Fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró continuam na região e estão encurralados, diz ministro

Os esforços para localizar os fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró permanecem concentrados na região oeste do Rio Grande do Norte, entre os municípios de Baraúna e Mossoró. De acordo com a força-tarefa encarregada das buscas, a operação continua nessa área há quase um mês, devido a indícios que sugerem a permanência dos criminosos na região.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, durante entrevista coletiva na Delegacia da Polícia Federal de Mossoró nessa quarta-feira (13), destacou que os trabalhos de busca prosseguirão na região. Ele afirmou: “Tivemos uma reunião com todas as forças envolvidas nas buscas. Até o momento, a operação tem sido bem-sucedida. Temos fortes indícios da presença dos fugitivos na região e convicção de que ainda estão lá.”

Lewandowski relatou que cães treinados detectaram a presença recente dos fugitivos na zona rural na terça-feira (12), aproximadamente a 10 km de Baraúna. “As forças de segurança, utilizando cães altamente treinados, confirmaram a presença recente dos fugitivos. A operação continuará conforme planejado”, afirmou.

Segundo o ministro, a permanência dos fugitivos na região representa um sucesso das operações policiais. “Eles estão encurralados. Se não fosse pela eficiência das polícias, eles já teriam escapado. Apesar de não terem sido recapturados, permanecem nesse perímetro”, ponderou Lewandowski.

Ele também mencionou o apoio que os fugitivos têm recebido de fora, especialmente da facção Comando Vermelho. “Eles estão recebendo ajuda externa, o que explica o relativo sucesso em escapar”, acrescentou.

O ministro confirmou que ao menos sete suspeitos de envolvimento já foram presos, e dois carros foram apreendidos durante as investigações. A última vez que os criminosos foram avistados foi em uma fazenda da região, no dia 3 de março, estando juntos.

“O que posso afirmar é que, conforme relatos, dois indivíduos com características semelhantes aos fugitivos foram avistados. Portanto, a última vez que foram vistos foi em dupla”, concluiu o ministro.

Da redação do Acontece na Bahia

Foto: Inter TV Cabugi