Em casa após toda a confusão, mulher flagrada com sem-teto fala pela primeira vez: “Mais ofendida ainda por ter sido atacada por outras mulheres”

A história se tornou amplamente conhecida em todo o Brasil e hoje é difícil que alguém não tenha pelo menos ouvido falar do caso. Há algumas semanas, Sandra foi flagrada pelo marido enquanto tinha relações com o então morador de rua dentro de um carro, na região do DF. Na ocasião, Eduardo Alves, de 31 anos, ficou muito irritado e teria agredido Givaldo, de 48. Desde então, Sandra foi internada pois estaria passando por difíceis problemas psicológicos e estaria em surto quando tudo ocorreu. Agora, após receber alta, a mulher continua passando por tratamento e falou pela primeira vez. Nas redes, Sandra escreveu que foi usada enquanto estava em surto e acabou humilhada nacionalmente. Ela afirmou:

“Passei por dias muito difíceis, nunca me imaginei naquela situação. Eu me sinto profundamente dilacerada pelo ocorrido[…]Fui taxada como uma mulher qualquer, uma mulher promíscua, uma mulher com fetiche, uma traidora.E mais ofendida ainda por ter sido atacada por outras mulheres que entenderam que eu merecia o pior.” Mas não termina aí.

Confira o desabafo de Sandra na íntegra:

“Olá me chamo SANDRA MARA FERNANDES , sou a mãe da […] e a esposa do Eduardo Alves. Venho através dessa postagem agradecer as pessoas que se levantaram para me defender quando eu não tinha condições.

Passei por dias muito difíceis, nunca me imaginei naquela situação. Eu me sinto profundamente dilacerada pelo ocorrido. Hoje eu tenho ciência de tudo o que foi dito enquanto eu estava internada e sendo cuidada por médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e outros profissionais.

Fui VÍTIMA de chacotas, humilhações em rede nacional. Fui taxada como uma mulher qualquer , uma mulher promiscua , uma mulher com fetiches , uma traidora. E mais ofendida ainda por ter sido atacada por outras mulheres que entenderam que eu merecia o pior. Eu sempre soube que vivemos numa sociedade desigual, mas eu NÃO escolhi ter um SURTO, eu NÃO escolhi ter sido HUMILHADA, eu NÃO escolhi ter minha vida EXPOSTA e DEVASTADA!

Então, na condição onde estive eu sei que tinha legitimo DIREITO de ser DEFENDIDA. Agradeço ao meu esposo por tudo que ele fez por mim. Ele me defendeu durante e depois do ocorrido, pois sabe que em condições normais eu jamais teria permitido passar por àquilo. Agradeço também ao meu pai, minha madrasta , meus irmãos e amigos , que me acolheram e ajudaram o Eduardo e a […]. Sou profundamente grata aos profissionais que me ajudaram a compreender o que estava acontecendo quando eu já NÃO TINHA domínio da minha própria vida.”

Da Redação do Acontece na Bahia

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