Em entrevista, Haddad comenta do projeto político de Bolsonaro e sobre aliança contra o presidente: “Temos que preparar o segundo turno antes do primeiro”

Uma notícia ganhou destaque nesta terça-feira (23). Em entrevista hoje a Rádio Metrópole, o ex-prefeito de São Paulo e atual pré- candidato à presidência da Republica, Fernando Haddad, comentou sobre o governo de Bolsonaro e sua atuação do governante na pandemia, além de falar sobre as eleições de 2022.

Primeiramente, Haddad comenta sobre a falta de projeto político de Bolsonaro e o histórico dele na política:
“Existe um desgaste de Bolsonaro. As pessoas não conheciam, com exceção dos políticos mentirosos que apoiaram o Bolsonaro dizendo que era uma novidade, sendo que ele tinha 30 anos na vida pública e todo mundo sabia quem ele era. Com a exceção desses políticos mau-caráter, a população não conhecia Bolsonaro e nem tinha a obrigação de conhecer. Ele era um deputado federal medíocre que ninguém conhecia a não ser para rir nos programas de humor”

O ex-prefeito ainda responsabilizou a direita pela vitória de Bolsonaro: “Temos que preparar o segundo turno antes do primeiro. Quem deu a vitória a Bolsonaro foi a direita que apoiou a extrema-direita”

Em um outro momento, o repórter Mário Kertész, responsável pela entrevista, perguntou a Haddad se existe possibilidade dele entrar como vice de Ciro Gomes nas eleições de 2022 e ele respondeu:
“Eu acho que se a gente acertar, os chamados democratas de direita ou liberais, um segundo turno de, quem for para o segundo turno, vai ter o apoio dos demais para derrotar o descalabro que está o Brasil e botar um projeto nacional na ordem do dia, acho que tudo se acomoda melhor no primeiro turno, inclusive uma chapa que congregue, não digo todo mundo porque é difícil convencer um neoliberal a apoiar uma agenda econômica socialdemocrata”

Por fim, Haddad finalizou respondendo, mesmo sem citar Ciro Gomes:
É uma coisa essencial na política. Você tem que baixar a bola, assentar, aprumar e aí conversar, que nem gente. E aí acerta o programa. Se houver uma convergência muito grande no programa e se houver uma regra mais clara de escolha do candidato e quem vai representar esse campo, ok. Mas, às vezes, não há uma convergência de programa e aí é legítimo que os partidos apresentem cada um o seu. Não vai acontecer nada de grave se tiver mais que um candidato.

Da Redação do Acontece na Bahia

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