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Mãe de menino morto após ser agredido em escola faz desabafo: ‘Meu filho queria ‘ficar forte’ para defender amigos menores de bullying’

Hoje, o desabafo de uma mãe revela a dor irreparável de perder um filho para o bullying. A história de Carlos Teixeira, conhecido como Carlinhos, ganhou destaque novamente após sua mãe, Michele de Lima Teixeira, compartilhar os momentos de angústia vividos por ele antes de sua trágica morte.

Carlinhos, um adolescente de apenas 13 anos, cuja vida foi interrompida de forma covarde, tinha sonhos simples: ser forte para proteger os amigos. Porém, esse desejo de defender os mais vulneráveis o colocou no centro dessa história de tormento que resultou em sua morte.

“Ele falou assim: ‘Mãe, eu não quero sair porque eu sou o maior da minha turma’. Falava isso porque os amigos dele eram menores, pequenininhos, e ele era grandão pela idade que tem. Ele falou que queria defender os amigos. Ele falou: ‘mãe, eu quero ficar forte. Quero correr. Corre comigo’. Eu falei que ia correr com ele, mas não corri”, disse a mãe.

“Meu filho era um garoto muito, muito doce. A vida dele era jogar no computador. Não saía para a rua, ficava só jogando”, diz Michele de Lima Teixeira, mãe de Carlinhos.

Nos últimos meses, a vida do menino tinha mudado bastante. Ele saiu de um colégio e estava estudando na Escola Estadual Julio Pardo Couto, em Praia Grande, no litoral paulista.

“Ele falou pra mim que não podia entrar no banheiro, porque quem vai para o banheiro apanha”, desabafou a mãe, revelando os tormentos enfrentados pelo filho em sua escola.

O relato comovente de Michele expõe não apenas a dor da perda, mas também a negligência de uma instituição que deveria zelar pelo bem-estar de seus alunos. Ela relembra os sinais de alerta ignorados, as solicitações de ajuda não atendidas, e a luta desesperada para proteger seu filho. Para Michele a escola tem responsabilidade no que aconteceu.

A mãe de Carlinhos também relata problemas quando o filho foi atendido no Pronto-Socorro: “Meu filho não fez um exame de urina, não fez nada. Meu filho gemendo por falta de ar, sem respirar”, recordou ela, descrevendo os momentos angustiantes após as agressões que o filho sofreu.

A prefeitura iniciou um processo administrativo para investigar os procedimentos durante o atendimento médico. O adolescente foi internado na UTI da Santa Casa de Santos e, após sete dias, infelizmente, faleceu.

A polícia já ouviu várias pessoas, incluindo a vice-diretora da escola, professores e os suspeitos. O inquérito investiga se houve homicídio com dolo eventual. O resultado da perícia irá determinar a causa da morte do adolescente. Vale ressaltar que a mãe responsabiliza a escola por não intervir diante das agressões sofridas pelo filho.

Da redação do Acontece na Bahia

Foto: Arquivo pessoal/Reprodução TV Tribuna