi “premiada”.Você tá viva? É muita sorte!’ Pô para com isso! Não tem nada de “azar” ou “sorte”! Foi um acidente! Por que comigo? Não sei! Nunca questionei Deus por isso! Mas uma coisa é certa: Deus está operando um milagre em minha vida! Ganhei uma nova data de aniversário: 30/08, o dia do meu renascimento.”

Por conta das grandes despesas com o tratamento e recuperação de Dieynne, a família iniciou uma arrecadação através das redes sociais da médica.

Entenda o caso

Tudo corria bem para as amigas que curtiam o fim de semana na Cachorreira Serra Azul, em Nobres, no Mato Grosso. Entretanto, um grito ecoou repentinamente, chamando a atenção. Era a médica Dieynene Saugo sendo picada duas vezes por uma Jararaca. Foram duas picadas: uma no rosto e outra no pescoço. O veneno dessa espécie causa intensa dor e pode oferecer grande risco à vida. A principal suspeita é de que a cobra foi levada pela correnteza e, na queda d’água da cachoeira, acabou parando justamente em cima da médica, ou próximo dela. Então, como o animal estaria estressado com a situação, a reação agressiva seria um comportamento considerado comum.

Por conta dos locais da picada, a médica apresentou grande inchaço, dificultando a respiração. Se as picadas tivessem atingido algum membro como os braços ou as pernas, é muito provável que o quadro dela estivesse muito diferente. Com 70% das capacidades respiratórias de Dieynne comprometidas, a equipe médica precisou fazer uma traqueostomia. O procedimento trata-se de uma pequena abertura na traqueia, para melhorar o fluxo de ar. Outra opção seria uma intubação, que é mais invasiva e por isso foi descartada pelos médicos. Então, recentemente ela precisou ser transferida de avião em motivo da sobrecarga do hospital onde estava e agora passa pela sua terceira cirurgia.

Da Redação do Acontece na Bahia.

 

Categoria(s): Nacional.

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