Justiça determina que viúva divida os bens do marido com a amante: “Reconheceu união-estável”

Durante esse sábado (20) um caso gerou discussões na internet. No processo da divisão de bens de um homem falecido, a Justiça determinou que, além da mulher dele, a amante também recebesse os benefícios. Então muita gente se perguntou como isso aconteceu, visto que os relacionamentos extraconjugais não são reconhecidos formalmente perante a lei. Mas é aí que uma grande reviravolta entra em cena.

Sem dúvidas, não é nada fácil lidar com a perda da pessoa com quem você se casou e conviveu por anos. Então, imagine se, além de lidar com a dor da perda, uma amante surgisse e brigasse na Justiça para também receber a herança. Mas foi justamente isso que a aconteceu com uma viúva no Rio Grande do Sul. A amante do marido dela se relacionou por mais de 14 anos com ele, e por isso exigiu também receber os bens. Além disso, a amante provou que o homem e ela chegaram também a morar juntos em pelo menos 2 endereços diferentes. Contudo, mesmo diante dessa situação delicada, a reação da viúva  surpreendeu a todos.

Já sabendo da existência dessa relação entre o marido e a amante por anos, a mulher cedeu seu parte direito e aceitou uma divisão de bens. Mesmo com a legislação brasileira se baseando em relações monogâmicas para essas divisões, nesse caso a palavra da esposa mudou tudo, possibilitando uma decisão bastante incomum. Então, a Justiça reconheceu a relação extraconjugal como uma união-estável, incluindo a amante no inventário do homem, afinal, se a esposa concordou em compartilhar o marido em vida, também deve aceitar a divisão de seu patrimônio após a morte. A história está dividindo opiniões não apenas na internet, mas também no âmbito do direito, entre advogados, juízes e desembargadores.

Da Redação do Acontece na Bahia.

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Categoria(s): Nacional.

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