Filha do piloto de Marília entra com ação judicial e afirma que Cemig foi responsável pelo acidente; ‘Se tivesse a sinalização, tudo poderia ser diferente’

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais neste sábado (20). As acusações feitas pela filha do piloto de avião Geraldo Martins de Medeiros Júnior, que transportava o avião em que estava a cantora Marília Mendonça, foram respondidas pela (Cemig), Companhia Energética de Minas Gerais.

Os advogados responsáveis pela defesa de Vitória Medeiros, que entrou com um processo na Justiça contra a Cemig, alegam que a ausência de sinalização nas torres de energia da Cemig próximas ao aeroporto de Caratinga, em Minas Gerais, foi o fator responsável pelo acidente.

A Cemig informou anteriormente por meio de nota que a aeronave se chocou com um cabo de energia momentos antes de cair próximo a um riacho. A empresa ressaltou que a linha de distribuição atingida pelo avião estava fora da zona de proteção do aeroporto.

“A sinalização por meio de esferas na cor laranja é exigida para torres em situações específicas, entre elas estar dentro de uma zona de proteção de aeródromos, o que não é o caso da torre que teve seu cabo atingido”, diz o comunicado liberado pela Cemig.

Os advogados que defendem a filha do piloto, garantem que a falta de sinalização adequada em cabos de alta tensão da Cemig foi o que causou o acidente. A defesa garantiu que a ação judicial contra a Cemig está em andamento.

“Sobre o processo, eu só tenho uma coisa a falar, por ora: se tivesse a sinalização tudo poderia ser diferente. E isso vai ser importante agora para poder proteger a vida de outras pessoas caso haja uma emergência”, concluiu Vitória Medeiros, filha do piloto, por meio de vídeo publicado nos Stories do Instagram.

O advogado Sérgio Alonso, especialista em Direito aeronáutico e representante da filha do piloto, disse que o objetivo de Vitória é defender a honra do pai:‘‘ Ele era um piloto experiente, com 30 anos de profissão, destaca Alonso. A Cemig diz que a torre estava a 1 quilômetro de distância da zona de proteção do aeroporto, que é de 4 km. No entanto, como eles criaram um perigo ao colocar aquela estrutura, eles têm responsabilidade’’.

O acidente com a aeronave no dia 5 de novembro, resultou na morte da cantora Marília Mendonça, do piloto da aeronave e das outras três pessoas que estavam no avião. As demais vítimas da tragédia foram o produtor Henrique Ribeiro, o tio e assessor de Marília Mendonça, Abicieli Silveira Dias Filho, além do copiloto do avião Tarciso Pessoa Viana.

Da Redação do Acontece na Bahia

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