Dona Maria, enfermeira e primeira pessoa a receber a vacina, é internada após contrair a doença pouco antes de receber a segunda dose

A história da enfermeira Maria Angélica de Carvalho Sobrinho, de 53 anos, voltou a repercutir. Ela foi a primeira pessoa a receber a vacina contra o coronavírus na Bahia, gerando muita esperança na ocasião. Contudo, agora ela está internada no Hospital Couto Maia, em Salvador. Mas afinal, o que aconteceu?

De acordo com a diretora da unidade de saúde, Ceuci Nunes, a enfermeira Maria Angélica começou a apresentar sintomas poucos dias antes de receber a segunda dose da vacina. Ou seja, a enfermeira acabou contraindo a doença antes de tomar a segunda dose e o caso não tem nenhuma relação com efeitos colaterais da vacina. A diretora explicou:

“Isso não é uma coisa excepcional. A gente sabe que a vacina tem uma proposta de duas doses e a proteção maior vai ocorrer cerca de 20 dias após a aplicação da segunda. Três dias antes da Maria Angélica receber a última dose, ela se sentiu mal. Ela ainda não estava protegida porque a primeira dose, sozinha, não protege. Ela adquiriu o vírus e desenvolveu a doença”. Mas não é só isso.

A diretora também explicou que as vacinas utilizadas são feitas com “o vírus morto” e portanto não podem fazer a pessoa adoecer:

“Nenhuma das vacinas que estão sendo utilizadas são de vírus atenuados, um vírus enfraquecido. Elas são de partículas virais ou de vírus morto. Ou seja, não tem a capacidade de transmitir a doença”.

Esse caso reafirma a necessidade de manter os cuidados profiláticos, pois a imunidade só se consolida aproximadamente 20 dias depois de receber a segunda dose.

Da Redação do Acontece na Bahia.

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